quarta-feira, 6 de junho de 2012

Depois da Chuva - 66

“De vez em quando me pego planejando futuros tão absurdos.” — Caio Augusto Leite.

  (...) Depois da confusão de Emily na festa, continuava tudo na mesma; a esta de Joe ainda bombava..

 - Ficou mal com a sua garota, cara - dizia Jacob depois de Joe ter saído da entrada.
 Joe riu.
 - Jacob, não foi nada. A Emily é a minha namorada oficial - ele deu um soquinho no ombro do amigo. - Segunda feira eu chego no colégio e digo: Emily, me perdoa princesa? , eu dou um presentinho e prono - ele sorriu.
 Chloe sorriu, enquanto se aproximava de Jacob.
 - Não é tão fácil assim, Joe - disse o garoto, colocando suas mãos na cintura de Chloe.
 - É claro que é, vamos continuar a festa - ele se virou para os vários integrantes, dançando e voltando a sua antiga posição em que estavam; se divertindo e bebendo - Logan - ele chamou Logan, que estava quase engolindo Natalie. - Porque não mostra o meu quarto pra Natalie? Ela vai adorar - ele deu um sorriso malicioso.
 Logan, que já estava bêbado desde o começo da festa, deu um sorrisinho malicioso para Natalie, a qual estava agarrando Jacob a 3 dias atrás e era, agora oficialmente, do grupo de dança de Selena. A garota também havia bebido bastante, e não estava totalmente sóbria.
 - Vamos - disse Logan, puxando a garota para o quarto, mordendo os lábios sem parar.
 Joe colocou as mãos na cintura de uma garota qualquer, e sumiram pelos corredores.
 - Até que enfim nos deixaram sozinhos - disse Jacob. - Chloe, me fala.. Quer um pouquinho?
 Ele ofereceu uma taça de champanhe á garota, que estava encostada no piano.
 - Não, eu não to com sede agora - respondeu.
 - Toma, só um pouquinho - ele insistiu.
 - Não..
 - Um pouquinho..
 - Depois eu bebo, ok? - ela retirou a taça das mãos de Jacob, colocando em cima do piano.
 Jacob deu de ombros.
 - Tá bom, vamos dançar - ele enrola seus braços na cintura de Chloe, começando uma dança lenta.
 Ela logo tenta se afastar dele.
 - Calma, espera..
 - Gostei dessa música - disse ele, ignorando a vontade de Chloe de se afastar. - Não existe festa sem música romântica, não é?
 - Não.. - ela sorria forçado enquanto Jacob fungava seu cangote.
 É claro que ela não estava gostando nada daquilo. Aquilo era.. Estranho. E muito. Jacob desceu suas mãos pelo corpo de Chloe até chegar em sua bunda, onde ele pretendia outras intenções, é claro. Um arrepio se passou por Chloe.
 - Não, Jacob.. Espera - ela tirou as mãos do garoto de si.
 - Esperar o que? - ele riu, e colocou suas mãos de volta nas costas da garota.
 Dessa vez, Jacob dava leves mordidas em seu pescoço. Chloe gostava daquilo, a deixava arrepiada. Poucos garotos davam mole pra ela e Jacob estar fazendo uma coisa assim a deixava assustada. Seu coração acelerou enquanto Jacob fazia coisas que a deixavam nauseada.
 Ela estava gostando, seu racional gritava isso a ela várias vezes.
 - Eu nunca tinha percebido como você é linda - dizia Jacob, sorrindo ao olhar nos olhos da garota.
 Chloe sorria intensamente, e Jacob lhe tascou um selinho rápido.
 - Espera..
 - Esperar o que? Nós já sabemos onde isso vai chegar - ele sorriu, beijando o pescoço da garota.
 - Não.. Vamos conversar - ela pediu.
 - Não, não vamos conversar, não foi isso que você me disse nas cartas - ele afirmou, ainda beijando o pescoço da garota.
 Chloe juntou as sobrancelhas, agora acordando da tentação á Jacob. Cartas? Que diabo de cartas eram essas?
 - Em que cartas? - perguntou ela, seu sorrindo mudando para confuso.
 - Nas cartas que você escreveu pra mim - eles se falavam, enquanto jacob a tentava levar para o quarto.
 - Eu não escrevi nenhuma carta - ela tentava de todo jeito afastar Jacob dela.
 - Nas cartas que você escreveu pra mim - ele bota Chloe no sofá.
 - Eu não escrevi nenhuma carta! - ela tentava afastar Jacob.
 - Ah, não banca a inocente, você escreveu cartas românticas pra mim. E nem vem que seu prendedor denunciou você.
 Jacob dizia enquanto deitava Chloe a força no sofá, subindo em cima da garota, beijando seu pescoço ferozmente. A garota não queria aquilo, e empurrava Jacob. E ele queria beijá-la a todo custo.
 - Que prendedor? - ela perguntou, já começando a se apavorar.
 - Esse prendedor que você tem no cabelo - ele prende os braços de Chloe por cima da cabeça, como se ela fosse uma prisioneira.
 - Isso não tem nada a ver! - ela gritou.
 - Fica numa boa..
 - Esses prendedores estão vendendo na escola, todo mundo tem.. Jacob, me solta!
 - Você deixou esse prendedor no armário quando saiu correndo.
 - Pára, Jacob! - ela gritava, mas Jacob ainda insistia.
 - Qual o problema? Ta maluca? Me dá um beijinho.. - ele tenta beijá-la.
 - Jacob, me solta! - ela tentava mexer suas pernas, mas estavam presas pelo peso de Jacob.
 - Calma, Ch..
 - Chega!
 Ela consegue mover sua perna direita, empurrando Jacob e todo seu corpo para o chão, e ela se levanta rapidamente, com o cabelo e o vestido desgrenhado.
 - Qual é o problema? - disse Jacob no chão, rindo que nem um idiota. Estava completamente bêbado. - Ta maluca?
 - Não, não to maluca. Sai daqui, não vou te dar nenhum beijo - ela afastava os braços de Jacob.
 - Ei, Chloe.. Vem - ele segurava os pulsos da garota.
 - JACOB, ME SOLTA.. AGORA! - ela se debatia contra Jacob.
 Seu esforço parou quando Joe a agarrou por trás, a afastando de Jacob. A garota estava repleta de ódio e frustração.
 - Ei, fica calma - disse Joe, puxando a garota pela cintura.
 - Tá pensando o que? - ela gritava com Jacob.
 - Calma..
 - Aí, ela disse que não escreveu as cartas - disse Jacob, rindo.
 - Eu não escrevi nenhuma carta! - Chloe quis batê-lo ali mesmo, mas Joe continuava a segurando.
 - Não escreveu, é? - Jacob.
 Joe soltou Chloe e se colocou entre os dois, tentando apartar a briga.
 - Calma.. Não faz isso - disse Joe á Chloe.
 - Por favor o quê? - perguntou a garota. - Vocês são uns imbecis, os dois!
 - Ah, espera, calminha aí - Jacob começava a ficar sério, mas continuava sorrindo. - Porque a gente não bebe só um pouquinho e para de brigar? Só um pouquinho..
 Ele seguiu até o piano, e pegou ali uma taça de champanhe, que se encontrava intacta por Chloe. A garota estava com tanto ódio, tanta raiva.. E achava que seria a festa dos seus sonhos. Na verdade, foi uma das piores das poucas que tinha ido.
 - Quer beber? - ela perguntou, malígna. - Você quer beber? - ela pegou uma taça de champanhe na mesinha de centro. - Então toma! - e entornou a bebida no rosto de Jacob, com tamanha fúria.
 Em seguida, Chloe jogou a taça no chão, estilhaçando-a e caminhando nervosamente até a porta. Queria sair daquele lugar medíocre; havia caído nessa de Joe e Jacob.
 - Chloe! - gritou a garota que Joe estava pegando a 5 minutos atrás, mas Chloe a ignora, correndo até a porta.
 - Meu olho! - gritava Jacob, desesperado.
 - Querem saber? Eu acho que a noite melou - disse a garota. - Acho melhor cada um ir pra sua casa.
 Ela suspirou e correu até as escadas. "Natalie!", ela gritava o nome da amiga, que anteriormente estava sendo seduzida por Logan.
 - Natalie! - ela gritou enquanto subia as escadas. - Vamos embora! A festa acabou, Natalie!

 - Que frescas - disse Joe ainda na sala com Jacob.
 - Ia ser a nossa noite, cara - Jacob não parava de sorrir, apesar de estar com uma mão tapando um de seus olhos. - Elas nos deixaram com a mão abanando na sua casa, o que vamos fazer?
 "Natalie, vamos!", ainda se ouvia a garota gritar no ponto alto da escada.
 - Isso não vai ficar assim - disse Joe.
 - O que vai fazer?
 - Eu te garanto.. Isso não vai ficar assim.

(...) Algum tempo depois, Demi voltou ao prédio. Mas levou uma surpresa: Samuel havia sumido! Demi ficou histérica, não por ter perdido o garoto, mas porque, infelizmente, estava em suas mãos essa causa. Ela entrou dentro do prédio, andando em todos os lados, procurando o garotinho..

 - Ah, onde esse moleque se meteu? - se perguntava enquanto caminhava pelo corredor vazio.
 Ela suspirou.
 - Por isso eu não queria ficar com ele.. Ah, Deus, me ajuda a encontrar ele..
 Ela ouve passos no corredor de madeira. Avista uma mulher de rosa com uma criança, a qual vestia roupas pesadas e um casaco enorme, que mal se dava para ver o rosto da criança.
 Demi pegou suas últimas esperanças e, de repente, arrancou o capuz da cabeça da pequena criança.
 - Samuel! - ela gritou.
 Mas na verdade era uma garotinha, a qual olhou pra Demi apavorada.
 - Mas o que é isso, qual é o problema, tá maluca? - dizia a mulher de rosa, afastando a pequena criança de Demi.
 - Foi mal.. - ela sussurrou enquanto a mulher se afastava com a menina.
 O nervosismo tomou conta de Demi novamente.
 - Ah e agora? - ela bufou. - Já vi que eu vou ter que dar uma volta pelo bairro pra ver se ele aparece.
 E mais uma vez ela saiu daquele prédio, procurando o pequeno garoto que agora era sua responsabilidade..

(...) Enquanto isso, Miley e Madison, que não haviam saído do colégio, estava tentando ter alguma diversão, alguma coisa a fazer, mas estava difícil..

 - Ah, o colégio fica chato assim, todo vazio - dizia Miley enquanto se enrolava no cobertor; o mesmo fazia Madison.
 - Ér.. Parece um cemitério - sussurrou Madison, enquanto ria.
 - Ai, Madison, cala a boca - as duas riram. - É, tem razão, parece mesmo um cemitério.
 Madison riu.
 - A única coisa boa é que não temos que suportar o.. - ela olhou pra Miley pelo canto do olho. - Grupo das meninas frescas da escola.
 - Ah, não sei, mas eu to com muito medo - suspirou Miley. - Também porque não tem ninguém, tá muito vazio.
 - Ai, Miley, não tem porque se preocupar. Aqui tem vigias, tem segurança.
 - Ah ta bom, assim eu vou ficar mais tranquila - disse a garota, irônica. - Vem cá, e se alguém entrar aqui no quarto ou aqui na escola? - ela se sentou na cama. - Você sabe quantos seguranças tem hoje? - ela sussurrou. - Hoje só tem 2.
 Madison arregalou os olhos, se sentando na cama.
 - Tem razão! - ela abriu um sorriso. - Só tem 2!
 A garota se levantou da cama, mexendo em seu guarda roupa o mais rápido possível, pegando uma de suas poucas roupas e tirando rapidamente seu pijama.
 - Espera, aonde você vai? - Miley não havia se mexido.
 Madison colocava sua roupa.
 - Eu vou aproveitar o tempo - ela respondeu, enquanto penteava seus cabelos castanhos com os dedos.
 Madison acabara de se aprontar, e Miley finalmente "acordou" e percebeu.
 - Ah não! - ela puxou os braços de Madison, fazendo a garota entrar no quarto novamente. - Me espera!
 Miley rapidamente colocou uma roupa.
 - Não me deixa aqui sozinha.
 E então as duas garotas já estavam fora do quarto, andando sorrateiramente pelo corredor, olhando sempre para os lados. Miley estava achando aquilo uma loucura, como sempre era certinha, mas também porque não fazia ideia do que Madison pretendia.

(...) Emily havia chegado á casa de Selena, se debulhando em várias lágrimas ainda. As duas estavam na sala, com Emily ainda chorando, sua maquiagem borrava seu rosto perfeito e sua roupa perfeita estava amassada.

 - Emily, conta até 10, ok? - dizia Selena, tentando acalmar a amiga. - Fica calma.
 - É que eu não consigo parar de pensar na cara daquele imbecil.. Dá vontade de matar ele, Selena! - a garota chorava ainda mais.
 - Pelo menos isso serviu pra você descobrir a tempo - suspirou Selena.
 Emily virou seus olhos vermelhos para a amiga, juntando as sobrancelhas.
 - O que?
 Selena bufou, acariciando o rosto da amiga.
 - Emily.. Escuta.. Não dá pra mentir pra você.. A verdade é que o Joe nunca te deu valor.
 - Ah, disso eu já sei! - a garotava continha a voz abafada pelo choro. - Mas é que ele era o garoto mais lindinho do colégio..
 - Ah não! - Selena bufou. - De que adianta ficar com o garoto mais lindo se ele é um idiota?!
 - Mas eu juro que ele vai me pagar direitinho, Selena, você vai ver, eu juro - a garota dizia entredentes.
 Selena começava a andar pela sala, suas pantufas de coelhos davam um som macio sobre o piso.
 - Emily, eu não to gostando das suas vibrações ruins.. Eu já estou tontinha - ela suspirou. - Eu preciso de um chá ou de um suquinho.. Vem cá, me diz uma coisa, que não vai mais pensar nesse idiota..
 Selena é interrompida por William chegar até a sala.
 - Com licença, senhoritas - disse ele. - Mas tem visita.
 - Como assim visita? - Selena se enfureceu. - Não vê que eu to resolvendo um problema? - aponta pra Emily.
 - Mas eu já deixei..
 - Emily!
 As garotas se surpreenderam ao ver que quem estava ali era Joe.
 Selena sentiu uma raiva tão grande.. Sua amiga estava sofrendo por aquele idiota, e ela ainda teria de aguentar ele pisar sobre seu teto.
 - Não pode ser - Selena balançou a cabeça.
 - Sabia que vinha pra cá - disse ele, se aproximando de Emily. - Eu preciso falar com você.
 - Sinto muito, querido - Selena deu um empurrinho em Joe. - Mas você está na minha casa, e já estamos de saída, ouviu amor?
 - Emily.. - Joe fingiu que não havia ouvido Selena. - Expulsei todos da minha casa. Foi uma festa sem graça, eu juro.
 Selena agora observava. A amiga seria uma idiota se voltasse com Joe nessa altura do campeonato, onde o garoto teria sido um completo idiota com ela. Selena suspirou, querendo o garotão fora dali. Emily balançava a cabeça, rolando os olhos para todo lado, menos para Joe. Suas lágrimas ainda caíam.
 - Emily.. Preciso que me perdoe. Mesmo que eu não mereça - ele suspirou.
 Emily se levantou de seu lugar, ainda virando a cara para Joe.
 - Emily.. - disse Selena, também esperando uma resposta.
 Dessa vez, ela olhou para Joe e Selena.
 - Selena, deixa a gente sozinho? Por favor.. - pediu Emily, com a voz embargada.
 - Não! - gritou Selena. - Claro que não vou deixar vocês sozinhos, tá maluca? - ela se virou para Joe. - E você não vai enganar ela, Joe!
 - Selena, por favor! - gritou Emily.
 Selena se virou, pasma.
 - Por favor..
 - Acho que você não tá raciocinando - continuou Selena.
 Selena olhava de Emily para Joe.. Não iria sair dali de jeito nenhum;

(...) Madison e Miley andavam rasteiramente pela escola, se esgueirando em cada canto pela escola, que agora estava escura, só com algumas luzes fracas. Chegaram até o salão, vendo que um dos seguranças dormia em cima dos sofás. Madison verificou se o segurança estava realmente insolente e as duas partiram para a sala do diretor..
 Madison acendeu as luzes da sala, indo rapidamente para a mesa de Ethan, remexendo nas várias pastas e papéis.

 - Espera, Madison, o que você está fazendo? - perguntou Miley, sussurrando.
 - Os meus arquivos - respondeu Madison, mexendo nos papéis. - Eu quero saber quem é que paga o colégio pra mim, Miley.
 - Ah sim - Miley concordou, confusa.
 - Anda, me ajuda - ela pressionou.
 As duas começaram a remexer os vários papéis e pastas.
 - Procura o meu nome..
 - Espera, fica calma.
 As duas andavam pela sala inteira, e Miley se arrependeu profundamente por ter ido com um salto enorme, presente de Selena.
 Depois de longos minutos, Madison dá um pequeno grito:
 - Achei!
 Miley correu até ela, e as duas se encolheram na mesa, enquanto Madison abria a pasta.
 - É essa não é? - perguntou.
 - É claro que não!
 - Droga! - ela jogou a pasta para o lado, revirando as outras.
 - Era assim que eu queria pegar você! - gritou uma voz de homem fora da sala, que ia se aproximando em passos pesados.
 Miley e Madison se apavoraram. Era o diretor Ethan! Suas respirações começaram a falhar, e seus corações aceleraram. E agora? O que iam fazer?
 - Não é pago pra dormir! Foi a última vez que dormiu em serviço! - gritava o diretor com o segurança, provavelmente.
 - E agora? - perguntou Miley, apavorada.

 Ethan entrou em sua sala escura, acendendo as luzes e levando um susto tremendo.
 - Era só o que me faltava! - ele reclamou, caminhando até sua mesa. - Chega sexta feira a tarde e a Sophia deixa tudo bagunçado! - se referiu á bagunça de papéis e pastas em cima de sua mesa. - Só pra ir embora mais tarde..
 Ethan continuava a remexer os papéis os organizando. Mal sabia que Miley e Madison estavam embaixo de sua mesa, abarrotadas e apertadas. As duas faziam um esfoço para não respirar, e Miley tentava conter seu apavoramento.
 - Onde estão a lista dos alunos do 4º ano? - dizia Ethan. - Ah, estão aqui..
 - Pai - ouviu-se a voz de Chloe, abrindo a porta e entrando na sala.
 - Até que enfim apareceu! - disse Ethan. - Estava prestes a ligar para todos os seus colegas.
 Mal percebia que Chloe estava chorando.. Sua voz era embargada.
 - Pai, preciso que me faça um favor..
 - Cala a boca! - gritou ele, apontando seu dedo para a filha. - Você vai ficar 1 mês sem sair, e ai de você se me desobedecer, porque você vai se arrepender..
 - Por favor! - ela disse, chorando ainda mais, pegando nas mãos do pai. - Eu preciso que expulse o Jacob e o Joe do colégio, por favor..
 As lágrimas correram de seu rosto, o que deixou Ethan assustado. A garota tentou abraçá-la, mas ele a afastou de imediato. E Miley e Madison se olhara confusas.
 - Espera, expulsar porque? - perguntou ele.
 - Porque eles me humilharam.. Me humilharam, me trataram muito mal.. Por favor - ela chorava, agora abraçando o pai.
 Ethan abraçou a filha, confuso. De alguma forma, não fazia ideia do que ela estava dizendo. Ele balançou a cabeça antes de dizer:
 - Não, filha.. Não posso.
 Chloe se afastou do pai.
 - P-porque?
 - É simples.. Não posso.
 - Pai, porque? - ela chorava incansavelmente.
 E vários pontos de interrogação se formavam na cabeça de Miley e Madison, ainda escondidas.

Continua.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Depois da Chuva - 65

“Você indo embora. Eu me perdendo então desamparado entre cinzeiros cheios e garrafas vazias.”

  (...) Enquanto isso, Demi ainda aguardava a papelada na frente do prédio, o qual já estava demorando até demais. Matthew começava a buzinar o carro, com impaciência;

 - Vamos, madame! Eu disse pra fazer com calma, mas não pra demorar tanto.
 - Já vou, já vou! Espera aí, ok? - gritou Demi de volta, olhando para o prédio. - Porque aquele velho não vem?
 Ela se apressou em apertar novamente o interfone.
 - Já vou. Quem é? - disse mais uma vez o homem.
 - É a Demi - respondeu ela, impaciente. - Desculpa, foi procurar o envelope ou foi fazer um?
 - O que quer que eu faça? - perguntou o homem. Demi bufava cada vez mais.
 - Idiota.. - sussurrou Demi.
 - Escapuliu. Já vou - respondeu.
 - Como assim escapuliu? - perguntou a si mesma, bufando. - Bom, ou o Ryan deu um envelope ensaboado ou esse idiota tem mãos trêmulas, só pode, ou então eu não sei.
 Ela brincava com suas pulseiras quando a porta do prédio se abriu, e Demi se virou, vendo o homem se aproximar dela com um garotinho.
 - Até que enfim - ela suspirou, indo até eles. - Me dá isso aí, garoto - ela tentou pegar o envelope da mão do garotinho, mas ele o afasta.
 Demi bufou, encarando aquela situação como a que tinha que ficar calma. Ela podia estrangular o garoto a qualquer momento.
 - Pode pedir pro seu netinho me dar o envelope? Eu não tenho tempo pra brincar - disse ela, sorrindo forçadamente.
 - O menino não é meu neto, ok? - disse o homem.
 - Me dá isso aqui, garoto - ela mais uma vez tentou pegar o garotinho teimou em não dar. Ela se virou para o homem. - Não tá vendo que o monstrinho não quer me dar o envelope? Fala alguma coisa!
 - Não é meu neto, pode levá-lo agora mesmo - ele soltou a mão do garotinho, o qual correu para a cintura de Demi.
 Como é? Os olhos de Demi se esbugalharam, estava pasma.
 - O que?! - ela mal conseguia falar, estava assustada.
 - O que você não entendeu? O envelope veio com o garoto - respondeu o homem.
 Demi riu. Na verdade, queria mais chorar.
 - É brincadeira, não é?
 - Não. o senhor Ryan me mandou entregar as duas coisas: o menino e o envelope - disse ele.
 Demi continuava incrédula. Ela bançou a cabeça.
 - Não, não - ela balançou a cabela, tirando o garotinho de sua cintura. - Eu não posso chegar em casa com um pestinha, minha mãe me mata.
 - Isso é problema seu - disse o homem, empurrando o garotinho levemente para Demi.
 - Por favor, senhor, não tá entendendo que eu não posso levar o menino? Eu não posso levar ele - Demi mais uma vez empurrou o garotinho para o homem.
 O homem bufou, já começando a se estressar. Ele mais uma vez empurrou o garotinho de volta para Demi.
 - E eu não posso ficar com ele - disse o homem com firmeza e caminhou para dentro do prédio, o mais rápido possível.
 - Senhor, por favor - gritou Demi, tirando o garotinho de sua cintura e correndo até a porta. - Não vai! Eu não posso ficar com ele! Espera aí! - ela dava socos na porta.
 Ela bufou, depois de vários minutos de tentativa, e finalmente desistiu de bater na porta. Se encostou na parede, fechando os olhos. Como ela havia caído nisso? Havia ido buscar seu plano de vingança contra Joe e ganhado um garoto de brinde?
 Ela encarava o garoto, que acabar de dar uma piscadela pra ela. Demi revirou os olhos, querendo gritar. Como chegara a esse ponto? O que ela havia feito?

 - Vem cá, quem é você? - perguntou Demi ao garoto, depois de longos minutos de silêncio. Ainda estavam na porta do prédio, agora sentados. - Onde você mora, garoto?
 O garoto apenas a observou, não dizendo nada.
 - Qual é o problema? Você é mudo? - o garoto não disse complemente nada, apenas encarava Demi.
 Ela bufou, revirando os olhos. Avaliou o garoto por 10 minutos, vendo seu estado: roupas sujas, expressão cansada, cabelos desgrenhados e parecia mais um... Menino de rua.
 O garoto estendeu o envelope branco a Demi, que não pensou muito antes de pegar.
 - "O menino faz parte da investigação. Você entenderá quando ler as informações. Ele se chama Samuel Garcia, está sozinho, e não tem ninguém. Cuide dele alguns dias, quando eu voltar, te ligo. Vou buscá-lo. Boa sorte. Ryan Allen" - ela termina de ler a carta e suspira, olhando para Samuel. - Vem cá menino, Samuel, ele te disse mais alguma coisa?
 E, mais uma vez, o garoto não disse nada.
 - Ah, esse cara deve tá maluco! - ela bufou, colocando as mãos na cabeça. - Como quer que eu adote um menino assim de repente? - ela suspirou e se virou para o garoto. - Tudo bem, não liga pra mim não, ok? - ela mexeu nos cabelos lisos do garoto. - Já sei o que eu vou fazer. Você fica aqui e assim que eu puder eu volto pra buscar você, falô?
 O garotinho segurava o envelope nas mãos, encarando Demi. Seus olhos eram um verde intenso, tão penetrante quanto... Algas (?) Demi bufou.
 - Eu venho buscar você, ok? Mas eu tenho que ir pra outro lugar, assim que der eu volto. Mas não pode sair daqui - ela tenta pegar o envelope, mas o garotinho agarrou o papel em suas mãos, puxando com violência. - Ai, tá bom, pode ficar com o envelope. Mas não saia daqui, ouviu? - ela suspirou e se levantou, tirando seu relógio. - Também pode ficar com isso aqui, ok?
 Ela bufou, vendo o garotinho abrir um sorriso depois do recente "presente". Ela caminhou até a limusine. Cada encrenca que ela se metia..

(...) Selena havia chegado em casa, finalmente. Caminhou até seu quarto, como tinha saudade daquela casa. Todos os detalhes dela, e principalmente que seu pai estava com ela naquele fim de semana, antes de voltar á tortura da escola. Botou uma roupa, e caminhou até o escritório de seu pai, mas foi surpreendida.

 - Pai, tudo isso é uma loucura - disse ela, após a conversa de seu pai. - Eu juro que foi aquela ignorante que provocou a briga.
 Ah sim. Se explicava em relação ao arranca-rabo com Demi.
 - Não me interessa quem foi - Jayden parecia estressado. - Eu proíbo que se aproxime dessas pessoas.
 - Mas eu não me aproximo, pai - ela se aproximou do pai. - Ela fica todos os dias me provocando.
 - É só ignorá-la e pronto - bravou Jayden. - É uma ordem. Não quero saber mais nada dessa menina.
 Ele bufou, se virando para suas contabilidades no computador, ignorando Selena e sua cara de mau humor.
 - Pai, o que você tem? - perguntou a garota, colocando uma mecha do cabelo atrás das orelhas e se aproximando. - Porque ficou assim tão exaltado? Nunca tinha visto você assim.
 Jayden revirou os olhos, suspirando.
 - Desculpa, filha. Mas essa mulher me deixa neurótico - ele esquivou seu olhar do de Selena, lembrando de Emma.
 - É, isso eu concordo totalmente com você - ela sorriu. - Mas não se preocupe, porque eu prometo que nunca mais vou me aproximar delas, ok? - ela coloca as mãos nos ombros do pai.
 Jayden sorriu enquanto Selena enchia de beijos seu rosto.
 - São uma gentalha - disse ela, e os dois riram.

(...) A noite, a mansão de Joe estava lotada. Músicas eletrônicas e de todos os tipos ecoavam pela casa, dando um ar muito bom de balançar o corpo de vez. Garotas andavam nuas pela casa, luzes de boate também não estavam em falta, havia sexo e bebidas, era uma festa dos sonhos de qualquer adolescente americano. Joe dançava com várias garotas ao mesmo tempo, bebendo é claro, mas ainda estava sóbrio; Logan estava caindo de bêbado, se mexia bastante e beijava várias garotas; Chloe ainda não havia chegado. Nem sabíamos realmente se iria mesmo..

 - Senhor Joe - disse a empregada, após algumas uma hora e meia de farra. - Tem visita.
 Joe caminhou até a porta, com a roupa de um típico adolescente rico e despojado. Passou pelas pessoas, que batiam em seu ombro e elogiavam sua enorme festa.
 Joe deixou um sorriso esboçar seu rosto quando viu Chloe entrando na sua enorme festa, com o vestido maravilhoso que havia pego esprestado com Selena.
 - Chloe! Como está? - ele sorriu.
 Caminharam um ao encontro do outro dando um abraço.
 - Bem, e você? - disse a garota, sorrindo mais do que nunca.
 - Bem - ele respondeu, e se separaram.
 - Olha, Joe - ela sussurrou. - Eu tenho uma coisa importante pra falar.
 - Depois, depois - ele balançou a cabeça. - Pega um pouco de champanhe - ele se virou para Logan. - Logan! Traz uma taça de champanhe pra Chloe, por favor - ele sorriu, assim como Logan, que agora avaliava Chloe.
 Depois disso, a maioria dos integrantes da festa - que eram do Upper East Side -, encontravam suas atenções a Chloe.
 - A Chloe chegou! - uma garota gritou.
 - Chloe! - gritou Jacob, esboçando um sorriso. - Como você está?
 - Tudo bem - ela respondeu, dando um sorriso amarelo. Seu pai não fazia ideia de que ela estava em uma festa na casa de Joe Walker.
 - Tudo bem? - perguntou Logan, dando uma taça na mão de Chloe e um beijo no rosto.
 - Obrigada, Logan.
 - Estávamos te esperando - Jacob se aproximou da garota, selando um beijo no canto da boca. - O seu pai acreditou quando disse que ia dormir na casa de uma amiga?
 Chloe hesitou.
 - Bom, não... Na verdade, eu tive que fugir de casa. Ele não deixou eu vir.
 - Ah, a gente vai se divertir muito - disse Jacob, sorrindo.
 A campanhia toca.
 - Joe, vai dar a maior confusão - Chloe se aproximou de Joe -, deixa eu te falar. É que o problema...
 - Não se preocupe, pode ser o seu pai - interrompeu Joe, pegando nas mãos na garota. - Mas por via das dúvidas, se esconde ali atrás - ele aponta para o quarto.
 Chloe suspirou, já prevendo o que ia acontecer. Ela sabia quem estava na porta. E iria ser muito, mas muito ruim de Joe fosse até lá.
 - Vem, se esconde comigo - disse Jacob, puxando Chloe até o quarto, enquanto a garota olhava abismada para Joe.
 A empregada abriu a porta, e de lá entrou Emily, a namorada de Joe. Ele quase teve um ataque ao ver o quanto estava... Perfeita. Sua roupa, seu cabelo, seu visual, tudo nela estava lindo, ela estava linda. Mas o coração de Joe pulou, e o arrepio que sentiu não foi por causa do clima frio que estava naquele dia.
 - Eu fiquei sabendo que iria ter uma festinha, mas eu acho que você esqueceu de me convidar, não é? - disse Emily, carrancuda. Estava perfeita, mas seu rosto não enganava que estava repleta de ódio.
 Todos da festa já olhavam. Como assim, Joe não convidara a namorada pra festa? A pergunta foi respondida por Emily, repleta de raiva, dar um tapa no rosto de Joe, o que causou murmúrios extremos naquela festa.
 Emily se virou, saindo daquela mansão enorme logo em seguida. Queria impressionar Joe, entrar e curtir a festa, mostrar que não se importa, mas gostava de Joe. Por incrível que pareça, não deixaria aquilo passar em branco.

(...) Enquanto isso, Selena revirava sua casa. É claro, procurando fotos da mãe. Ela havia pensando muito no que Demi havia dito para Miley, que não era possível que não tenha uma foto de sua mãe, realmente era verdade. Mas ela não iria desistir até encontrar mais alguma coisa.
 Sua casa era repleta de fotos e portas retratos, mas nenhum da sua mãe.

 - Perdeu alguma coisa, Selena? - perguntou William, fazendo Selena sair de seus devaneios. - Posso ajudar?
 Selena suspirou, apertando seus dedos de nervosismo.
 - Am... William... Não acha muito estranho que meu pai não tenha nenhuma foto da minha mãe?
 William hesita.
 - Am... Poxa, isso nunca tenha chamado a sua atenção.
 - Mas agora chamou - ela fecha a porta de seu armário, se aproximando do amigo. - Vem aqui - puxa a mão dele.
 - Olha, eu...
 - Vem, senta comigo..
 - Olha, eu tenho que fazer muitas coisas..
 - Não, William, a única coisa que tem que fazer é me contar.
 - Porque? - ele se indignava.
 - Por favor - ela se senta no sofá, e o puxa. - Você já estava na família quando meu pai conheceu a minha mãe, não é?
 - É sim. Mas quase não tinha contato com ele..
 - Não, não, quero saber tudo, quero coisas concretas, com detalhes, por favor - pediu Selena.
 - Isso você tem que perguntar ao seu pai - ele suspirou. - Não aos empregados da família.
 Selena ergueu as sobracelhas.
 - Olha, comigo não precisa bancar o discreto, ok? - ela inclinou a cabeça, sussurrando: - Por favor. Me diz como ela era. Como... Como se conheceram. Qual foi o primeiro presente que ele deu? O primeiro beijo.. Me conta, vai?
 Como ela sentia falta da mãe.. Para Selena, não ter uma mãe era difícil. Era mais difícil do que William pensava, era uma necessidade, Selena precisava, ela dependia de uma mãe. Ele suspirou, de repente lhe passando pelo pensamento de que a garota uma hora tinha que saber.
 - Ela.. Era muito linda - ele respondeu. - Tanto quanto você.
 Selena sorriu, mais do que nunca.
 - É verdade?
 - Sim.
 - E como foi.. Porque eu soube que foi a maior confusão, uma vez meu tio me contou que ela não foi aceita pela família, mas porque isso? - perguntou ela.
 - Bem, isso.. - ele é interrompido pelo telefone tocando. - Desculpa - ele pegou o telefone. - Residência dos Gomez.. Como? .. Perdão, eu não entendi.. Ah sim, perdão.. - ele estende o telefone para Selena. - É pra você.
 - Droga - ela bufou, pegando o telefone. - Alô? .. O que? .. Emily, eu não to entendendo nada, pára de chorar, o que foi? .. Não, quer saber, é melhor você vir pra cá, você está me assustando, me conta aqui.. Tchau - ela desliga o telefone e quando se vira não vê mais William a seu lado.
 E mais uma vez, Selena não consegue informações que tanto deseja de sua falecida mãe.

Continua.

Depois da Chuva - 64

“Que coisa maluca a distância, a memória. Como um filtro seletivo, vão ficando apenas as coisas e as pessoas que realmente contam.” — Caio F. Abreu.

  (...) No quarto de Nick

Aiden: Tem certeza do que vai fazer? - perguntou, enquanto Nick trocava de roupa no quarto, se preparando para ir a casa de Isabella.
Nick: Não, não tenho certeza. Não tenho certeza de nada.
Aiden: Espera, olha só: você concorda que depois de um fim de semana na casa dela, não vai ser mais difícil terminar com ela depois?
Nick: Aiden, eu sei - suspirou.
Aiden: Então...? - insistiu. - É sério, eu não te entendo.
Nick: Olha, Aiden, se você estivesse lá no momento que a mãe da Isabella estava dizendo todas aquelas coisas, você me entenderia. Isabella estava cheia de dor e de vergonha. Eu não posso acreditar que exista gente assim, especialmente pais que digam essas coisas aos seus filhos...
Aiden: Eu sei, Nick, mas você não é o super homem pra resolver os problemas de todos - interrompeu.
Nick: Não sou o super homem, mas o que custa ajudar?
 Aiden suspirou.
Aiden: Eu não estou te criticando. Eu só quero te ajudar.
Nick: É, eu sei - suspirou.
Aiden: Eu não quero te ver pior, e depois como vamos te ajudar, Nick?
Nick: Seria pior se fizesse de conta que não houve nada - ele bufou. - Do que manter um relacionamento que não existe.
Aiden: Porque?
Nick: Olha, Aiden... - supirou, e abaixou a cabeça, pensando antes de falar: - Eu tinha um amigo... Eu tinha um amigo que... Estava com problemas. E, infelizmente, quando descobri isso, já era tarde demais.
 Aiden suspirou.
Aiden: Se era um amigo, pode... Pegar um papel, uma caneta, e escrever uma carta. Você sabe o que dizem... Escrevendo... O que você tem? - perguntou.
 Uma lágrima rolava pelo rosto de Nick.
Nick: Infelizmente no céu não tem uma... agência dos correios;
 Nick suspirou e pegou sua mochila, caminhando até a porta.

(...) A limusine de Emma estava parada na porta do colégio, ainda

Emma: Como foi capaz de fazer uma coisa assim, Demi? - perguntou, enquanto Demi tomava uma caipirinha.
Demi: Bom, sempre inventam coisas sobre você, o que tem inventarem mais uma? O mundo não vai acabar, e nem os shows também, mãe.
Emma: Não é mais uma, Demi. Você me meteu num problema terrível. Mas dessa vez você vai cuidar disso, vai dar a cara a tapa por mim.
Demi: Ta bem, ta bem - suspirou. - Depois eu vou ao jornal e explico tudo ao jornalista, tá contente?
Emma: Não, ao jornalista não, querida. Quero que você fale com esse senhor. Você vai dizer toda a verdade.
 Demi se assustou, largando o copo em um canto do carro;
Demi: Não! Não, mãe, me peça o que quiser, menos isso.
Emma: Ah, vai fazer isso, goste ou não, porque eu sou sua mãe e vai me obedecer!
Demi: Mãe, eu te imploro, não me obriga a fazer isso - pediu Demi, se sentando ao lado da mãe. - A filha desse senhor me deixou fora do grupo porque disse que eu... Eu danço mal.
Emma: O que?! Minha filha dança mal? - Demi balançou a cabeça, assentindo. - Ela é maluca ou é cega?
Demi: Não, não, é uma imbecil. Além disso, está sempre contra mim - ela faz uma voz doce. - E além disso, hoje ela me bateu!
Emma: Ela bateu em você?! - Emma se assusta, passando a mão no rosto de Demi. - Ah, eu não acredito, esse colégio é pior do que uma prisão de mulheres.
Demi: Mãezinha, por favor, não me faça ir lá, eu te imploro, vai ser uma humilhação horrível - ela finge uma voz embargada.
Emma: Não, minha filha, tudo bem. Quem vai lá sou eu, tudo - ela passa as mãos no rosto de Demi. - O pai e essa menina vão me ouvir, você vai ver, vão me ouvir. Matthew! - grita ao motorista. - Vamos partir.

(...) Depois de todos os alunos entrarem em seus carros e voltarem pra casa, como sempre sobrava Chloe na escola;

Chloe: Porque eu não posso ir, pai? - perguntou, indo atrás do pai, sobre a sua festa.
Ethan: Porque não!
Chloe: Mas isso não é razão!
Ethan: Quer uma razão? Você não vai porque eu não gosto do Joe Walker e porque eu não gosto desse ambiente!
Chloe:  Não gosta do ambiente, mas adora os presentes que te dão, não é? - ela grita, mas fica em silêncio após o tapa que Ethan deu em seu rosto, com ferocidade.

Chloe encarou o pai, segurando as lágrimas.

Demi On

 Cheguei ao meu lugar desejado, com o Matthew cantando músicas italianas no banco do motorista. Suspirei e ao ver o carro estacionando.
 - Anda logo! - gritei, saindo do carro. - Que bom. Daqui a mais um minuto nós vamos buscar a minha mãe, está bem? - avisei.
 - Madame, não fique zangada - ele ainda me chamava de madame? -, tem que dar tempo ao tempo. Você ainda é muito jovem, tem muito tempo.
 Suspirei.
 - Tá bom, tem razão - concordei. - Afinal, a minha mãe vai levar um bom tempo conversando com aquele homem. Mas enfim, você fica aqui e me dá uma cobertura, ok? - disse enquanto caminhava até a enorme casa.
 - Sim, madame, estou aqui para isso - respondeu.
 - Está bem.
 Apertei o interfone.
 - Quem é? - uma voz de homem perguntou.
 - Oi, sou a Demi. Am... Eu vim buscar um envelope deixado pra mim pelo morador do apartamento 3 - anunciei.
 Por um instante, ninguém falou nada.
 Toquei novamente o interfone e ouvi a enorme porta se abrindo atrás de mim.
 - Até que enfim chegou - disse um homem de uniforme. - O senhor Ryan me disse que você chegaria cedo e só agora apareceu?
 - É o mais cedo que eu pude vir e eu tenho que ir rápido - respondi. - Então, vai me dar ou não?
 Ele bufou e entrou para dentro do prédio novamente, fechando a porta.
 - Qual é o problema? - gritei, e percebi que ele havia trancado a porta. - Velho maluco - bufei. - Tanta confusão por um envelope - olhei para Matthew. - Matthew! - gritei.
 - Sim, madame? - ele gritou.
 - Tenha cuidado - me virei para a porta do prédio -, aqui tem um velho meio doido, cruiz credo! - gritei.

Demi Off

(...) Emma realmente era louca? Suas botas chegavam a quase quebrar o piso liso e fino de Jayden, enquanto ela aguardava o homem vir;
 - Esse homem não vai me fazer ficar esperando como um objeto - ela suspirou e desceu as mesmas escadas novamente, a qual dava náuseas só de lembrar.
 Ao fim da escada, William apareceu.
 - O patrão pediu pra você entrar - disse ele.
 - Diga ao seu patrão pra ele sair - bravou ela. - Eu não posso, porque já já, alguém vai me buscar.
 - Senhora, é que...
 - Mas o que é? Ficou surdo agora, além de medroso? - gritou Emma. - Daqui eu não saio, senhor.
 Emma batia o salto agulha furiosamente nas escadas. Estava quase na metade.
 - Pode deixar, William - disse Jayden, chegando até o aposento. - Retire-se.
 - Tchau! - gritou Emma.
 William se retira, e Jayden se põe no lugar dele, ao final das escadas, encarando Emma.
 - Então veio fazer outro escândalo aqui, não é senhora? - perguntou ele, suspirando. Tinha a expressão cansada.
 - Não é nenhum escândalo. Dessa vez vou ser mais breve - suspirou. - A nota do jornal foi um erro do jornalista. Pronto. Terminei. Até logo.
 Ela sorriu forçadamente e se virou para subir as escadas.
 - Acha fácil, não é? - disse Jayden, fazendo Emma parar aonde estava. - Complica a minha vida... Em dois dias, o país inteiro me ligou... Isso vai acabar quando a senhora se retratar publicamente - ele dizia enquanto subia as poucas escadas que o afastavam de Emma. - Senão, vou continuar com a investigação até encontrar o verdadeiro culpado.
 Emma se hesita, odiando pensar que sua própria filha havia inventado tudo.
 - Está bem, eu vou me retratar - respondeu ela. - Acho que o senhor está exagerando. Essas coisas acontecem todos os dias, e ninguém fica tão revoltado como o senhor.
 - Essas coisas acontecem no seu mundo, não no meu.
 - Também não vale bancar o perfeito, não fica bem - ela conserta a alça de sua bolsa. - Já disse que vou me retratar, mas depois de uma coisa.
 Jayden juntou as sobrancelhas, querendo acabar logo com aquilo.
 - De quê?
 - De a sua filinha, aquela filhota de cascabel venenosa, pedir perdão a minha filha por dado uma surra nela.
 Jayden arregalou os olhos, pasmo.
 - Selena?
 Emma bufa e sobe as escadas. "Passar muito bem", foi o que disse antes de se retirar daquele ambiente.

Continua.

domingo, 3 de junho de 2012

Depois da Chuva - 63

“Eu não quero que seja pra sempre, nem que seja o certo. Só quero que seja.” — (Tati Bernardi)

 Corredor / Upper East Side .

 - E aí! - gritou Jacob, dizendo atrás de Chloe, que estava abrindo seu armário.
 A garota se virou, assustada. Jacob tirou do bolso uma linda rosa.
 - Eu trouxe pra você - ele estendeu para a garota. - Tá muito linda hoje.
 Ela o encarou.
 - Aí, Jacob, qual é a sua?
 - Nada. Nada, só que eu... - ele mexeu nos cabelos. - Eu quero que você vá a uma festa comigo hoje.
 - É brincadeira, não é?
 - Não, claro que não. É um convite.
 - E... Porque tá me convidando? - ela suspirou.
 - Ah, porque você é muito linda e... Porque seus olhos me fascinam... Porque seus lábios me fascinam... Ah, tudo me fascinam. Não sei, muitas coisas - Jacob sorriu. - Você quer ir ou não?
 Ela suspirou.
 - É que meus pais não gostam que eu chegue tarde em casa - respondeu ela. - E vai ser meio difícil.
 - Você não pode dizer pro seu pai que vai ficar na casa de uma amiga? - sugestou Jacob. - Sério, aí você pode ficar comigo a noite toda. E vamos voltar de manhã, eu acho.
 Chloe pareceu pensar, gostando do jeito como Jacob sorria pra ela.
 - Tudo bem - ela concordou, sorrindo.
 - Ta, mas não conta pra ninguém, porque vai ser na casa do Joe e eu não quero convidar ninguém - ele piscou e alisou o rosto de Chloe, saindo logo em seguida.

Demi trocou de roupa, e esperou sua mãe no corredor.
 - Demi! Meu amor! - gritou Emma, indo ao encontro de Demi no corredor, beijando seu rosto. - Como está, princesa?
 Demi afasta a mãe.
 - Mãezinha, você quer um fósforo e gasolina pra acabar de me queimar na frente de todo mundo? - disse Demi, virando os olhos para ver se todos os alunos a observavam.
 - Você acha que isso é maneira de receber a sua mãe, Demi? - perguntou Emma.
 - O que veio fazer aqui? - Demi estava estressada.
 - Minha filha, faz mil dias que não venho buscar você, qual é o problema, meu amor? - falou Emma, passando as mãos nos cabelos sedosos de Demi.
 - Mãe, fazem 5 dias e não mil. E eu tinha que fazer uma coisas antes de ir pra casa.
 - Eu vou com você - disse Emma. - Vamos?
 - Vem cá, você já parou pra pensar que as pessoas ás vezes não gostam que se meta em tudo?
 - Ué, as pessoas que me conhecem, toda essa gente gosta e quer ficar comigo.
 Demi riu.
 - Ta, mãezinha, mas eu não sou do seu fã-clube, eu sou sua filha e tenho minha vida, tá bom?
 - Porque você é tão grossa comigo, Demi? - Emma bufou. - Eu sou tão ruim assim?
 - Não é tão ruim assim, só que eu tenho necessidade de independência - Demi revirou os olhos.
 - Claro, você é tão independente que quando quer um comprar um aparelho de som nem pensa em me pedir permissão!
 - Você estava viajando - explicou Demi, pausadamente. - E além disso, o que foi? Virou unha de fome? O que aconteceu?
 - Não! Mas os seus modos me tiram do sério.
 - Ah, então não devia ter vindo - ela deu de ombros.
 - Por favor, filha - Emma suspirou. - Estou passando por momentos difíceis.
 - O que? O que aconteceu?
 - Problemas. Eu só tenho problemas na minha vida - ela suspirou.
 Demi levou a mão a boca, assustada.
 - O silicone estorourou, mamãe? :O '
 Emma bufou.
 - Ta vendo como você é?
 Demi riu.
 - Ah mãe, vê se ri um pouco - Demi ficou séria. - Tudo bem, o que foi?
 Emma olha para os lados e puxa Demi pra um canto.
 - Você não leu o jornal? - perguntou ela.
 Demi riu.
 - Ah, é por isso? - ela gargalhou. - Ah mãe, foi muito boa a nota de assédio sexual.
 - Como pode rir de uma coisa assim, Demi? Além disso, é tudo mentira!
 - Claro que é mentira, senão o sujeito estaria louco - disse Demi.
 - Eu sei. Por isso eu vou processá-lo.
 - Quem? - Demi juntou as sobrancelhas.
 - Esse senhor! Não consegue enxergar, ele inventou tudo isso pra se promover, o sem vergonha.
 Demi riu.
 - Não, mãezinha, nada a ver. Ele não inventou nada.
 - Espera aí, como você tem tanta certeza?
 - Porque quem inventou fui eu! - Demi esclareceu, sorrindo.
 - O QUE?!

 Saída / Upper East Side .

 - Mãe, é sério, aquele menino é o meu namorado - tentava explicar Isabella enquanto ela e a mãe caminhavam para o carro.
 - É, deve ser - disse a mulher, ironicamente.
 - Mãe, eu to falando sério.
 A mulher suspirou.
 - Isabella, ele fez alguma aposta, por acaso, porque não, não entra na minha cabeça - ela suspirou. - Você engordou. Engordou mais?
 - Não, eu to igual a sempre - respondeu Isabella, abaixando a cabeça.
 - Como não? Você está mais gorducha, você devia estar comendo pizzas e não sei o que, meu Deus, como eu na minha idade estou mais magra? - disse a mãe, caminhando até o carro, enquanto Isabella ficava parada.
 Ela não sabia o que dizer. Era a sua mãe. Apenas abaixou a cabeça, segurando o choro.
 - Isabella - chamou Nick, chegando até a garota. - Isabella, espera, não vai embora. Deixa eu dizer pra sua mãe que sou seu namorado.
 - Não, tá tudo bem, Nick - ela tenta sair.
 - Não, espera, porque? - Nick a puxa de volta.
 - Porque ela não vai acreditar - respondeu Isabella, com a voz embargada. - Nem ela, nem a Selena, nem ninguém. Ninguém acredita que você é meu namorado...
 - Isabella - interrompe Nick -, está exagerando.
 - Não, ela acha que você tá comigo por causa de uma aposta - responde Isabella.
 Nick observa a mãe de Isabella, e suspira.
 - Por uma aposta? - Isabella balançou a cabeça positivamente. - Espera, vem cá - puxa a mão de Isabella até sua mãe, em pé na frente do carro. - Oi, boa tarde, senhora - eles trocam um aperto de mãos. - Sou Nick Jonas, namorado da sua filha.
 A mulher não se mexeu. Apenas olhou assustada á confirmação de Nick.
 - É sério? - perguntou a mulher. Nick confirmou. - Muito prazer.
 - Igualmente - respondeu Nick. - Também queria pedir autorização se, no fim de semana, se a senhora quiser, eu aparecer na sua casa e me apresentar pra sua família.
 - Ah, claro que sim, encantada - sorriu a mulher. - Se não for com sua família, pode ser... É, deixa eu ver que dia...
 - Nós podemos ir agora - respondeu Nick, interrompendo. - Vou pegar minhas coisas e já volto.
 - Está bem. Pode ir.
 Nick se virou, mas pôde ouvir o pequeno múrmurio da mãe de Isabella:
 - Fecha a boca - a mãe disse para Isabella. - Vai pensar que você é uma debimental, além de gorda.
 - Desculpa - disse Nick, voltando novamente. - Só queria dizer que tem uma filha extraordinária. Deve sentir muito orgulho - ele sorriu.
 - Obrigada - a mulher sorriu.
 - Até logo, Isabella - deu um beijo em seu rosto e voltou para seu quarto.
 A mulher suspirou depois de Nick sair.
 - É encantador - disse ela. - Mas não acredito. Ah, não sei, não sei como. Anda, entra no carro.

 Quarto de Selena .

 - Porque esse idiota do Logan tinha que convidar o Joe pra ir pra casa dele? Eu não quero ir pra minha casa - dizia Emily enquanto arrumava sua mala.
 - Ah, Emily, então não vai - suspirou Selena. - Olha, porque não vai lá pra casa passar o fim de semana?
 - Ah, eu te amo! - gritou Emily, abraçando Selena. - Eu te amo, eu te adoro, muito obrigada, você salvou minha vida.
 - Amiga, eu sou assim, você sabe - sorriu.
 De repente a porta se abre.
 - Oi - disse Chloe.
 - Oi - disse Selena, friamente.
 - Selena - disse a filha do diretor, se aproximando de Selena. - Eu sei que não somos amigas nem nada, mas queria ver se podia me ajudar.
 - Porque você não vai pedir ajuda lá na... - disse Emily.
 - Não, claro que sim - interrompeu Selena. - Porque ajudar é a minha vocação, você sabe, Emily - se virou para Chloe. - Me diz, o que você tem?
 - É que... Eu tenho uma festa hoje a noite, e você tem roupas incríveis... Queria ver se me emprestava alguma - respondeu Chloe.
 - Ah, é claro que eu empresto - respondeu Selena, dando pulinhos. - Espera - ela foi revirar sua mala. - Deixa eu ver... A festa é de noite, não é? Não pode ir de jeans... Ah, este aqui - ela mostra o vestido maravilhoso. - Este aqui já usei duas vezes, e não vou querer usar de novo. E aí, o que você acha?
 - O que? - perguntou Chloe, surpresa.
 - Eu te dou de presente - Selena entregou o vestido nas mãos de Chloe.
 - Selena, é sério? - perguntou Chloe, boquiaberta. Seus olhos brilhavam. - É lindo! Obrigada.
 - De nada, flor - Selena sorriu.
 - Ele é... Obrigada, Selena.
 - E que festa é essa? - perguntou Emily.
 - É uma festa na casa do Joe - respondeu Chloe.
 Os olhos de Emily foram tomados por ódio.

Continua.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Depois da Chuva - 62

“A verdade é que não dá para fugir da dor, e eu continuo correndo, correndo, correndo e não saindo do mesmo lugar.” — Tati Bernardi.

 Piscina / Upper East Side .

 - Eu to falando a verdade, cara, é sério, acontece que as coisas se complicaram - dizia Logan a Joe e Jacob enquanto andavam pela área da piscina. - Por pouco eu consegui descobrir que a autora das cartas era a Chloe, porque ela tem um desses prendedores - ele mostra o acessório. - E são meio difíceis de achar. Obviamente eu não sei o que fariam sem mim. É sério, eu fui, sei lá, um James Bond em minha outra vida - ele sorriu.
 Jacob riu.
 - Não, é sério, se for a filha do diretor, eu não sei o que eu vou fazer, cara - disse Jacob. - E se numa dessas me expulsarem do colégio?
 - Jacob, deixa de ser burro. Com o que essa menina escreveu, pode avançar como um tanque de guerra - disse Joe, mordendo os lábios maliciosamente.
 Estavam falando de sexo, é claro.
 - Ou seja, você está querendo dizer que eu devo chegar nela? - perguntou Jacob.
 - É claro.
 - Perfeito! Na segunda feira eu telefono.
 - Na segunda feira? Aí vai ser tarde demais. Olha, é assim, meus pais vão sair de casa, entendeu? Convidamos uma amiga e ficamos nós quatro juntos.
 Jacob sorriu.
 - Que maneiro - faz um toque de mãos com Joe. - Valeu mesmo.
 - E aí, não tem uma garota pra mim também não? - perguntou Logan.
 Os dois suspiraram.
 - Joe, o Logan ajudou bastante com a investigação dele, arranja uma garota pra ele, cara? - disse Jacob.
 - Pode ser, né - respondeu Joe.
 - Eu levo o champanhe - sorriu Logan.
 - Ta bom. E como vai chamar a Chloe? - perguntou Joe.
 - Tudo bem, tá na cara que eu vou dizer que eu sei que é ela quem escreve as cartas pra mim e depois...
 - Jacob, Jacob, isso vem depois! Diz isso depois. Primeiro chega nela, depois tudo tem sua hora, parceiro, tudo tem sua hora.
 Os dois riram.
 - Por isso que eu gosto de você, você tem razão sempre, cara - disse Jacob. - Aí eu vou procurar ela e a gente se vê, ok? To partindo - trocam um aperto de mãos e Jacob vai caminhando pra fora do colégio.
 - Boa sorte! - gritou Joe.
 - Oi, meu amor - disse Emily, indo ao encontro de Joe e lhe dando um beijo. - Até que enfim te encontrei. Escuta, eu já avisei na minha casa que esse fim de semana eu não vou.
 - Porque? - indagou Joe.
 - Bom, como os seus pais não estão, eu pensei que podíamos ficar um pouco sozinhos na sua - respondeu Emily, sorrindo.
 Joe engoliu em seco.
 - Emily, sabe o que é... - ele bufou e se enrrolou. - É que vão dedetizar a minha casa, então...
 - Hum, você vai ficar aqui? - perguntou ela.
 - N-não, na verdade eu... - olha pra Logan. - Eu vou pra casa do Logan - sorri forçado. - Não é, Logan?
 Logan entende.
 - Ah... sim, sim. Ele vai sim. Na verdade, os meus pais já estão esperando a gente - disse Logan, caminhando pra fora.
 - Pois é. Até logo, princesa - Joe falou, logo em seguida beijando Emily.

Quarto de Selena .

 Nesse momento, Selena dormia. Parecia um anjo, dormindo em sono completamente profundo. Não havia ninguém no quarto. Miley já havia saído e Isabella corria para o quarto.
 De repente, Selena tinha certeza de que estava sonhando:

 Eu estava no meu quarto. Dormindo. É claro, tinha certeza de que eu estava dormindo. Estava com minha mini-blusa e meu mini-short, a mesma roupa que usava desde a briga que tive com a animal da Lovato. Eu não escutava nada, apenas o silêncio. Eu estava apenas de olhos fechado.
 Foi quando ouvi a porta se abrindo. E ainda mais, ouvi passos. Passos vindo em minha direção, passos vindo até minha cama.
 Eu não fazia ideia do que era e parecia também que eu não queria ver, que eu não tinha interesse.
 Senti a pessoa pegar minha mão e sentar ao meu lado na cama, sentar ao lado do meu corpo. Meus olhos estavam fechados.
 Seus dedos tocaram minha face com suavidade, com leveza, com doçura. Podia sentir o hálito fresco e seu perfume me embriagar, seu perfume me deixar dopada.
 Abri os olhos.
 Tive uma sensação estranha ao ver ele na minha frente. Era um sonho, com certeza. Olhei para seus olhos castanhos. Ele era perfeito. Usava uma blusa branca agarrada em seu corpo, deixando a mostra seus braços definidos. Seu cabelo cacheado me atraía horrivelmente. Seu sorriso era lindo, era o que nele chamava a atenção.
 Naquele momento, eu não sentia ódio de Nick Jonas. Na verdade, nunca senti ódio. Eu só fingia. Eu não podia estar apaixonada por esse caipira, era verdade. Mas ele, agora, perto de mim, era como uma miragem. Uma miragem linda que eu nunca mais queria acordar e parar de reviver. Ele sorriu pra mim, e foi um encanto.
 - Não, eu to muito feia - eu ri, botando as duas mãos sobre meu rosto. Seu rosto estava a centímetros do meu, meu coração saltava.
 - Não, não - ele tirou minhas mãos, voltando a olhar nos meus olhos. - Você está muito linda.
 Seu cheiro... Ah, que cheiro. Ele sorriu, igualmente como eu. E seu rosto se aproximou do meu.
 Seus lábios gelados tocaram nos meus, tão intensamente que meu coração era capaz de ser ouvido por tantas multidões. Eu estava adorando aquilo. Adorando aquele simples beijo.
 Que sonho. Era um sonho lindo. Seus lábios frios se mexiam, abri passagem para sua língua em minha boca, que ambas dançavam em uma sintonia perfeita. Me deixei ser levada pelo momento, pelo seu beijo. Era perfeito. Ele era perfeito. Maravilhoso. Deixei que minhas mãos fossem para sua nuca, agarrando aqueles cabelos com vontade, com desejo. Ele passou suas mãos a minha cintura, a apertando, dando leves mordidas em meu lábio inferior.
 Meu Deus, o que eu estava fazendo? Dane-se eu estava adorando. Podia beijá-lo até a eternidade, até não conseguir mais respirar. Mas comecei a me lembrar de uma coisa. Um flashback se passando em minha cabeça.
 Isabella.

Isabella: Ele é um homem gentil, maduro, bonito. Ah, ele cuida de mim, você nem faz ideia, fala de uma maneira impressionante. Parece que ele sabe de tudo do mundo. Ah, é a única pessoa que fez eu me sentir como uma princesa.

 Selena acordou, praticamente sufocando. Olhou para o quarto. Ninguém. O silêncio dominava. Ela respirou fundo.
 Ela havia mesmo sonhado com Nick Jonas?
 Balançou a cabeça, tentando tirar aqueles pensamentos. Era o namorado de sua melhor amiga. E o odiava. Ela não podia estar apaixonada por aquele caipira.
 - É tudo culpa sua, Isabella! - ela gritou a si mesma.
 Mas nesse momento, Isabella entrou no quarto, chorando, e se sentando em sua cama.
 - Qual é o problema comigo? - perguntou ela.
 - Nada, me perdoa. Tive um pesadelo horrível - disse Selena, bufando.
 - Ai, que inveja. O meu pesadelo é muito pior do que o seu.
 - O que você tem? Porque está chorando? - perguntou Selly, preocupada.
 - Minha mãe veio me buscar - respondeu Bella.
 - Espera aí, mas então não é tão ruim. De repente, isso quer dizer que está mudando.
 - É, mas cada vez ela fica pior - a garota chora ainda mais.
 - Ah, Isabella, fica calma, não chora mais - Selena se levanta e vai até a amiga. -  Me diz, me conta o que ela fez. Fala, eu te empresto a minha máscara. Isso vai ajudar e vai tirar as bolsas do seus olhos, e você não vai mais chorar e vai me contar toda a história. O que aconteceu?
 Antes de Isabella ter a chance de responder, a porta do quarto se abriu. E de lá entrou Nick.
 O coração de Selena quase se abalou. A respiração dela começou a falhar ao ver o próprio Nick, entrando em seu quarto, exatamente como em seu sonho.
 - O que está fazendo aqui? - perguntou Selena, com a voz falha. - Olha - ela se aproximou um pouco dele. -, que eu saiba você é um menino, e não pode ficar no quarto das meninas...
 - Shh - ele a mandou ficar quieta, e foi até Isabella.
 - Vai embora. Se a Sophia ver você aqui... - disse Isabella.
 - Shh - ele também a mandou ficar quieta, dando um leve beijo em seus lábios.
  Aquilo fez com o mundo de Selena desabasse. Ela sabia que já tinha que aceitar que Nick e Isabella se amavam, e ela quenem uma idiota o ficava desejando pelas costas da amiga. Mas isso era um segredo de Selena que ninguém jamais saberia. E Selena apenas olhava os dois, com uma inveja e um cíume terrível.
 - Isabella, na boa: não tem motivo pra você chorar - disse Nick.
 - Você diz isso porque não é a sua mãe - continuou Isabella, agora chorando menos e mais calma.
 Nick riu.
 - A minha mãe já me fez pagar muitos micos na vida.
 - Não acredito.
 - Ah é? Eu vou te contar. Uma vez eu estava conversando com uma amiga, aí de repente minha mãe chegou por trás e sabe o que ela me disse? - Isabella balançou a cabeça negativamente. - Queria que eu apresentasse a minha namorada - ele sorriu. Isabella deu um leve riso. - Isso é legal?
 Isabella sorriu.
 - Ta vendo? Assim você fica mais bonita - disse Nick.
 Aquilo estava sendo demais pra Selena. Ele era tão... Fofo, apaixonado.
 - Meninas! - gritou Sophia, batendo na porta.
 Os três se alarmaram e Nick se levantou da cama.
 - Ah não - disse Isabella.
 - Agora eu to ferrado - sussurrou Nick.
 - Se esconde! - Selena falou, automaticamente puxando Nick. - Se esconde embaixo da minha cama! Rápido, anda!
 Ela o puxou, e ele correu para debaixo da cama de Selena.
 - Entra - gritou Selena, se setando na cama em forma de borboleta.
 - Porque não respondem? - perguntou Sophia após abrir a porta.
 - Ah, desculpa. Sabe o que foi, Sophia? É que quando eu to fazendo ioga não gosto que ninguém me interrompa. Por isso não atendemos - respondeu Selena.
 - Jurava ter ouvido a voz de um homem - Sophia falou, olhando para os lados.
 Selena e Isabella riram forçado.
 - O que? Como assim? - disse Isabella.
 - Como assim? - falou Selena, rindo. - Sabe o que é? Deve ser a Isabella. Porque quando a Isabella se concentra muito, a voz dela fica super grave, não é? Quando você faz aquele barulho, fica com voz de menino.
 Enquanto Selena inventava desculpas, Nick estava nervoso embaixo da cama. Ele olhava para os lados, com medo de Sophia poder olhar embaixo da cama. Foi então que ele viu um objeto ao lado dele.
 Ele encontrou um sutiã de Selena. Um sutiã preto. Nick não soube descrever o que sentira naquele momento. Desejo, talvez. Ele pegou a peça em suas mãos, vendo como era delicada. O cheiro... Nossa, como ele era fissurado naquele cheiro. O cheiro doce e suave de Selena. O cheiro de sua pele, o cheiro natural. Aquela pele de pêssego, aquele rosto de anjo, aquele corpo, aquele sorriso, aquele jeito... Tudo em Selena o atraía, tudo!
 Mas ele se tocou e largou aquela peça no chão, de repente "acordando". O que ele estava fazendo se interessando por Selena. O plano era vingança. Só vingança. Nada além da vingança.
 - Ela não sabe fazer direito - continuava Selena, rindo forçadamente. - Pode ir, Sophia, eu te acompanho - ela foi empurrando Sophia até a porta.
 - Ta bom, chega de bobagens - disse Sophia. - Isabella, pega suas coisas, estão te esperando lá embaixo.
 - Ta bom, eu já vou - respondeu Isabella, e olhou pra Selena. - Vamos sair juntas?
 - Mas o William ainda não veio me buscar, o que eu faço? - ela suspirou e se virou pra Sophia. - Porque você não me ajuda e vai descendo pra ver se o William chegou pra me pegar?
 - Isabella, pega suas coisas e vamos - disse Sophia.
 - Ta, mas ainda falta fechar a minha mala - disse Isabella, se levantando e caminhando até a mala.
 - Fecha rápido, qual é o problema? - bufou Sophia. - A sua mãe está esperando, eu disse que ia descer com você - ela se vira pra Selena. - Anda rápido, vai.
 - Ta, quando eu acabar de fazer ioga, eu vou - respondeu Selena.
 Sophia a encarou.
 - Isso tá muito suspeito.
 - Suspeito? - Selena deu um sorriso amarelo. Estava com o coração na mão.
 - Fazer ioga? Sei...
 - Eu faço ioga todos os dias, Sophia. Eu juro, eu faço ioga - ela sorriu, abraçando Sophia, o que fez a secretária sorrir.
 - Vamos, Isabella - disse Sophia, caminhando até a porta.

 - Já foram - disse Selena depois de Nick sair debaixo da cama.
 Nick suspirou e caminhou até Selena.
 - Elas já foram - ela manteve uma voz firme, mas estava derretida pela aproximação de Nick. Agora era tudo real.
 - Ér... - ele suspirou. - Obrigado.
 - Não, não fiz por você - ela suspirou, tentando ao máximo não olhar nos olhos de Nick. - Fiz pela...
 - Ta, fez pela Isabella - acrescentou Nick.
 - Isso... isso... - como ela estava sem jeito. Os dois não sabiam o que dizer.
 - Tudo bem... - ele bufou. - Mas obrigado. Do mesmo jeito.
 Ela suspirou e assentiu.
 - Obrigado.
 E, do nada, Nick tascou um beijo em seu rosto, tão rápido que quando Selena "acordou" Nick já tinha saído.
 E, involuntariamente, a garota deixou escapar um sorriso.

Continua.

Depois da Chuva - 61

“A maioria dos dias do ano é comum. Eles começam e terminam, sem nenhuma memória durável nesse tempo. A maioria dos dias não tem impacto no decorrer da vida.” — 500 Dias Com Ela.
  Quarto de Selena .

 - Cara, ninguém merece, acabou com o seu cabelo, não tem mais jeito - disse Emily enquanto tentava desembaraçar os cabelos de Selena após a briga e a confusão com Demi.
 - Ai não, Emily - Selena choramingou. - Não me diga isso. Eu não consigo acreditar, a gente brigou feito duas caminhoneiras. Ah que horror, não consigo acreditar que eu baixei o nível desse jeito... AI, Isabella! - ela gritou, e as garotas riram. - O meu pé! Você está fazendo cosquinha nele.
 As garotas riram, enquanto Isabella massageava os pés de Selena.
 - Desculpa, mas é que eu não sei fazer massagem direito - disse Isabella. - Eu só quero ajudar.
 - Pelo menos eu vou pra minha casa - bufou Selena. - E eu vou ter que chamar 8 massagistas pra tirar esses nós que eu tenho aqui.
 - Nós e hematomas! Como essa bruxa bate - disse Emily, suspirando. - Quer dizer, a garota.
 - Não, não, nem bruxa, nem garota. Não podemos insultar o gênero feminino chamando aquele boxeador assim - Selena riu.
 - Legal, você conseguiu o que queria, não é? Demi está fora do grupo de dança - Emily sorriu.
 - Ah claro. E se quer dançar, só vai dançar por cima do meu cadáver!
 Alguém bate na porta.
 - Quem é? - perguntam as três;
 - Desculpe, com licença - disse Miley, entrando no quarto.
 Isabella a olhou com desprezo.
 - Oi, Miley - Selena esboçou um sorriso.
 - Oi, Selena. Você está legal? - ela se aproxima da cama onde Selena está.
 - Ah não, eu to péssima - respondeu Selena. - Depois de tudo aquilo que eu tive que viver - ela bufa e deita no colo de Emily. - Juro que nunca foi tão difícil ser eu, Miley. O que tá acontecendo comigo?
 Miley se virou para Isabella.
 - Isabella, o Nick está procurando você.
 - É sério? - os olhos de Isabella brilharam. - Onde ele está?
 - Lá fora - aponta pra porta.
 Isabella se levanta e caminha rapidamente pra fora.
 - Isabella, minha massagem! - grita Selena, mas Isabella a ignora.
 - Posso? - Miley aponta para os pés de Selena. - Eu entendo um pouquinho de massagem.
 - Sério? - Selena perguntou, e Miley foi fazendo uma massagem. - Ai, Miley, que maravilha. Você é meu anjo. - ela sorriu.
 Miley riu.
 - Calma, também não exagera.
 - Miley, você vai pra sua casa? - perguntou Selly.
 - Hum, não. Eu acho que não.
 - E você? - pergunta pra Emily.
 - Ah, eu acho que não - respondeu ela. - Mas eu tenho que contar uma coisa: o Joe me disse que os pais dele saíram de viagem e tá com a casa pra ele sozinho. Ah tomara que ele me convide, né?
 - Ah, Emily - Selena riu.
 - Olha, o seu cabelo já está desembaraçado, viu? Eu vou procurar o Joezinho porque eu estou morrendo de saudade - Emily largou o pente na cama e se levantou, correndo até a porta e saindo logo em seguida.
 - Que novidade! - grita depois que Emily sai.
 - Escuta, Selena - Miley se levanta e se senta ao lado de Selly. - Eu trouxe uma coisa pra levantar um pouquinho o seu astral - ela pega a sacola verde que tinha nas mãos.
 Selena pega o objeto, maravilhada.
 - Ah não - seus olhos brilharam e ela sorriu. - Você consertou, Miley! - ela olhava o retrato. - Miley, obrigada! - dá um belo abraço em Miley.
 - Agora sim, aproveite que vai passar o fim de semana na sua casa e põe uma foto - sorriu Miley.
 Selena ficou tensa.
 - Só se for a minha, porque você sabe que eu não tenho da minha mãe.
 - Ah, desculpa - Miley suspirou. - É que a Demi me disse que isso era um pouco impossível, eu juro que eu pensei que você tava brincando comigo.
 Selena baixou os olhos.
 - O que foi? Tá chateada porque eu disse o nome da Demi?
 - Não - respondeu Selena. - Não, mas eu acho... que talvez tenha razão. É super estranho eu não ter uma foto da minha mãe.
 - Ah, relaxa. Olha só, vem cá - ela se sentou atrás de Selena. - Encosta aqui em mim que eu vou fazer uma massagem pra você dormir bem melhor, ok?
 - Acontece de tudo comigo - disse Selena, se encostando em Miley e fechando os olhos.
 - Ai, cala a boquinha. Cala a boca. Fica quietinha, ok? - as duas riram.
 Ali, com certeza, se formava uma grande amizade.

Quarto de Demi .

 - Eu entendo que estejam super contentes por terem entrado pro grupo - dizia Demi no alto da escada para todas as garotas, as quais estavam embaixo, olhando pra ela no alto.
 - Olha, Demi, a gente sempre tentou entrar, desde o 1º ano e sempre fomos rejeitadas - disse Chloe.
 - Esse é o problema, meninas! - gritou Demi.
 - Que problema? - perguntou Madison.
 - O grupo de dança é a maior enganação que existe. Vem cá, quem a Selena acha que é pra dizer quem entra e quem não entra? - Demi respondeu, nervosa. - Perdão, quem fez teste com ela? Alguém sabe?
 - Ela sempre foi diretora - Chloe.
 - É claro, porque o pai dela comprava as coisas. Mas agora tem coisas novas.
 - Tá querendo dizer o que? - Madison.
 - Vocês não tem que pertencer ao grupo das cabeças ocas. Nós podemos formar o nosso próprio grupo! - Demi sorriu.
 - Impossível - disse Natalie. - Sempre que tem festivais em outros colégios, chamam o grupo da Selena.
 - Porque é o único que tem, não é? - Chloe riu.
 - Tinha! - gritou Demi. - O que aquelas idiotas tem que nós não temos, hein? Vocês já perceberam que são boas, e vocês sabiam disso a muito tempo, só que a Selena nunca deu oportunidade. Temos que formar o nosso próprio grupo, e não vão ter que mendigar o que vocês merecem. É isso aí.
 Natalie riu.
 - Elas tem o poder.
 - Não - disse Demi firmemente. - Se vocês se unirem ao meu grupo, as coisas vão mudar. E vamos ter tanto poder quanto elas. Ou até mais. Quem topa?
 - Eu to dentro! - gritou Madison, levantando a mão.
 Só Madison também.
 - Agora que nos aceitaram, se desistirmos, a Selena não vai deixar a gente chegar perto delas - disse Natalie.
 Demi se enfureceu.
 - Vem cá, também pede permissão pra ir ao banheiro, queridinha? Qual é!
 - Meninas! - gritou Madison, fazendo todas a olharem. - Pensem. Tem um fim de semana inteiro pra isso e depois dão a resposta.
- Tudo bem - disse Chloe. - Até segunda feira - ela sorriu e as garotas saíram do quarto.
 - Não podem ser controladas por uma cabeça oca, por uma menina artificial! - gritou Demi para as garotas, que saíam. - Ta, então fiquem com a barbie sem cérebro! - ela bufou.

Corredor / Upper East Side .

 Após sair do quarto de Demi, Chloe se senta no corredor, carregando uma maleta preta suspeita. Ela se senta e espera não ter mais movimento no corredor e olha para os lados, segurando a maleta com força. Ela suspirou, mas foi interrompida por algo caindo em sua cabeça. Ela se vira e vê um aviãozinho de papel. Levanta os olhos e vê Logan, pendurado nas colunas do colégio.
 Ele sorria.
 - E aí, Chloezinha.
 - O que você está fazendo aí? - perguntou ela.
 - Nada. Você estava pensando em escrever uma das suas - ele inclina a cabeça e sussurra: - cartas anônimas?
 - Logan, você é um perfeito imbecil, eu só estava pegando um pente - ela pega um pente em um bolso. - Você não tem mais nada de interessante pra fazer?
 - Você sabe que isso é a coisa mais interessante que eu tenho pra fazer agora? - ele riu.
 Chloe o ignora e mexe em seu cabelo ruivo e liso. Logan a observava, ainda sorrindo. Mas seu sorriso aumentou depois que percebeu o simples detalhe: Chloe prendia sua franja com uma das pregadeiras que ele havia achado no corredor a pouco tempo atrás. Era idêntica a outra pregadeira, era praticamente a mesma!
 O que isso significava? Chloe também escrevia as cartas românticas a Jacob?

Entrada do Upper East Side / Estacionamento .

 - Mas você não vai me convencer - dizia Isabella, enquanto ela e Nick andavam pelos campos. - Se não sair no fim de semana, eu também não saio. Prefiro ficar com você.
 - Não, Isabella. Eu acho que é mais conveniente você ir pra sua casa.
 - Onde eu vou ficar melhor se não for ao seu lado? Talvez a gente posso tomar sol, ou então podemos ir ao cinema? - ela sorriu.
 Nick bufou. Ela realmente estava apaixonada por ele. Como ele pode deixar isso ir mais a fundo? Ele se sentia um lixo por usar Isabella.
 - Isabella - ele bufou -, temos que conversar, ok?
 - Sobre mil coisas, por isso quero ficar com você.
 - Não, eu sinto que o mais recomendável é você ir pra sua casa, e assim nós dois vamos ter tempo pra pensar.
 - Mas pensar em quê? - perguntou ela, confusa.
 - Em... Em nós dois, nesse relacionamento...
 - Qual é o problema do nosso relacionamento?
 Nick tentava encontrar as palavras.
 - Bom...
 - Isabella, Isabella! Que saudade! - uma garotinha minúsculo vinha correndo pelo campus, abraçando Isabella com toda força, pulando em seus braços.
 - Samantha, que surpresa! - Isabella sorriu. - Como vai?
 O sorriso de Isabella desapareceu quando avistou sua mãe.
 - Mãe, aconteceu alguma coisa? - perguntou Bella, tensa.
 - Não, o que podia acontecer? Viemos te buscar - respondeu a mãe. - E não me faça ceninhas, por favor.
 - Desculpa - respondeu Isabella, e voltou sua atenção para Nick. - Olha, essa é a Samantha, a caçula das minhas 4 irmãs. E ela é a minha mãe.
 - Oi - Nick sorriu, cumprimentando Samantha. - Aposto que você é a mais linda de todas.
 - Como é que você sabe? - perguntou a garotinha.
 - Porque... mais linda impossível, não é? - sorriu Nick.
 - Como se diz, Samantha? - disse a mãe de Isabella, cutucando a garotinha.
 - Obrigada - respondeu Sam.
 Nick olhou para a mãe das meninas.
 - Oi. Nick Jonas - apertou a mão da mulher.
 - Olá - disse a mulher, friamente.
 - Que surpresa ter vindo, mãe - disse Isabella. - Deve ter algum motivo.
 - Não seja grossa comigo, tive a tarde livre, só isso!
 - Diz pra ela, mamãe, diz pra ela! - gritou Samantha, puxando a saia de sua mãe.
 - Ah meu Deus, o que eu tenho que falar? Samantha, vá comprar um doce, aqui está o dinheiro, anda logo! - a mulher gritou, enfurecida, praticamente empurrando a menina.
 Mas a garotinha voltou.
 - Viemos porque Isabella disse que tinha um namorado e nem ela e nem papai acreditam! - gritou a menininha, rindo.
 Isabella desabou.
 - Samantha, querida, vá brincar lá dentro - gritou mais uma vez a mãe, empurrando a menina.
 - Vou pegar minhas coisas, me espera no carro - Isabella se apressou e correu para dentro da escola, segurando sua expressão triste.
 - Com licença - disse Nick, correndo atrás de Isabella.

Corredor / Upper East Side .

 - Isabella, isso não é pista de atletismo! - gritou Sophia ao ver Isabella correndo no corredor, indo direto para o quarto.
 Ela parecia estar... chorando?
 - Que absurdo - suspirou Sophia, voltando a colar os avisos na parede. - Quando não é uma coisa, é outra.
 - Isabella, Isabella! - gritou Nick, correndo em direção ao quarto.
 - Espera aí, espera! - gritou Sophia, fazendo Nick parar. - O que faz aqui? Você não sabe que os homens não podem circular aqui por essa área?
 - Am... Não, não sabia.
 - Não sabia? É o que todo mundo diz - ela diz irônicamente. - Mas essa é a regra número 1 desse colégio. Leia isso. Eu botei bem ali - ela aponta para o mural. - Eu renovo toda semana. Mas sempre tem uns espertinhos que arrancam.
 - Não, mas eu só queria falar...
 - Eu quero que você respeite as normas da escola. Por isso você vai ter que assinar um relatório. Vamos á diretoria - ela puxa o braço de Nick.
 - Ah, por favor...
 - Venha, vamos logo - e puxa Nick.

Continua.

Depois da Chuva - 60

“Ninguém sabe direito o que é felicidade, mas, definitivamente, não é acomodação. Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático. Muito seguro, mas que aborrecimento. É preciso um pouquinho de turbulência para a gente acordar e sentir alguma coisa, nem que seja medo.” — Martha Medeiros.
  Corredor / Upper East Side .

 - Escapou! - gritou Logan, batendo o punho no armário, repleto de ódio.
 - Cara, fica frio - disse Joe.
 - Ah, qual é o seu problema? Como que ela escapou? - perguntou Jacob, dando um leve sorriso.
 O sorriso de Jacob desapareceu.
 - Ah, não brinca, Logan, você estava atrás dela?
 - Não sou seu empregado! - gritou Logan.
 - Não grita comigo!
 - Não sou seu empregado, ok? Se você queria tanto, porque não foi atrás dela?
 - Agora estamos na mesma... - disse Joe, tentando apartar a situação.
 - Não grita, cara. Ta me deixando de mau humor - disse Jacob. - Estamos outra vez na mesma.
 - Não, a gente não tá na mesma - disse Logan, suspirando. - Porque, obviamente, a gente já sabe que essa menina deve ser muito magra, não é a Chloe, porque a Chloe é mais gostosa!
 - Ai, Logan, não brinca - bufou Jacob. - A gente nem viu direito, do que tá falando?
 - Gente, acabou. Vamos pra sala, ok? - disse Joe, bufando.
 Os dois o ignoraram e Joe encarou o chão, como não suportava aquilo. Seus olhos se apertaram para um objeto caído no chão, e ele se abaixou. Pegou um objeto brilhante - uma jóia.
 - O que é isso? - Joe se perguntou, e os garotos o olharam.
 Ele riu.
 - Legal - Joe sorriu. - Já sabemos que escreveu as cartas - ele estendeu o objeto aos amigos.
 - Quem? - indagou Jacob.
 - Nossa escritora apaixonada é dona disso aqui - ele mostrou o objeto.
 Jacob riu e pegou o objeto.
 - Até que enfim, tá vendo? Pelo menos estamos avançando. Sério, olha, isso não é muito, mas...
 Quem seria a garota misteriosa?

Sala de dança / Upper East Side .

 - Eu tenho que fazer o teste com a filha daquele vedete vulgar - reclamou Selena com Isabella, entrando na sala. - Além disso, vou ter que ver a cara dela todo dia. Isabella, eu preciso que me ajude.
 Isabella riu ironicamente.
 - Você acha que uma gorda como eu pode ajudar você em alguma coisa? - perguntou ela.
 - Há quantos anos estou tentando tirar essa ideia da sua cabeça? - suspirou Selena. - A única pessoa que se sente horrível aqui é você, não sei porque.
 - Bom, nisso você tem razão - Isabella sorriu. - Você sempre me ajudou.
 - Viu? Mas você gosta de me acusar injustamente - Selena bufou. - Isabella, você é a única pessoa nesse mundo que sabe o quanto é difícil ser eu. Ainda mais hoje! Eu não sei porque me acontecem essas coisas.
 - Mas é que eu não suporto como você trata o Nick, esse é o meu problema - Isabella parecia alarmada. - É sério, o Nick não te fez nada, e... é a primeira vez que eu me apaixono, é tão especial pra mim - a garota sorriu, no mundo da lua. - Sabe, se eu tivesse que morrer amanhã, eu não me importaria. Porque a minha felicidade seria completa sabendo que eu estive com o Nick e namorei com ele, e... desde então a minha vida passou a ter muito sentido...
 - Isabella! - interrompeu Selena, aturdida.
 Selena não suportava. Não, era demais. Demais pra ela. Isabella realmente amava Nick! Isabella falava nele tão docemente, do quanto ele era perfeito, maravilhoso, do quanto a fazia voar, de como ele a tratava, babava a cada vez que falava o nome do garoto, quando o via só faltava desmaiar... Selena não suportava isso. Ela não suportava porque sentia a mesma coisa. A mesma intensidade que Isabella sentia quando via Nick, quando pensava em Nick; parece que um choque se passava por Selena. Seu coração acelerava quando o via, ainda mais quando o tocava, mesmo sendo poucas vezes. Ela queria tê-lo. Mas ele agora tinha Isabella, e pareciam estar bem. Ele era sincero, honesto, homem e principalmente, era lindo e não suportava Selena. Na verdade, ele a desprezava. Por isso mesmo, Selena o queria. Nunca houve um sequer que rejeitasse Selena. Ela era perfeita, todos a queriam, não passava despercebida, era linda. Mas o caipira a rejeitara.
 E ela sentia tamanha vontade de estar com ele, ao lado dele, que sentia, pela primeira vez, inveja de Isabella.
 Mal sabia Selena o que o próprio Nick em relação a ela.
 - Isabella, está vendo? É isso que me preocupa - disse Selena, se recompondo de seus pensamentos. - Você não pode ficar assim por alguém que mal conhece, que nem sabe... nem sabe como é, que costumes tem.
 - Diz isso porque nunca se apaixonou - Isabella balançou a cabeça. - O amor... o amor é um sentimento que te preenche, e você não para de pensar nessa pessoa o dia todo - ela suspira. - Qualquer coisa, qualquer coisa é insignifcante, você faz por ele e pra ele.
 Selena observava Isabella, com um aperto no coração. Ela conhecia bem essa sensação. Conhecia até demais. Mas nunca deixaria que Isabella soubesse, ou desconfiasse.
 - Bom...
 - Mas você não entende nada disso - interrompeu Isabella.
 - É... eu não entendo - Selena suspirou. - Mas eu prometo que... que eu não vou me meter mais com o caipira. Mas que isso não nos separe, ok? Você e eu juramos que nunca iríamos brigar por nenhum menino.
 - Essa é a diferença, Nick não é nenhum menino - Isabella sorriu. - Nick é um homem maduro, gentil, bonito - ela suspirou. - Ele cuida de mim. Você não faz ideia, ele fala de uma maneira impressionante. Parece que ele sabe de tudo do mundo. É a única pessoa que me fez me sentir... uma princesa.
 Selena não aguentava. Ela estava com cíumes mesmo? Nunca imaginou isso em momento nenhum em sua vida. Sentir cíumes, inveja, da melhor amiga. Da própria melhor amiga. Selena tinha certeza: estava apaixonada por Nick! Queria chorar ouvindo as palavras de Isabella, queria correr até Nick e ter uma conversa de paz com ele, queria estar ao lado dele, queria senti-lo. Era tão complicado. Ela se odiava por estar apaixonada por aquele caipira bonitão. Odiava mais do que tudo.
 - Selena! - Emily gritou, interrompendo os pensamentos de Selena, entrando na sala. - Eu acabei de ver a Demi, você não tem ideia de como ela tá ridícula, e tá vindo pra cá.
 - Ah não, espera - Selena respondeu, se inclinando até a mesa e pegando sua prancheta. - Olha, vamos fazer essa seleção rápido, vamos deixá-la dançar um pouquinho, fazendo um papel ridículo e depois dizemos "Bye, Bye" - ela sorriu.
 - Beijinhos a todas e bye bye - Isabella sorriu e as três riram.
 - Mas onde está essa menina que não chega? - disse Selena.
 Sua pergunta foi respondida por Demi entrando na sala, completamente... esquisita.
 Demi havia prendido o cabelo preto e sedoso em maria-chiquinha e as garotas fizeram o mesmo. Havia amarrado fitas também. Com certeza, estavam tortos. Vestiam mini-shorts e mini-blusas e várias jóias.
 - Demi, o que é isso? - Selena perguntou, pausadamente, boquiaberta. Aquilo estava horroroso, na opinião própria de Selena.
 - São as candidatas, não está vendo? - perguntou Demi. - Então, vamos começar?
 - Não, não - respondeu Selena. - Acontece que tem um pequeno detalhe: essa seleção era pra você sozinha! Ok? Porque não chegou na hora no outro dia. Ponto! Pode levar tudo isso pro seu circo com seus palhacinhos juntos - apontou para as garotas.
 Demi riu. Na verdade, gargalhou.
 - Espera aí, projeto de Paris Hilton - disse ela. - Nós viemos pra seleção porque a professora nos chamou, ok?
 - Tudo bem. Mas nós não temos tempo, tá legal? - disse Emily, e se virou para as amigas. - E aí meninas, vamos?
 - Me dá o CD - pediu Demi a uma garota de seu grupo, que a entregou. Ela se voltou para o grupo de Selena. - Mas nós temos tempo. Então, teremos a tarde toda, eu acho. Vai, bota aí - ela entregou o CD para Isabella.
 - Vai, bota - gritou uma garota do grupo de Demi.
 Isabella encarou o CD e as garotas com nojo, e foi para o som.
 - Vamos dançar, projetos de Ciara - gritou Selena se sentando na mesa.
 - Isso aí - gritou Demi, sorrindo. - Vamos lá, galera.
 - Anda logo, eu quero ver - disse Selena, se apoiando em seus cotovelos, olhando cinicamente para Demi.
 As duas se encaravam freneticamente.

Mansão Emma Brown .

 - Eu já perdi a minha manhã toda - disse Emma ao advogado de Jayden, sentado em sua sala. - Vamos terminar cm isso.
 - Tudo bem - ele suspirou. - Bem, sabe como é, senhora. As vezes é melhor um bom acordo do que um bom processo.
 - Tem razão, Emma - disse Mia. - Esses processos são terríveis.
 - Mas eu adoro - Emma sorriu cinicamente. - Este não seria o primeiro e nem o último, mas fique sabendo que eu ganhei todos.
 - A senhora é uma pessoa inteligente - o advogado sorriu. - Sabe que é impossível ganhar este.
 - E porque? - Emma levantou as sobrancelhas. - Porque o seu cliente é um homem muito poderoso? Eu não entendo porque.
 - Porque é fácil provar que foi a senhora que provocou tudo isso - respondeu o advogado.
 - Mas não fui eu - Emma se levantou. - E tem mais, vou localizar o jornalista que deu a nota, ele é um amigo meu. Por isso ele vai testemunhar que foi esse Gumez que inventou tudo.
 - Gomez! - o advogado corrigiu.
 - Gomez - ela pronunciou com nojo -, que inventou tudo - ela bufou. - Suquinho, Benjamin. Já estou falando besteira - ela pediu ao assistente.
 - Isso não faz nenhum sentido - disse o homem. - O que meu cliente ganha sendo acusado de assédio sexual?
 - Eu não sei - respondeu ela. - Olha, talvez o sujeito seja impotente, ou seja gay... o senhor é que sabe, o senhor quem limpar a imagem dele, não é isso?
 - Por favor, senhorita...
 - Senhora! - gritou Mia.
 - Senhora! - gritou Emma.
 - Senhora - disse o homem. -, meu cliente já saiu com supermodelos e empresárias, na Europa é um dos víuvos mais cobiçados.
 - Obrigada, Benjamin - ela sorriu, quando o garoto a deu um suco, e voltou sua atenção ao advogado. - Ele é viúvo? Com certeza a mulher dele morreu de tédio ou ficou dormindo e nunca acordou - ela riu com Mia.
 - A esposa dele morreu a muitos anos. Num acidente - o homem suspirou. - Desde então ele se preocupou em não sair em jornais e revistas, manteve total discrição. Com que intenção vai querer aparecer nos jornais agora?
 - Meu filho, eu não sei, eu não tenho a menor ideia - disse Emma, nervosa.
 - Meu cliente oferece um acordo justo - insistiu o homem. - Não vai exigir da senhora nenhum centavo. Só pede que se retrate. E tem mais: se precisa de publicidade, posso botá-la em contato com as melhores agências.
 - Eu não preciso de publicidade, estou na melhor fase da minha carreira! - bravou Emma. - Publicidade eu tenho de sobra, não seja ignorante!
 - Então porque faz isso?
 - Não se faça de bobo. O senhor sabe muito bem que eu não fiz nada, e já me cansei, vai embora, por favor. Benjamin, bota pra fora! - ela gritou.
 Em 2 segundos, Benjamin - que era um brutamontes -, já estava agarrando pelos braços do advogado e o arrastando para fora.
 - Eu entendo - gritou o advogado. - Mas se não aceitar o trato, vamos ter que nos ver novamente.
 - Vai logo, por favor, Benjamin - ela gritou, ignorando completamente o advogado. - Bota pra fora!
 Emma suspirou depois de o homem ter saído.
 - Desse jeito eu não vou a nenhuma prova de figurino - ela caminhou até o quarto.
 - Eu vou te fazer um chá de camomila bem caprichado - disse Mia, indo atrás. - Respira profundamente.
 Emma se sentou na cama, com a cabeça entre as mãos, respirando fundo.
 - Agora que você está mais calma, pensa uma coisa - continuou Mia -, e se o homem não mentiu? E Gomez não quis ganhar publicidade?
 - Quem foi então? - disse Emma.
 - E se foi uma invenção do jornalista?
 Emma juntou as sobrancelhas e balançou a cabeça. Aquilo era demais.
 - Não não - ela suspirou. - Eu o conheço muito bem. Ele é um bom sujeito.
 - Talvez tenha sido obrigado. Ou uma informação errada - manifestou Mia. - Porque antes de armar um escândalo na TV, você não confirma se ele não tem culpa, sei lá?
 Emma bufou, e pareceu pensar.
 - Não, espera aí - ela suspirou. - Liga pra ele de novo, e se cair na caixa postal deixa um recado pra ele me ligar. Ou então eu chamo a polícia.
 Mia assentiu e saiu do quarto.
 Emma suspirou e se deitou.
 - Ainda bem que a Demi vai sair hoje - disse a si mesma, sorrindo involuntariamente. - Pensar que eu vou passar o fim de semana com a minha filha é a única coisa que me acalma.

Sala de dança / Upper East Side .

 Começou a seleção. E devemos dizer, estava incrível. Mas será que aos olhos das nossas júris estava. A cada garota que entrava e saía depois de um espetáculo era um múrmurio diferente. Selena, Isabella e Emily queriam avaliar uma por uma primeiro, para depois ver como todas dançavam juntas, se dançavam em um ritmo bom. Na verdade, todas as garotas estavam incríveis, dançavam em um movimento brusco e suavizante, principalmente Demi, que chamou a atenção das garotas. Depois todas tiveram que dançar juntas, e bem, foi incrível, devemos dizer.

 Dança.

 - Bueno, bueno, bueno - disse Selena, em espanhol como gostava, se levantando da cadeira depois da apresentação. - Bueno, chicas! - ela sorriu. - Esse ano encontrei um bom nível entre vocês. E apesar do meu grupo sempre ter sido super reduzido e sempre muito exlusivo, eu acho que esse ano ele vai crescer.
 Selena sorriu, o que encheu as candidatas de esperança.
 - Porque a verdade é que todas vocês se saíram muito bem - continuou Selena. - E eu tenho ótimas notícias: todas passaram! - ela sorriu.
 As garotas murmuraram, surpresas. Como assim passaram? Tentaram por anos e do nada passam? As garotas ficaram aturdidas, mal podiam pensar direito.
 Mas Demi estava achando aquilo muito estranho.
 - Todas menos uma - o sorriso de Selena desapareceu.
 O sorriso de todas desapareceu.
 - Menos você, Demi - Selena fez biquinho. Todas as garotas ficaram boquiabertas. - Sabe porquê? Olha, eu acho que você tá muito fraca, e ano que vem pode ser melhor. Excusar (desculpa).
 - Ah é? - Demi levantou as sobrancelhas. Estava explodindo em ódio - Então vai ver meu nível, estúpida!
 E a briga começou. Demi puxou o cabelo de Selena, completamente maluca de ódio. Ela havia treinado as garotas, havia feito tudo certinho, e no final seria a única que não passaria? Não. Demi Lovato não aceitaria isso.
Continua.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Depois da Chuva - 66

“De vez em quando me pego planejando futuros tão absurdos.” — Caio Augusto Leite.

  (...) Depois da confusão de Emily na festa, continuava tudo na mesma; a esta de Joe ainda bombava..

 - Ficou mal com a sua garota, cara - dizia Jacob depois de Joe ter saído da entrada.
 Joe riu.
 - Jacob, não foi nada. A Emily é a minha namorada oficial - ele deu um soquinho no ombro do amigo. - Segunda feira eu chego no colégio e digo: Emily, me perdoa princesa? , eu dou um presentinho e prono - ele sorriu.
 Chloe sorriu, enquanto se aproximava de Jacob.
 - Não é tão fácil assim, Joe - disse o garoto, colocando suas mãos na cintura de Chloe.
 - É claro que é, vamos continuar a festa - ele se virou para os vários integrantes, dançando e voltando a sua antiga posição em que estavam; se divertindo e bebendo - Logan - ele chamou Logan, que estava quase engolindo Natalie. - Porque não mostra o meu quarto pra Natalie? Ela vai adorar - ele deu um sorriso malicioso.
 Logan, que já estava bêbado desde o começo da festa, deu um sorrisinho malicioso para Natalie, a qual estava agarrando Jacob a 3 dias atrás e era, agora oficialmente, do grupo de dança de Selena. A garota também havia bebido bastante, e não estava totalmente sóbria.
 - Vamos - disse Logan, puxando a garota para o quarto, mordendo os lábios sem parar.
 Joe colocou as mãos na cintura de uma garota qualquer, e sumiram pelos corredores.
 - Até que enfim nos deixaram sozinhos - disse Jacob. - Chloe, me fala.. Quer um pouquinho?
 Ele ofereceu uma taça de champanhe á garota, que estava encostada no piano.
 - Não, eu não to com sede agora - respondeu.
 - Toma, só um pouquinho - ele insistiu.
 - Não..
 - Um pouquinho..
 - Depois eu bebo, ok? - ela retirou a taça das mãos de Jacob, colocando em cima do piano.
 Jacob deu de ombros.
 - Tá bom, vamos dançar - ele enrola seus braços na cintura de Chloe, começando uma dança lenta.
 Ela logo tenta se afastar dele.
 - Calma, espera..
 - Gostei dessa música - disse ele, ignorando a vontade de Chloe de se afastar. - Não existe festa sem música romântica, não é?
 - Não.. - ela sorria forçado enquanto Jacob fungava seu cangote.
 É claro que ela não estava gostando nada daquilo. Aquilo era.. Estranho. E muito. Jacob desceu suas mãos pelo corpo de Chloe até chegar em sua bunda, onde ele pretendia outras intenções, é claro. Um arrepio se passou por Chloe.
 - Não, Jacob.. Espera - ela tirou as mãos do garoto de si.
 - Esperar o que? - ele riu, e colocou suas mãos de volta nas costas da garota.
 Dessa vez, Jacob dava leves mordidas em seu pescoço. Chloe gostava daquilo, a deixava arrepiada. Poucos garotos davam mole pra ela e Jacob estar fazendo uma coisa assim a deixava assustada. Seu coração acelerou enquanto Jacob fazia coisas que a deixavam nauseada.
 Ela estava gostando, seu racional gritava isso a ela várias vezes.
 - Eu nunca tinha percebido como você é linda - dizia Jacob, sorrindo ao olhar nos olhos da garota.
 Chloe sorria intensamente, e Jacob lhe tascou um selinho rápido.
 - Espera..
 - Esperar o que? Nós já sabemos onde isso vai chegar - ele sorriu, beijando o pescoço da garota.
 - Não.. Vamos conversar - ela pediu.
 - Não, não vamos conversar, não foi isso que você me disse nas cartas - ele afirmou, ainda beijando o pescoço da garota.
 Chloe juntou as sobrancelhas, agora acordando da tentação á Jacob. Cartas? Que diabo de cartas eram essas?
 - Em que cartas? - perguntou ela, seu sorrindo mudando para confuso.
 - Nas cartas que você escreveu pra mim - eles se falavam, enquanto jacob a tentava levar para o quarto.
 - Eu não escrevi nenhuma carta - ela tentava de todo jeito afastar Jacob dela.
 - Nas cartas que você escreveu pra mim - ele bota Chloe no sofá.
 - Eu não escrevi nenhuma carta! - ela tentava afastar Jacob.
 - Ah, não banca a inocente, você escreveu cartas românticas pra mim. E nem vem que seu prendedor denunciou você.
 Jacob dizia enquanto deitava Chloe a força no sofá, subindo em cima da garota, beijando seu pescoço ferozmente. A garota não queria aquilo, e empurrava Jacob. E ele queria beijá-la a todo custo.
 - Que prendedor? - ela perguntou, já começando a se apavorar.
 - Esse prendedor que você tem no cabelo - ele prende os braços de Chloe por cima da cabeça, como se ela fosse uma prisioneira.
 - Isso não tem nada a ver! - ela gritou.
 - Fica numa boa..
 - Esses prendedores estão vendendo na escola, todo mundo tem.. Jacob, me solta!
 - Você deixou esse prendedor no armário quando saiu correndo.
 - Pára, Jacob! - ela gritava, mas Jacob ainda insistia.
 - Qual o problema? Ta maluca? Me dá um beijinho.. - ele tenta beijá-la.
 - Jacob, me solta! - ela tentava mexer suas pernas, mas estavam presas pelo peso de Jacob.
 - Calma, Ch..
 - Chega!
 Ela consegue mover sua perna direita, empurrando Jacob e todo seu corpo para o chão, e ela se levanta rapidamente, com o cabelo e o vestido desgrenhado.
 - Qual é o problema? - disse Jacob no chão, rindo que nem um idiota. Estava completamente bêbado. - Ta maluca?
 - Não, não to maluca. Sai daqui, não vou te dar nenhum beijo - ela afastava os braços de Jacob.
 - Ei, Chloe.. Vem - ele segurava os pulsos da garota.
 - JACOB, ME SOLTA.. AGORA! - ela se debatia contra Jacob.
 Seu esforço parou quando Joe a agarrou por trás, a afastando de Jacob. A garota estava repleta de ódio e frustração.
 - Ei, fica calma - disse Joe, puxando a garota pela cintura.
 - Tá pensando o que? - ela gritava com Jacob.
 - Calma..
 - Aí, ela disse que não escreveu as cartas - disse Jacob, rindo.
 - Eu não escrevi nenhuma carta! - Chloe quis batê-lo ali mesmo, mas Joe continuava a segurando.
 - Não escreveu, é? - Jacob.
 Joe soltou Chloe e se colocou entre os dois, tentando apartar a briga.
 - Calma.. Não faz isso - disse Joe á Chloe.
 - Por favor o quê? - perguntou a garota. - Vocês são uns imbecis, os dois!
 - Ah, espera, calminha aí - Jacob começava a ficar sério, mas continuava sorrindo. - Porque a gente não bebe só um pouquinho e para de brigar? Só um pouquinho..
 Ele seguiu até o piano, e pegou ali uma taça de champanhe, que se encontrava intacta por Chloe. A garota estava com tanto ódio, tanta raiva.. E achava que seria a festa dos seus sonhos. Na verdade, foi uma das piores das poucas que tinha ido.
 - Quer beber? - ela perguntou, malígna. - Você quer beber? - ela pegou uma taça de champanhe na mesinha de centro. - Então toma! - e entornou a bebida no rosto de Jacob, com tamanha fúria.
 Em seguida, Chloe jogou a taça no chão, estilhaçando-a e caminhando nervosamente até a porta. Queria sair daquele lugar medíocre; havia caído nessa de Joe e Jacob.
 - Chloe! - gritou a garota que Joe estava pegando a 5 minutos atrás, mas Chloe a ignora, correndo até a porta.
 - Meu olho! - gritava Jacob, desesperado.
 - Querem saber? Eu acho que a noite melou - disse a garota. - Acho melhor cada um ir pra sua casa.
 Ela suspirou e correu até as escadas. "Natalie!", ela gritava o nome da amiga, que anteriormente estava sendo seduzida por Logan.
 - Natalie! - ela gritou enquanto subia as escadas. - Vamos embora! A festa acabou, Natalie!

 - Que frescas - disse Joe ainda na sala com Jacob.
 - Ia ser a nossa noite, cara - Jacob não parava de sorrir, apesar de estar com uma mão tapando um de seus olhos. - Elas nos deixaram com a mão abanando na sua casa, o que vamos fazer?
 "Natalie, vamos!", ainda se ouvia a garota gritar no ponto alto da escada.
 - Isso não vai ficar assim - disse Joe.
 - O que vai fazer?
 - Eu te garanto.. Isso não vai ficar assim.

(...) Algum tempo depois, Demi voltou ao prédio. Mas levou uma surpresa: Samuel havia sumido! Demi ficou histérica, não por ter perdido o garoto, mas porque, infelizmente, estava em suas mãos essa causa. Ela entrou dentro do prédio, andando em todos os lados, procurando o garotinho..

 - Ah, onde esse moleque se meteu? - se perguntava enquanto caminhava pelo corredor vazio.
 Ela suspirou.
 - Por isso eu não queria ficar com ele.. Ah, Deus, me ajuda a encontrar ele..
 Ela ouve passos no corredor de madeira. Avista uma mulher de rosa com uma criança, a qual vestia roupas pesadas e um casaco enorme, que mal se dava para ver o rosto da criança.
 Demi pegou suas últimas esperanças e, de repente, arrancou o capuz da cabeça da pequena criança.
 - Samuel! - ela gritou.
 Mas na verdade era uma garotinha, a qual olhou pra Demi apavorada.
 - Mas o que é isso, qual é o problema, tá maluca? - dizia a mulher de rosa, afastando a pequena criança de Demi.
 - Foi mal.. - ela sussurrou enquanto a mulher se afastava com a menina.
 O nervosismo tomou conta de Demi novamente.
 - Ah e agora? - ela bufou. - Já vi que eu vou ter que dar uma volta pelo bairro pra ver se ele aparece.
 E mais uma vez ela saiu daquele prédio, procurando o pequeno garoto que agora era sua responsabilidade..

(...) Enquanto isso, Miley e Madison, que não haviam saído do colégio, estava tentando ter alguma diversão, alguma coisa a fazer, mas estava difícil..

 - Ah, o colégio fica chato assim, todo vazio - dizia Miley enquanto se enrolava no cobertor; o mesmo fazia Madison.
 - Ér.. Parece um cemitério - sussurrou Madison, enquanto ria.
 - Ai, Madison, cala a boca - as duas riram. - É, tem razão, parece mesmo um cemitério.
 Madison riu.
 - A única coisa boa é que não temos que suportar o.. - ela olhou pra Miley pelo canto do olho. - Grupo das meninas frescas da escola.
 - Ah, não sei, mas eu to com muito medo - suspirou Miley. - Também porque não tem ninguém, tá muito vazio.
 - Ai, Miley, não tem porque se preocupar. Aqui tem vigias, tem segurança.
 - Ah ta bom, assim eu vou ficar mais tranquila - disse a garota, irônica. - Vem cá, e se alguém entrar aqui no quarto ou aqui na escola? - ela se sentou na cama. - Você sabe quantos seguranças tem hoje? - ela sussurrou. - Hoje só tem 2.
 Madison arregalou os olhos, se sentando na cama.
 - Tem razão! - ela abriu um sorriso. - Só tem 2!
 A garota se levantou da cama, mexendo em seu guarda roupa o mais rápido possível, pegando uma de suas poucas roupas e tirando rapidamente seu pijama.
 - Espera, aonde você vai? - Miley não havia se mexido.
 Madison colocava sua roupa.
 - Eu vou aproveitar o tempo - ela respondeu, enquanto penteava seus cabelos castanhos com os dedos.
 Madison acabara de se aprontar, e Miley finalmente "acordou" e percebeu.
 - Ah não! - ela puxou os braços de Madison, fazendo a garota entrar no quarto novamente. - Me espera!
 Miley rapidamente colocou uma roupa.
 - Não me deixa aqui sozinha.
 E então as duas garotas já estavam fora do quarto, andando sorrateiramente pelo corredor, olhando sempre para os lados. Miley estava achando aquilo uma loucura, como sempre era certinha, mas também porque não fazia ideia do que Madison pretendia.

(...) Emily havia chegado á casa de Selena, se debulhando em várias lágrimas ainda. As duas estavam na sala, com Emily ainda chorando, sua maquiagem borrava seu rosto perfeito e sua roupa perfeita estava amassada.

 - Emily, conta até 10, ok? - dizia Selena, tentando acalmar a amiga. - Fica calma.
 - É que eu não consigo parar de pensar na cara daquele imbecil.. Dá vontade de matar ele, Selena! - a garota chorava ainda mais.
 - Pelo menos isso serviu pra você descobrir a tempo - suspirou Selena.
 Emily virou seus olhos vermelhos para a amiga, juntando as sobrancelhas.
 - O que?
 Selena bufou, acariciando o rosto da amiga.
 - Emily.. Escuta.. Não dá pra mentir pra você.. A verdade é que o Joe nunca te deu valor.
 - Ah, disso eu já sei! - a garotava continha a voz abafada pelo choro. - Mas é que ele era o garoto mais lindinho do colégio..
 - Ah não! - Selena bufou. - De que adianta ficar com o garoto mais lindo se ele é um idiota?!
 - Mas eu juro que ele vai me pagar direitinho, Selena, você vai ver, eu juro - a garota dizia entredentes.
 Selena começava a andar pela sala, suas pantufas de coelhos davam um som macio sobre o piso.
 - Emily, eu não to gostando das suas vibrações ruins.. Eu já estou tontinha - ela suspirou. - Eu preciso de um chá ou de um suquinho.. Vem cá, me diz uma coisa, que não vai mais pensar nesse idiota..
 Selena é interrompida por William chegar até a sala.
 - Com licença, senhoritas - disse ele. - Mas tem visita.
 - Como assim visita? - Selena se enfureceu. - Não vê que eu to resolvendo um problema? - aponta pra Emily.
 - Mas eu já deixei..
 - Emily!
 As garotas se surpreenderam ao ver que quem estava ali era Joe.
 Selena sentiu uma raiva tão grande.. Sua amiga estava sofrendo por aquele idiota, e ela ainda teria de aguentar ele pisar sobre seu teto.
 - Não pode ser - Selena balançou a cabeça.
 - Sabia que vinha pra cá - disse ele, se aproximando de Emily. - Eu preciso falar com você.
 - Sinto muito, querido - Selena deu um empurrinho em Joe. - Mas você está na minha casa, e já estamos de saída, ouviu amor?
 - Emily.. - Joe fingiu que não havia ouvido Selena. - Expulsei todos da minha casa. Foi uma festa sem graça, eu juro.
 Selena agora observava. A amiga seria uma idiota se voltasse com Joe nessa altura do campeonato, onde o garoto teria sido um completo idiota com ela. Selena suspirou, querendo o garotão fora dali. Emily balançava a cabeça, rolando os olhos para todo lado, menos para Joe. Suas lágrimas ainda caíam.
 - Emily.. Preciso que me perdoe. Mesmo que eu não mereça - ele suspirou.
 Emily se levantou de seu lugar, ainda virando a cara para Joe.
 - Emily.. - disse Selena, também esperando uma resposta.
 Dessa vez, ela olhou para Joe e Selena.
 - Selena, deixa a gente sozinho? Por favor.. - pediu Emily, com a voz embargada.
 - Não! - gritou Selena. - Claro que não vou deixar vocês sozinhos, tá maluca? - ela se virou para Joe. - E você não vai enganar ela, Joe!
 - Selena, por favor! - gritou Emily.
 Selena se virou, pasma.
 - Por favor..
 - Acho que você não tá raciocinando - continuou Selena.
 Selena olhava de Emily para Joe.. Não iria sair dali de jeito nenhum;

(...) Madison e Miley andavam rasteiramente pela escola, se esgueirando em cada canto pela escola, que agora estava escura, só com algumas luzes fracas. Chegaram até o salão, vendo que um dos seguranças dormia em cima dos sofás. Madison verificou se o segurança estava realmente insolente e as duas partiram para a sala do diretor..
 Madison acendeu as luzes da sala, indo rapidamente para a mesa de Ethan, remexendo nas várias pastas e papéis.

 - Espera, Madison, o que você está fazendo? - perguntou Miley, sussurrando.
 - Os meus arquivos - respondeu Madison, mexendo nos papéis. - Eu quero saber quem é que paga o colégio pra mim, Miley.
 - Ah sim - Miley concordou, confusa.
 - Anda, me ajuda - ela pressionou.
 As duas começaram a remexer os vários papéis e pastas.
 - Procura o meu nome..
 - Espera, fica calma.
 As duas andavam pela sala inteira, e Miley se arrependeu profundamente por ter ido com um salto enorme, presente de Selena.
 Depois de longos minutos, Madison dá um pequeno grito:
 - Achei!
 Miley correu até ela, e as duas se encolheram na mesa, enquanto Madison abria a pasta.
 - É essa não é? - perguntou.
 - É claro que não!
 - Droga! - ela jogou a pasta para o lado, revirando as outras.
 - Era assim que eu queria pegar você! - gritou uma voz de homem fora da sala, que ia se aproximando em passos pesados.
 Miley e Madison se apavoraram. Era o diretor Ethan! Suas respirações começaram a falhar, e seus corações aceleraram. E agora? O que iam fazer?
 - Não é pago pra dormir! Foi a última vez que dormiu em serviço! - gritava o diretor com o segurança, provavelmente.
 - E agora? - perguntou Miley, apavorada.

 Ethan entrou em sua sala escura, acendendo as luzes e levando um susto tremendo.
 - Era só o que me faltava! - ele reclamou, caminhando até sua mesa. - Chega sexta feira a tarde e a Sophia deixa tudo bagunçado! - se referiu á bagunça de papéis e pastas em cima de sua mesa. - Só pra ir embora mais tarde..
 Ethan continuava a remexer os papéis os organizando. Mal sabia que Miley e Madison estavam embaixo de sua mesa, abarrotadas e apertadas. As duas faziam um esfoço para não respirar, e Miley tentava conter seu apavoramento.
 - Onde estão a lista dos alunos do 4º ano? - dizia Ethan. - Ah, estão aqui..
 - Pai - ouviu-se a voz de Chloe, abrindo a porta e entrando na sala.
 - Até que enfim apareceu! - disse Ethan. - Estava prestes a ligar para todos os seus colegas.
 Mal percebia que Chloe estava chorando.. Sua voz era embargada.
 - Pai, preciso que me faça um favor..
 - Cala a boca! - gritou ele, apontando seu dedo para a filha. - Você vai ficar 1 mês sem sair, e ai de você se me desobedecer, porque você vai se arrepender..
 - Por favor! - ela disse, chorando ainda mais, pegando nas mãos do pai. - Eu preciso que expulse o Jacob e o Joe do colégio, por favor..
 As lágrimas correram de seu rosto, o que deixou Ethan assustado. A garota tentou abraçá-la, mas ele a afastou de imediato. E Miley e Madison se olhara confusas.
 - Espera, expulsar porque? - perguntou ele.
 - Porque eles me humilharam.. Me humilharam, me trataram muito mal.. Por favor - ela chorava, agora abraçando o pai.
 Ethan abraçou a filha, confuso. De alguma forma, não fazia ideia do que ela estava dizendo. Ele balançou a cabeça antes de dizer:
 - Não, filha.. Não posso.
 Chloe se afastou do pai.
 - P-porque?
 - É simples.. Não posso.
 - Pai, porque? - ela chorava incansavelmente.
 E vários pontos de interrogação se formavam na cabeça de Miley e Madison, ainda escondidas.

Continua.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Depois da Chuva - 65

“Você indo embora. Eu me perdendo então desamparado entre cinzeiros cheios e garrafas vazias.”

  (...) Enquanto isso, Demi ainda aguardava a papelada na frente do prédio, o qual já estava demorando até demais. Matthew começava a buzinar o carro, com impaciência;

 - Vamos, madame! Eu disse pra fazer com calma, mas não pra demorar tanto.
 - Já vou, já vou! Espera aí, ok? - gritou Demi de volta, olhando para o prédio. - Porque aquele velho não vem?
 Ela se apressou em apertar novamente o interfone.
 - Já vou. Quem é? - disse mais uma vez o homem.
 - É a Demi - respondeu ela, impaciente. - Desculpa, foi procurar o envelope ou foi fazer um?
 - O que quer que eu faça? - perguntou o homem. Demi bufava cada vez mais.
 - Idiota.. - sussurrou Demi.
 - Escapuliu. Já vou - respondeu.
 - Como assim escapuliu? - perguntou a si mesma, bufando. - Bom, ou o Ryan deu um envelope ensaboado ou esse idiota tem mãos trêmulas, só pode, ou então eu não sei.
 Ela brincava com suas pulseiras quando a porta do prédio se abriu, e Demi se virou, vendo o homem se aproximar dela com um garotinho.
 - Até que enfim - ela suspirou, indo até eles. - Me dá isso aí, garoto - ela tentou pegar o envelope da mão do garotinho, mas ele o afasta.
 Demi bufou, encarando aquela situação como a que tinha que ficar calma. Ela podia estrangular o garoto a qualquer momento.
 - Pode pedir pro seu netinho me dar o envelope? Eu não tenho tempo pra brincar - disse ela, sorrindo forçadamente.
 - O menino não é meu neto, ok? - disse o homem.
 - Me dá isso aqui, garoto - ela mais uma vez tentou pegar o garotinho teimou em não dar. Ela se virou para o homem. - Não tá vendo que o monstrinho não quer me dar o envelope? Fala alguma coisa!
 - Não é meu neto, pode levá-lo agora mesmo - ele soltou a mão do garotinho, o qual correu para a cintura de Demi.
 Como é? Os olhos de Demi se esbugalharam, estava pasma.
 - O que?! - ela mal conseguia falar, estava assustada.
 - O que você não entendeu? O envelope veio com o garoto - respondeu o homem.
 Demi riu. Na verdade, queria mais chorar.
 - É brincadeira, não é?
 - Não. o senhor Ryan me mandou entregar as duas coisas: o menino e o envelope - disse ele.
 Demi continuava incrédula. Ela bançou a cabeça.
 - Não, não - ela balançou a cabela, tirando o garotinho de sua cintura. - Eu não posso chegar em casa com um pestinha, minha mãe me mata.
 - Isso é problema seu - disse o homem, empurrando o garotinho levemente para Demi.
 - Por favor, senhor, não tá entendendo que eu não posso levar o menino? Eu não posso levar ele - Demi mais uma vez empurrou o garotinho para o homem.
 O homem bufou, já começando a se estressar. Ele mais uma vez empurrou o garotinho de volta para Demi.
 - E eu não posso ficar com ele - disse o homem com firmeza e caminhou para dentro do prédio, o mais rápido possível.
 - Senhor, por favor - gritou Demi, tirando o garotinho de sua cintura e correndo até a porta. - Não vai! Eu não posso ficar com ele! Espera aí! - ela dava socos na porta.
 Ela bufou, depois de vários minutos de tentativa, e finalmente desistiu de bater na porta. Se encostou na parede, fechando os olhos. Como ela havia caído nisso? Havia ido buscar seu plano de vingança contra Joe e ganhado um garoto de brinde?
 Ela encarava o garoto, que acabar de dar uma piscadela pra ela. Demi revirou os olhos, querendo gritar. Como chegara a esse ponto? O que ela havia feito?

 - Vem cá, quem é você? - perguntou Demi ao garoto, depois de longos minutos de silêncio. Ainda estavam na porta do prédio, agora sentados. - Onde você mora, garoto?
 O garoto apenas a observou, não dizendo nada.
 - Qual é o problema? Você é mudo? - o garoto não disse complemente nada, apenas encarava Demi.
 Ela bufou, revirando os olhos. Avaliou o garoto por 10 minutos, vendo seu estado: roupas sujas, expressão cansada, cabelos desgrenhados e parecia mais um... Menino de rua.
 O garoto estendeu o envelope branco a Demi, que não pensou muito antes de pegar.
 - "O menino faz parte da investigação. Você entenderá quando ler as informações. Ele se chama Samuel Garcia, está sozinho, e não tem ninguém. Cuide dele alguns dias, quando eu voltar, te ligo. Vou buscá-lo. Boa sorte. Ryan Allen" - ela termina de ler a carta e suspira, olhando para Samuel. - Vem cá menino, Samuel, ele te disse mais alguma coisa?
 E, mais uma vez, o garoto não disse nada.
 - Ah, esse cara deve tá maluco! - ela bufou, colocando as mãos na cabeça. - Como quer que eu adote um menino assim de repente? - ela suspirou e se virou para o garoto. - Tudo bem, não liga pra mim não, ok? - ela mexeu nos cabelos lisos do garoto. - Já sei o que eu vou fazer. Você fica aqui e assim que eu puder eu volto pra buscar você, falô?
 O garotinho segurava o envelope nas mãos, encarando Demi. Seus olhos eram um verde intenso, tão penetrante quanto... Algas (?) Demi bufou.
 - Eu venho buscar você, ok? Mas eu tenho que ir pra outro lugar, assim que der eu volto. Mas não pode sair daqui - ela tenta pegar o envelope, mas o garotinho agarrou o papel em suas mãos, puxando com violência. - Ai, tá bom, pode ficar com o envelope. Mas não saia daqui, ouviu? - ela suspirou e se levantou, tirando seu relógio. - Também pode ficar com isso aqui, ok?
 Ela bufou, vendo o garotinho abrir um sorriso depois do recente "presente". Ela caminhou até a limusine. Cada encrenca que ela se metia..

(...) Selena havia chegado em casa, finalmente. Caminhou até seu quarto, como tinha saudade daquela casa. Todos os detalhes dela, e principalmente que seu pai estava com ela naquele fim de semana, antes de voltar á tortura da escola. Botou uma roupa, e caminhou até o escritório de seu pai, mas foi surpreendida.

 - Pai, tudo isso é uma loucura - disse ela, após a conversa de seu pai. - Eu juro que foi aquela ignorante que provocou a briga.
 Ah sim. Se explicava em relação ao arranca-rabo com Demi.
 - Não me interessa quem foi - Jayden parecia estressado. - Eu proíbo que se aproxime dessas pessoas.
 - Mas eu não me aproximo, pai - ela se aproximou do pai. - Ela fica todos os dias me provocando.
 - É só ignorá-la e pronto - bravou Jayden. - É uma ordem. Não quero saber mais nada dessa menina.
 Ele bufou, se virando para suas contabilidades no computador, ignorando Selena e sua cara de mau humor.
 - Pai, o que você tem? - perguntou a garota, colocando uma mecha do cabelo atrás das orelhas e se aproximando. - Porque ficou assim tão exaltado? Nunca tinha visto você assim.
 Jayden revirou os olhos, suspirando.
 - Desculpa, filha. Mas essa mulher me deixa neurótico - ele esquivou seu olhar do de Selena, lembrando de Emma.
 - É, isso eu concordo totalmente com você - ela sorriu. - Mas não se preocupe, porque eu prometo que nunca mais vou me aproximar delas, ok? - ela coloca as mãos nos ombros do pai.
 Jayden sorriu enquanto Selena enchia de beijos seu rosto.
 - São uma gentalha - disse ela, e os dois riram.

(...) A noite, a mansão de Joe estava lotada. Músicas eletrônicas e de todos os tipos ecoavam pela casa, dando um ar muito bom de balançar o corpo de vez. Garotas andavam nuas pela casa, luzes de boate também não estavam em falta, havia sexo e bebidas, era uma festa dos sonhos de qualquer adolescente americano. Joe dançava com várias garotas ao mesmo tempo, bebendo é claro, mas ainda estava sóbrio; Logan estava caindo de bêbado, se mexia bastante e beijava várias garotas; Chloe ainda não havia chegado. Nem sabíamos realmente se iria mesmo..

 - Senhor Joe - disse a empregada, após algumas uma hora e meia de farra. - Tem visita.
 Joe caminhou até a porta, com a roupa de um típico adolescente rico e despojado. Passou pelas pessoas, que batiam em seu ombro e elogiavam sua enorme festa.
 Joe deixou um sorriso esboçar seu rosto quando viu Chloe entrando na sua enorme festa, com o vestido maravilhoso que havia pego esprestado com Selena.
 - Chloe! Como está? - ele sorriu.
 Caminharam um ao encontro do outro dando um abraço.
 - Bem, e você? - disse a garota, sorrindo mais do que nunca.
 - Bem - ele respondeu, e se separaram.
 - Olha, Joe - ela sussurrou. - Eu tenho uma coisa importante pra falar.
 - Depois, depois - ele balançou a cabeça. - Pega um pouco de champanhe - ele se virou para Logan. - Logan! Traz uma taça de champanhe pra Chloe, por favor - ele sorriu, assim como Logan, que agora avaliava Chloe.
 Depois disso, a maioria dos integrantes da festa - que eram do Upper East Side -, encontravam suas atenções a Chloe.
 - A Chloe chegou! - uma garota gritou.
 - Chloe! - gritou Jacob, esboçando um sorriso. - Como você está?
 - Tudo bem - ela respondeu, dando um sorriso amarelo. Seu pai não fazia ideia de que ela estava em uma festa na casa de Joe Walker.
 - Tudo bem? - perguntou Logan, dando uma taça na mão de Chloe e um beijo no rosto.
 - Obrigada, Logan.
 - Estávamos te esperando - Jacob se aproximou da garota, selando um beijo no canto da boca. - O seu pai acreditou quando disse que ia dormir na casa de uma amiga?
 Chloe hesitou.
 - Bom, não... Na verdade, eu tive que fugir de casa. Ele não deixou eu vir.
 - Ah, a gente vai se divertir muito - disse Jacob, sorrindo.
 A campanhia toca.
 - Joe, vai dar a maior confusão - Chloe se aproximou de Joe -, deixa eu te falar. É que o problema...
 - Não se preocupe, pode ser o seu pai - interrompeu Joe, pegando nas mãos na garota. - Mas por via das dúvidas, se esconde ali atrás - ele aponta para o quarto.
 Chloe suspirou, já prevendo o que ia acontecer. Ela sabia quem estava na porta. E iria ser muito, mas muito ruim de Joe fosse até lá.
 - Vem, se esconde comigo - disse Jacob, puxando Chloe até o quarto, enquanto a garota olhava abismada para Joe.
 A empregada abriu a porta, e de lá entrou Emily, a namorada de Joe. Ele quase teve um ataque ao ver o quanto estava... Perfeita. Sua roupa, seu cabelo, seu visual, tudo nela estava lindo, ela estava linda. Mas o coração de Joe pulou, e o arrepio que sentiu não foi por causa do clima frio que estava naquele dia.
 - Eu fiquei sabendo que iria ter uma festinha, mas eu acho que você esqueceu de me convidar, não é? - disse Emily, carrancuda. Estava perfeita, mas seu rosto não enganava que estava repleta de ódio.
 Todos da festa já olhavam. Como assim, Joe não convidara a namorada pra festa? A pergunta foi respondida por Emily, repleta de raiva, dar um tapa no rosto de Joe, o que causou murmúrios extremos naquela festa.
 Emily se virou, saindo daquela mansão enorme logo em seguida. Queria impressionar Joe, entrar e curtir a festa, mostrar que não se importa, mas gostava de Joe. Por incrível que pareça, não deixaria aquilo passar em branco.

(...) Enquanto isso, Selena revirava sua casa. É claro, procurando fotos da mãe. Ela havia pensando muito no que Demi havia dito para Miley, que não era possível que não tenha uma foto de sua mãe, realmente era verdade. Mas ela não iria desistir até encontrar mais alguma coisa.
 Sua casa era repleta de fotos e portas retratos, mas nenhum da sua mãe.

 - Perdeu alguma coisa, Selena? - perguntou William, fazendo Selena sair de seus devaneios. - Posso ajudar?
 Selena suspirou, apertando seus dedos de nervosismo.
 - Am... William... Não acha muito estranho que meu pai não tenha nenhuma foto da minha mãe?
 William hesita.
 - Am... Poxa, isso nunca tenha chamado a sua atenção.
 - Mas agora chamou - ela fecha a porta de seu armário, se aproximando do amigo. - Vem aqui - puxa a mão dele.
 - Olha, eu...
 - Vem, senta comigo..
 - Olha, eu tenho que fazer muitas coisas..
 - Não, William, a única coisa que tem que fazer é me contar.
 - Porque? - ele se indignava.
 - Por favor - ela se senta no sofá, e o puxa. - Você já estava na família quando meu pai conheceu a minha mãe, não é?
 - É sim. Mas quase não tinha contato com ele..
 - Não, não, quero saber tudo, quero coisas concretas, com detalhes, por favor - pediu Selena.
 - Isso você tem que perguntar ao seu pai - ele suspirou. - Não aos empregados da família.
 Selena ergueu as sobracelhas.
 - Olha, comigo não precisa bancar o discreto, ok? - ela inclinou a cabeça, sussurrando: - Por favor. Me diz como ela era. Como... Como se conheceram. Qual foi o primeiro presente que ele deu? O primeiro beijo.. Me conta, vai?
 Como ela sentia falta da mãe.. Para Selena, não ter uma mãe era difícil. Era mais difícil do que William pensava, era uma necessidade, Selena precisava, ela dependia de uma mãe. Ele suspirou, de repente lhe passando pelo pensamento de que a garota uma hora tinha que saber.
 - Ela.. Era muito linda - ele respondeu. - Tanto quanto você.
 Selena sorriu, mais do que nunca.
 - É verdade?
 - Sim.
 - E como foi.. Porque eu soube que foi a maior confusão, uma vez meu tio me contou que ela não foi aceita pela família, mas porque isso? - perguntou ela.
 - Bem, isso.. - ele é interrompido pelo telefone tocando. - Desculpa - ele pegou o telefone. - Residência dos Gomez.. Como? .. Perdão, eu não entendi.. Ah sim, perdão.. - ele estende o telefone para Selena. - É pra você.
 - Droga - ela bufou, pegando o telefone. - Alô? .. O que? .. Emily, eu não to entendendo nada, pára de chorar, o que foi? .. Não, quer saber, é melhor você vir pra cá, você está me assustando, me conta aqui.. Tchau - ela desliga o telefone e quando se vira não vê mais William a seu lado.
 E mais uma vez, Selena não consegue informações que tanto deseja de sua falecida mãe.

Continua.

Depois da Chuva - 64

“Que coisa maluca a distância, a memória. Como um filtro seletivo, vão ficando apenas as coisas e as pessoas que realmente contam.” — Caio F. Abreu.

  (...) No quarto de Nick

Aiden: Tem certeza do que vai fazer? - perguntou, enquanto Nick trocava de roupa no quarto, se preparando para ir a casa de Isabella.
Nick: Não, não tenho certeza. Não tenho certeza de nada.
Aiden: Espera, olha só: você concorda que depois de um fim de semana na casa dela, não vai ser mais difícil terminar com ela depois?
Nick: Aiden, eu sei - suspirou.
Aiden: Então...? - insistiu. - É sério, eu não te entendo.
Nick: Olha, Aiden, se você estivesse lá no momento que a mãe da Isabella estava dizendo todas aquelas coisas, você me entenderia. Isabella estava cheia de dor e de vergonha. Eu não posso acreditar que exista gente assim, especialmente pais que digam essas coisas aos seus filhos...
Aiden: Eu sei, Nick, mas você não é o super homem pra resolver os problemas de todos - interrompeu.
Nick: Não sou o super homem, mas o que custa ajudar?
 Aiden suspirou.
Aiden: Eu não estou te criticando. Eu só quero te ajudar.
Nick: É, eu sei - suspirou.
Aiden: Eu não quero te ver pior, e depois como vamos te ajudar, Nick?
Nick: Seria pior se fizesse de conta que não houve nada - ele bufou. - Do que manter um relacionamento que não existe.
Aiden: Porque?
Nick: Olha, Aiden... - supirou, e abaixou a cabeça, pensando antes de falar: - Eu tinha um amigo... Eu tinha um amigo que... Estava com problemas. E, infelizmente, quando descobri isso, já era tarde demais.
 Aiden suspirou.
Aiden: Se era um amigo, pode... Pegar um papel, uma caneta, e escrever uma carta. Você sabe o que dizem... Escrevendo... O que você tem? - perguntou.
 Uma lágrima rolava pelo rosto de Nick.
Nick: Infelizmente no céu não tem uma... agência dos correios;
 Nick suspirou e pegou sua mochila, caminhando até a porta.

(...) A limusine de Emma estava parada na porta do colégio, ainda

Emma: Como foi capaz de fazer uma coisa assim, Demi? - perguntou, enquanto Demi tomava uma caipirinha.
Demi: Bom, sempre inventam coisas sobre você, o que tem inventarem mais uma? O mundo não vai acabar, e nem os shows também, mãe.
Emma: Não é mais uma, Demi. Você me meteu num problema terrível. Mas dessa vez você vai cuidar disso, vai dar a cara a tapa por mim.
Demi: Ta bem, ta bem - suspirou. - Depois eu vou ao jornal e explico tudo ao jornalista, tá contente?
Emma: Não, ao jornalista não, querida. Quero que você fale com esse senhor. Você vai dizer toda a verdade.
 Demi se assustou, largando o copo em um canto do carro;
Demi: Não! Não, mãe, me peça o que quiser, menos isso.
Emma: Ah, vai fazer isso, goste ou não, porque eu sou sua mãe e vai me obedecer!
Demi: Mãe, eu te imploro, não me obriga a fazer isso - pediu Demi, se sentando ao lado da mãe. - A filha desse senhor me deixou fora do grupo porque disse que eu... Eu danço mal.
Emma: O que?! Minha filha dança mal? - Demi balançou a cabeça, assentindo. - Ela é maluca ou é cega?
Demi: Não, não, é uma imbecil. Além disso, está sempre contra mim - ela faz uma voz doce. - E além disso, hoje ela me bateu!
Emma: Ela bateu em você?! - Emma se assusta, passando a mão no rosto de Demi. - Ah, eu não acredito, esse colégio é pior do que uma prisão de mulheres.
Demi: Mãezinha, por favor, não me faça ir lá, eu te imploro, vai ser uma humilhação horrível - ela finge uma voz embargada.
Emma: Não, minha filha, tudo bem. Quem vai lá sou eu, tudo - ela passa as mãos no rosto de Demi. - O pai e essa menina vão me ouvir, você vai ver, vão me ouvir. Matthew! - grita ao motorista. - Vamos partir.

(...) Depois de todos os alunos entrarem em seus carros e voltarem pra casa, como sempre sobrava Chloe na escola;

Chloe: Porque eu não posso ir, pai? - perguntou, indo atrás do pai, sobre a sua festa.
Ethan: Porque não!
Chloe: Mas isso não é razão!
Ethan: Quer uma razão? Você não vai porque eu não gosto do Joe Walker e porque eu não gosto desse ambiente!
Chloe:  Não gosta do ambiente, mas adora os presentes que te dão, não é? - ela grita, mas fica em silêncio após o tapa que Ethan deu em seu rosto, com ferocidade.

Chloe encarou o pai, segurando as lágrimas.

Demi On

 Cheguei ao meu lugar desejado, com o Matthew cantando músicas italianas no banco do motorista. Suspirei e ao ver o carro estacionando.
 - Anda logo! - gritei, saindo do carro. - Que bom. Daqui a mais um minuto nós vamos buscar a minha mãe, está bem? - avisei.
 - Madame, não fique zangada - ele ainda me chamava de madame? -, tem que dar tempo ao tempo. Você ainda é muito jovem, tem muito tempo.
 Suspirei.
 - Tá bom, tem razão - concordei. - Afinal, a minha mãe vai levar um bom tempo conversando com aquele homem. Mas enfim, você fica aqui e me dá uma cobertura, ok? - disse enquanto caminhava até a enorme casa.
 - Sim, madame, estou aqui para isso - respondeu.
 - Está bem.
 Apertei o interfone.
 - Quem é? - uma voz de homem perguntou.
 - Oi, sou a Demi. Am... Eu vim buscar um envelope deixado pra mim pelo morador do apartamento 3 - anunciei.
 Por um instante, ninguém falou nada.
 Toquei novamente o interfone e ouvi a enorme porta se abrindo atrás de mim.
 - Até que enfim chegou - disse um homem de uniforme. - O senhor Ryan me disse que você chegaria cedo e só agora apareceu?
 - É o mais cedo que eu pude vir e eu tenho que ir rápido - respondi. - Então, vai me dar ou não?
 Ele bufou e entrou para dentro do prédio novamente, fechando a porta.
 - Qual é o problema? - gritei, e percebi que ele havia trancado a porta. - Velho maluco - bufei. - Tanta confusão por um envelope - olhei para Matthew. - Matthew! - gritei.
 - Sim, madame? - ele gritou.
 - Tenha cuidado - me virei para a porta do prédio -, aqui tem um velho meio doido, cruiz credo! - gritei.

Demi Off

(...) Emma realmente era louca? Suas botas chegavam a quase quebrar o piso liso e fino de Jayden, enquanto ela aguardava o homem vir;
 - Esse homem não vai me fazer ficar esperando como um objeto - ela suspirou e desceu as mesmas escadas novamente, a qual dava náuseas só de lembrar.
 Ao fim da escada, William apareceu.
 - O patrão pediu pra você entrar - disse ele.
 - Diga ao seu patrão pra ele sair - bravou ela. - Eu não posso, porque já já, alguém vai me buscar.
 - Senhora, é que...
 - Mas o que é? Ficou surdo agora, além de medroso? - gritou Emma. - Daqui eu não saio, senhor.
 Emma batia o salto agulha furiosamente nas escadas. Estava quase na metade.
 - Pode deixar, William - disse Jayden, chegando até o aposento. - Retire-se.
 - Tchau! - gritou Emma.
 William se retira, e Jayden se põe no lugar dele, ao final das escadas, encarando Emma.
 - Então veio fazer outro escândalo aqui, não é senhora? - perguntou ele, suspirando. Tinha a expressão cansada.
 - Não é nenhum escândalo. Dessa vez vou ser mais breve - suspirou. - A nota do jornal foi um erro do jornalista. Pronto. Terminei. Até logo.
 Ela sorriu forçadamente e se virou para subir as escadas.
 - Acha fácil, não é? - disse Jayden, fazendo Emma parar aonde estava. - Complica a minha vida... Em dois dias, o país inteiro me ligou... Isso vai acabar quando a senhora se retratar publicamente - ele dizia enquanto subia as poucas escadas que o afastavam de Emma. - Senão, vou continuar com a investigação até encontrar o verdadeiro culpado.
 Emma se hesita, odiando pensar que sua própria filha havia inventado tudo.
 - Está bem, eu vou me retratar - respondeu ela. - Acho que o senhor está exagerando. Essas coisas acontecem todos os dias, e ninguém fica tão revoltado como o senhor.
 - Essas coisas acontecem no seu mundo, não no meu.
 - Também não vale bancar o perfeito, não fica bem - ela conserta a alça de sua bolsa. - Já disse que vou me retratar, mas depois de uma coisa.
 Jayden juntou as sobrancelhas, querendo acabar logo com aquilo.
 - De quê?
 - De a sua filinha, aquela filhota de cascabel venenosa, pedir perdão a minha filha por dado uma surra nela.
 Jayden arregalou os olhos, pasmo.
 - Selena?
 Emma bufa e sobe as escadas. "Passar muito bem", foi o que disse antes de se retirar daquele ambiente.

Continua.

domingo, 3 de junho de 2012

Depois da Chuva - 63

“Eu não quero que seja pra sempre, nem que seja o certo. Só quero que seja.” — (Tati Bernardi)

 Corredor / Upper East Side .

 - E aí! - gritou Jacob, dizendo atrás de Chloe, que estava abrindo seu armário.
 A garota se virou, assustada. Jacob tirou do bolso uma linda rosa.
 - Eu trouxe pra você - ele estendeu para a garota. - Tá muito linda hoje.
 Ela o encarou.
 - Aí, Jacob, qual é a sua?
 - Nada. Nada, só que eu... - ele mexeu nos cabelos. - Eu quero que você vá a uma festa comigo hoje.
 - É brincadeira, não é?
 - Não, claro que não. É um convite.
 - E... Porque tá me convidando? - ela suspirou.
 - Ah, porque você é muito linda e... Porque seus olhos me fascinam... Porque seus lábios me fascinam... Ah, tudo me fascinam. Não sei, muitas coisas - Jacob sorriu. - Você quer ir ou não?
 Ela suspirou.
 - É que meus pais não gostam que eu chegue tarde em casa - respondeu ela. - E vai ser meio difícil.
 - Você não pode dizer pro seu pai que vai ficar na casa de uma amiga? - sugestou Jacob. - Sério, aí você pode ficar comigo a noite toda. E vamos voltar de manhã, eu acho.
 Chloe pareceu pensar, gostando do jeito como Jacob sorria pra ela.
 - Tudo bem - ela concordou, sorrindo.
 - Ta, mas não conta pra ninguém, porque vai ser na casa do Joe e eu não quero convidar ninguém - ele piscou e alisou o rosto de Chloe, saindo logo em seguida.

Demi trocou de roupa, e esperou sua mãe no corredor.
 - Demi! Meu amor! - gritou Emma, indo ao encontro de Demi no corredor, beijando seu rosto. - Como está, princesa?
 Demi afasta a mãe.
 - Mãezinha, você quer um fósforo e gasolina pra acabar de me queimar na frente de todo mundo? - disse Demi, virando os olhos para ver se todos os alunos a observavam.
 - Você acha que isso é maneira de receber a sua mãe, Demi? - perguntou Emma.
 - O que veio fazer aqui? - Demi estava estressada.
 - Minha filha, faz mil dias que não venho buscar você, qual é o problema, meu amor? - falou Emma, passando as mãos nos cabelos sedosos de Demi.
 - Mãe, fazem 5 dias e não mil. E eu tinha que fazer uma coisas antes de ir pra casa.
 - Eu vou com você - disse Emma. - Vamos?
 - Vem cá, você já parou pra pensar que as pessoas ás vezes não gostam que se meta em tudo?
 - Ué, as pessoas que me conhecem, toda essa gente gosta e quer ficar comigo.
 Demi riu.
 - Ta, mãezinha, mas eu não sou do seu fã-clube, eu sou sua filha e tenho minha vida, tá bom?
 - Porque você é tão grossa comigo, Demi? - Emma bufou. - Eu sou tão ruim assim?
 - Não é tão ruim assim, só que eu tenho necessidade de independência - Demi revirou os olhos.
 - Claro, você é tão independente que quando quer um comprar um aparelho de som nem pensa em me pedir permissão!
 - Você estava viajando - explicou Demi, pausadamente. - E além disso, o que foi? Virou unha de fome? O que aconteceu?
 - Não! Mas os seus modos me tiram do sério.
 - Ah, então não devia ter vindo - ela deu de ombros.
 - Por favor, filha - Emma suspirou. - Estou passando por momentos difíceis.
 - O que? O que aconteceu?
 - Problemas. Eu só tenho problemas na minha vida - ela suspirou.
 Demi levou a mão a boca, assustada.
 - O silicone estorourou, mamãe? :O '
 Emma bufou.
 - Ta vendo como você é?
 Demi riu.
 - Ah mãe, vê se ri um pouco - Demi ficou séria. - Tudo bem, o que foi?
 Emma olha para os lados e puxa Demi pra um canto.
 - Você não leu o jornal? - perguntou ela.
 Demi riu.
 - Ah, é por isso? - ela gargalhou. - Ah mãe, foi muito boa a nota de assédio sexual.
 - Como pode rir de uma coisa assim, Demi? Além disso, é tudo mentira!
 - Claro que é mentira, senão o sujeito estaria louco - disse Demi.
 - Eu sei. Por isso eu vou processá-lo.
 - Quem? - Demi juntou as sobrancelhas.
 - Esse senhor! Não consegue enxergar, ele inventou tudo isso pra se promover, o sem vergonha.
 Demi riu.
 - Não, mãezinha, nada a ver. Ele não inventou nada.
 - Espera aí, como você tem tanta certeza?
 - Porque quem inventou fui eu! - Demi esclareceu, sorrindo.
 - O QUE?!

 Saída / Upper East Side .

 - Mãe, é sério, aquele menino é o meu namorado - tentava explicar Isabella enquanto ela e a mãe caminhavam para o carro.
 - É, deve ser - disse a mulher, ironicamente.
 - Mãe, eu to falando sério.
 A mulher suspirou.
 - Isabella, ele fez alguma aposta, por acaso, porque não, não entra na minha cabeça - ela suspirou. - Você engordou. Engordou mais?
 - Não, eu to igual a sempre - respondeu Isabella, abaixando a cabeça.
 - Como não? Você está mais gorducha, você devia estar comendo pizzas e não sei o que, meu Deus, como eu na minha idade estou mais magra? - disse a mãe, caminhando até o carro, enquanto Isabella ficava parada.
 Ela não sabia o que dizer. Era a sua mãe. Apenas abaixou a cabeça, segurando o choro.
 - Isabella - chamou Nick, chegando até a garota. - Isabella, espera, não vai embora. Deixa eu dizer pra sua mãe que sou seu namorado.
 - Não, tá tudo bem, Nick - ela tenta sair.
 - Não, espera, porque? - Nick a puxa de volta.
 - Porque ela não vai acreditar - respondeu Isabella, com a voz embargada. - Nem ela, nem a Selena, nem ninguém. Ninguém acredita que você é meu namorado...
 - Isabella - interrompe Nick -, está exagerando.
 - Não, ela acha que você tá comigo por causa de uma aposta - responde Isabella.
 Nick observa a mãe de Isabella, e suspira.
 - Por uma aposta? - Isabella balançou a cabeça positivamente. - Espera, vem cá - puxa a mão de Isabella até sua mãe, em pé na frente do carro. - Oi, boa tarde, senhora - eles trocam um aperto de mãos. - Sou Nick Jonas, namorado da sua filha.
 A mulher não se mexeu. Apenas olhou assustada á confirmação de Nick.
 - É sério? - perguntou a mulher. Nick confirmou. - Muito prazer.
 - Igualmente - respondeu Nick. - Também queria pedir autorização se, no fim de semana, se a senhora quiser, eu aparecer na sua casa e me apresentar pra sua família.
 - Ah, claro que sim, encantada - sorriu a mulher. - Se não for com sua família, pode ser... É, deixa eu ver que dia...
 - Nós podemos ir agora - respondeu Nick, interrompendo. - Vou pegar minhas coisas e já volto.
 - Está bem. Pode ir.
 Nick se virou, mas pôde ouvir o pequeno múrmurio da mãe de Isabella:
 - Fecha a boca - a mãe disse para Isabella. - Vai pensar que você é uma debimental, além de gorda.
 - Desculpa - disse Nick, voltando novamente. - Só queria dizer que tem uma filha extraordinária. Deve sentir muito orgulho - ele sorriu.
 - Obrigada - a mulher sorriu.
 - Até logo, Isabella - deu um beijo em seu rosto e voltou para seu quarto.
 A mulher suspirou depois de Nick sair.
 - É encantador - disse ela. - Mas não acredito. Ah, não sei, não sei como. Anda, entra no carro.

 Quarto de Selena .

 - Porque esse idiota do Logan tinha que convidar o Joe pra ir pra casa dele? Eu não quero ir pra minha casa - dizia Emily enquanto arrumava sua mala.
 - Ah, Emily, então não vai - suspirou Selena. - Olha, porque não vai lá pra casa passar o fim de semana?
 - Ah, eu te amo! - gritou Emily, abraçando Selena. - Eu te amo, eu te adoro, muito obrigada, você salvou minha vida.
 - Amiga, eu sou assim, você sabe - sorriu.
 De repente a porta se abre.
 - Oi - disse Chloe.
 - Oi - disse Selena, friamente.
 - Selena - disse a filha do diretor, se aproximando de Selena. - Eu sei que não somos amigas nem nada, mas queria ver se podia me ajudar.
 - Porque você não vai pedir ajuda lá na... - disse Emily.
 - Não, claro que sim - interrompeu Selena. - Porque ajudar é a minha vocação, você sabe, Emily - se virou para Chloe. - Me diz, o que você tem?
 - É que... Eu tenho uma festa hoje a noite, e você tem roupas incríveis... Queria ver se me emprestava alguma - respondeu Chloe.
 - Ah, é claro que eu empresto - respondeu Selena, dando pulinhos. - Espera - ela foi revirar sua mala. - Deixa eu ver... A festa é de noite, não é? Não pode ir de jeans... Ah, este aqui - ela mostra o vestido maravilhoso. - Este aqui já usei duas vezes, e não vou querer usar de novo. E aí, o que você acha?
 - O que? - perguntou Chloe, surpresa.
 - Eu te dou de presente - Selena entregou o vestido nas mãos de Chloe.
 - Selena, é sério? - perguntou Chloe, boquiaberta. Seus olhos brilhavam. - É lindo! Obrigada.
 - De nada, flor - Selena sorriu.
 - Ele é... Obrigada, Selena.
 - E que festa é essa? - perguntou Emily.
 - É uma festa na casa do Joe - respondeu Chloe.
 Os olhos de Emily foram tomados por ódio.

Continua.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Depois da Chuva - 62

“A verdade é que não dá para fugir da dor, e eu continuo correndo, correndo, correndo e não saindo do mesmo lugar.” — Tati Bernardi.

 Piscina / Upper East Side .

 - Eu to falando a verdade, cara, é sério, acontece que as coisas se complicaram - dizia Logan a Joe e Jacob enquanto andavam pela área da piscina. - Por pouco eu consegui descobrir que a autora das cartas era a Chloe, porque ela tem um desses prendedores - ele mostra o acessório. - E são meio difíceis de achar. Obviamente eu não sei o que fariam sem mim. É sério, eu fui, sei lá, um James Bond em minha outra vida - ele sorriu.
 Jacob riu.
 - Não, é sério, se for a filha do diretor, eu não sei o que eu vou fazer, cara - disse Jacob. - E se numa dessas me expulsarem do colégio?
 - Jacob, deixa de ser burro. Com o que essa menina escreveu, pode avançar como um tanque de guerra - disse Joe, mordendo os lábios maliciosamente.
 Estavam falando de sexo, é claro.
 - Ou seja, você está querendo dizer que eu devo chegar nela? - perguntou Jacob.
 - É claro.
 - Perfeito! Na segunda feira eu telefono.
 - Na segunda feira? Aí vai ser tarde demais. Olha, é assim, meus pais vão sair de casa, entendeu? Convidamos uma amiga e ficamos nós quatro juntos.
 Jacob sorriu.
 - Que maneiro - faz um toque de mãos com Joe. - Valeu mesmo.
 - E aí, não tem uma garota pra mim também não? - perguntou Logan.
 Os dois suspiraram.
 - Joe, o Logan ajudou bastante com a investigação dele, arranja uma garota pra ele, cara? - disse Jacob.
 - Pode ser, né - respondeu Joe.
 - Eu levo o champanhe - sorriu Logan.
 - Ta bom. E como vai chamar a Chloe? - perguntou Joe.
 - Tudo bem, tá na cara que eu vou dizer que eu sei que é ela quem escreve as cartas pra mim e depois...
 - Jacob, Jacob, isso vem depois! Diz isso depois. Primeiro chega nela, depois tudo tem sua hora, parceiro, tudo tem sua hora.
 Os dois riram.
 - Por isso que eu gosto de você, você tem razão sempre, cara - disse Jacob. - Aí eu vou procurar ela e a gente se vê, ok? To partindo - trocam um aperto de mãos e Jacob vai caminhando pra fora do colégio.
 - Boa sorte! - gritou Joe.
 - Oi, meu amor - disse Emily, indo ao encontro de Joe e lhe dando um beijo. - Até que enfim te encontrei. Escuta, eu já avisei na minha casa que esse fim de semana eu não vou.
 - Porque? - indagou Joe.
 - Bom, como os seus pais não estão, eu pensei que podíamos ficar um pouco sozinhos na sua - respondeu Emily, sorrindo.
 Joe engoliu em seco.
 - Emily, sabe o que é... - ele bufou e se enrrolou. - É que vão dedetizar a minha casa, então...
 - Hum, você vai ficar aqui? - perguntou ela.
 - N-não, na verdade eu... - olha pra Logan. - Eu vou pra casa do Logan - sorri forçado. - Não é, Logan?
 Logan entende.
 - Ah... sim, sim. Ele vai sim. Na verdade, os meus pais já estão esperando a gente - disse Logan, caminhando pra fora.
 - Pois é. Até logo, princesa - Joe falou, logo em seguida beijando Emily.

Quarto de Selena .

 Nesse momento, Selena dormia. Parecia um anjo, dormindo em sono completamente profundo. Não havia ninguém no quarto. Miley já havia saído e Isabella corria para o quarto.
 De repente, Selena tinha certeza de que estava sonhando:

 Eu estava no meu quarto. Dormindo. É claro, tinha certeza de que eu estava dormindo. Estava com minha mini-blusa e meu mini-short, a mesma roupa que usava desde a briga que tive com a animal da Lovato. Eu não escutava nada, apenas o silêncio. Eu estava apenas de olhos fechado.
 Foi quando ouvi a porta se abrindo. E ainda mais, ouvi passos. Passos vindo em minha direção, passos vindo até minha cama.
 Eu não fazia ideia do que era e parecia também que eu não queria ver, que eu não tinha interesse.
 Senti a pessoa pegar minha mão e sentar ao meu lado na cama, sentar ao lado do meu corpo. Meus olhos estavam fechados.
 Seus dedos tocaram minha face com suavidade, com leveza, com doçura. Podia sentir o hálito fresco e seu perfume me embriagar, seu perfume me deixar dopada.
 Abri os olhos.
 Tive uma sensação estranha ao ver ele na minha frente. Era um sonho, com certeza. Olhei para seus olhos castanhos. Ele era perfeito. Usava uma blusa branca agarrada em seu corpo, deixando a mostra seus braços definidos. Seu cabelo cacheado me atraía horrivelmente. Seu sorriso era lindo, era o que nele chamava a atenção.
 Naquele momento, eu não sentia ódio de Nick Jonas. Na verdade, nunca senti ódio. Eu só fingia. Eu não podia estar apaixonada por esse caipira, era verdade. Mas ele, agora, perto de mim, era como uma miragem. Uma miragem linda que eu nunca mais queria acordar e parar de reviver. Ele sorriu pra mim, e foi um encanto.
 - Não, eu to muito feia - eu ri, botando as duas mãos sobre meu rosto. Seu rosto estava a centímetros do meu, meu coração saltava.
 - Não, não - ele tirou minhas mãos, voltando a olhar nos meus olhos. - Você está muito linda.
 Seu cheiro... Ah, que cheiro. Ele sorriu, igualmente como eu. E seu rosto se aproximou do meu.
 Seus lábios gelados tocaram nos meus, tão intensamente que meu coração era capaz de ser ouvido por tantas multidões. Eu estava adorando aquilo. Adorando aquele simples beijo.
 Que sonho. Era um sonho lindo. Seus lábios frios se mexiam, abri passagem para sua língua em minha boca, que ambas dançavam em uma sintonia perfeita. Me deixei ser levada pelo momento, pelo seu beijo. Era perfeito. Ele era perfeito. Maravilhoso. Deixei que minhas mãos fossem para sua nuca, agarrando aqueles cabelos com vontade, com desejo. Ele passou suas mãos a minha cintura, a apertando, dando leves mordidas em meu lábio inferior.
 Meu Deus, o que eu estava fazendo? Dane-se eu estava adorando. Podia beijá-lo até a eternidade, até não conseguir mais respirar. Mas comecei a me lembrar de uma coisa. Um flashback se passando em minha cabeça.
 Isabella.

Isabella: Ele é um homem gentil, maduro, bonito. Ah, ele cuida de mim, você nem faz ideia, fala de uma maneira impressionante. Parece que ele sabe de tudo do mundo. Ah, é a única pessoa que fez eu me sentir como uma princesa.

 Selena acordou, praticamente sufocando. Olhou para o quarto. Ninguém. O silêncio dominava. Ela respirou fundo.
 Ela havia mesmo sonhado com Nick Jonas?
 Balançou a cabeça, tentando tirar aqueles pensamentos. Era o namorado de sua melhor amiga. E o odiava. Ela não podia estar apaixonada por aquele caipira.
 - É tudo culpa sua, Isabella! - ela gritou a si mesma.
 Mas nesse momento, Isabella entrou no quarto, chorando, e se sentando em sua cama.
 - Qual é o problema comigo? - perguntou ela.
 - Nada, me perdoa. Tive um pesadelo horrível - disse Selena, bufando.
 - Ai, que inveja. O meu pesadelo é muito pior do que o seu.
 - O que você tem? Porque está chorando? - perguntou Selly, preocupada.
 - Minha mãe veio me buscar - respondeu Bella.
 - Espera aí, mas então não é tão ruim. De repente, isso quer dizer que está mudando.
 - É, mas cada vez ela fica pior - a garota chora ainda mais.
 - Ah, Isabella, fica calma, não chora mais - Selena se levanta e vai até a amiga. -  Me diz, me conta o que ela fez. Fala, eu te empresto a minha máscara. Isso vai ajudar e vai tirar as bolsas do seus olhos, e você não vai mais chorar e vai me contar toda a história. O que aconteceu?
 Antes de Isabella ter a chance de responder, a porta do quarto se abriu. E de lá entrou Nick.
 O coração de Selena quase se abalou. A respiração dela começou a falhar ao ver o próprio Nick, entrando em seu quarto, exatamente como em seu sonho.
 - O que está fazendo aqui? - perguntou Selena, com a voz falha. - Olha - ela se aproximou um pouco dele. -, que eu saiba você é um menino, e não pode ficar no quarto das meninas...
 - Shh - ele a mandou ficar quieta, e foi até Isabella.
 - Vai embora. Se a Sophia ver você aqui... - disse Isabella.
 - Shh - ele também a mandou ficar quieta, dando um leve beijo em seus lábios.
  Aquilo fez com o mundo de Selena desabasse. Ela sabia que já tinha que aceitar que Nick e Isabella se amavam, e ela quenem uma idiota o ficava desejando pelas costas da amiga. Mas isso era um segredo de Selena que ninguém jamais saberia. E Selena apenas olhava os dois, com uma inveja e um cíume terrível.
 - Isabella, na boa: não tem motivo pra você chorar - disse Nick.
 - Você diz isso porque não é a sua mãe - continuou Isabella, agora chorando menos e mais calma.
 Nick riu.
 - A minha mãe já me fez pagar muitos micos na vida.
 - Não acredito.
 - Ah é? Eu vou te contar. Uma vez eu estava conversando com uma amiga, aí de repente minha mãe chegou por trás e sabe o que ela me disse? - Isabella balançou a cabeça negativamente. - Queria que eu apresentasse a minha namorada - ele sorriu. Isabella deu um leve riso. - Isso é legal?
 Isabella sorriu.
 - Ta vendo? Assim você fica mais bonita - disse Nick.
 Aquilo estava sendo demais pra Selena. Ele era tão... Fofo, apaixonado.
 - Meninas! - gritou Sophia, batendo na porta.
 Os três se alarmaram e Nick se levantou da cama.
 - Ah não - disse Isabella.
 - Agora eu to ferrado - sussurrou Nick.
 - Se esconde! - Selena falou, automaticamente puxando Nick. - Se esconde embaixo da minha cama! Rápido, anda!
 Ela o puxou, e ele correu para debaixo da cama de Selena.
 - Entra - gritou Selena, se setando na cama em forma de borboleta.
 - Porque não respondem? - perguntou Sophia após abrir a porta.
 - Ah, desculpa. Sabe o que foi, Sophia? É que quando eu to fazendo ioga não gosto que ninguém me interrompa. Por isso não atendemos - respondeu Selena.
 - Jurava ter ouvido a voz de um homem - Sophia falou, olhando para os lados.
 Selena e Isabella riram forçado.
 - O que? Como assim? - disse Isabella.
 - Como assim? - falou Selena, rindo. - Sabe o que é? Deve ser a Isabella. Porque quando a Isabella se concentra muito, a voz dela fica super grave, não é? Quando você faz aquele barulho, fica com voz de menino.
 Enquanto Selena inventava desculpas, Nick estava nervoso embaixo da cama. Ele olhava para os lados, com medo de Sophia poder olhar embaixo da cama. Foi então que ele viu um objeto ao lado dele.
 Ele encontrou um sutiã de Selena. Um sutiã preto. Nick não soube descrever o que sentira naquele momento. Desejo, talvez. Ele pegou a peça em suas mãos, vendo como era delicada. O cheiro... Nossa, como ele era fissurado naquele cheiro. O cheiro doce e suave de Selena. O cheiro de sua pele, o cheiro natural. Aquela pele de pêssego, aquele rosto de anjo, aquele corpo, aquele sorriso, aquele jeito... Tudo em Selena o atraía, tudo!
 Mas ele se tocou e largou aquela peça no chão, de repente "acordando". O que ele estava fazendo se interessando por Selena. O plano era vingança. Só vingança. Nada além da vingança.
 - Ela não sabe fazer direito - continuava Selena, rindo forçadamente. - Pode ir, Sophia, eu te acompanho - ela foi empurrando Sophia até a porta.
 - Ta bom, chega de bobagens - disse Sophia. - Isabella, pega suas coisas, estão te esperando lá embaixo.
 - Ta bom, eu já vou - respondeu Isabella, e olhou pra Selena. - Vamos sair juntas?
 - Mas o William ainda não veio me buscar, o que eu faço? - ela suspirou e se virou pra Sophia. - Porque você não me ajuda e vai descendo pra ver se o William chegou pra me pegar?
 - Isabella, pega suas coisas e vamos - disse Sophia.
 - Ta, mas ainda falta fechar a minha mala - disse Isabella, se levantando e caminhando até a mala.
 - Fecha rápido, qual é o problema? - bufou Sophia. - A sua mãe está esperando, eu disse que ia descer com você - ela se vira pra Selena. - Anda rápido, vai.
 - Ta, quando eu acabar de fazer ioga, eu vou - respondeu Selena.
 Sophia a encarou.
 - Isso tá muito suspeito.
 - Suspeito? - Selena deu um sorriso amarelo. Estava com o coração na mão.
 - Fazer ioga? Sei...
 - Eu faço ioga todos os dias, Sophia. Eu juro, eu faço ioga - ela sorriu, abraçando Sophia, o que fez a secretária sorrir.
 - Vamos, Isabella - disse Sophia, caminhando até a porta.

 - Já foram - disse Selena depois de Nick sair debaixo da cama.
 Nick suspirou e caminhou até Selena.
 - Elas já foram - ela manteve uma voz firme, mas estava derretida pela aproximação de Nick. Agora era tudo real.
 - Ér... - ele suspirou. - Obrigado.
 - Não, não fiz por você - ela suspirou, tentando ao máximo não olhar nos olhos de Nick. - Fiz pela...
 - Ta, fez pela Isabella - acrescentou Nick.
 - Isso... isso... - como ela estava sem jeito. Os dois não sabiam o que dizer.
 - Tudo bem... - ele bufou. - Mas obrigado. Do mesmo jeito.
 Ela suspirou e assentiu.
 - Obrigado.
 E, do nada, Nick tascou um beijo em seu rosto, tão rápido que quando Selena "acordou" Nick já tinha saído.
 E, involuntariamente, a garota deixou escapar um sorriso.

Continua.

Depois da Chuva - 61

“A maioria dos dias do ano é comum. Eles começam e terminam, sem nenhuma memória durável nesse tempo. A maioria dos dias não tem impacto no decorrer da vida.” — 500 Dias Com Ela.
  Quarto de Selena .

 - Cara, ninguém merece, acabou com o seu cabelo, não tem mais jeito - disse Emily enquanto tentava desembaraçar os cabelos de Selena após a briga e a confusão com Demi.
 - Ai não, Emily - Selena choramingou. - Não me diga isso. Eu não consigo acreditar, a gente brigou feito duas caminhoneiras. Ah que horror, não consigo acreditar que eu baixei o nível desse jeito... AI, Isabella! - ela gritou, e as garotas riram. - O meu pé! Você está fazendo cosquinha nele.
 As garotas riram, enquanto Isabella massageava os pés de Selena.
 - Desculpa, mas é que eu não sei fazer massagem direito - disse Isabella. - Eu só quero ajudar.
 - Pelo menos eu vou pra minha casa - bufou Selena. - E eu vou ter que chamar 8 massagistas pra tirar esses nós que eu tenho aqui.
 - Nós e hematomas! Como essa bruxa bate - disse Emily, suspirando. - Quer dizer, a garota.
 - Não, não, nem bruxa, nem garota. Não podemos insultar o gênero feminino chamando aquele boxeador assim - Selena riu.
 - Legal, você conseguiu o que queria, não é? Demi está fora do grupo de dança - Emily sorriu.
 - Ah claro. E se quer dançar, só vai dançar por cima do meu cadáver!
 Alguém bate na porta.
 - Quem é? - perguntam as três;
 - Desculpe, com licença - disse Miley, entrando no quarto.
 Isabella a olhou com desprezo.
 - Oi, Miley - Selena esboçou um sorriso.
 - Oi, Selena. Você está legal? - ela se aproxima da cama onde Selena está.
 - Ah não, eu to péssima - respondeu Selena. - Depois de tudo aquilo que eu tive que viver - ela bufa e deita no colo de Emily. - Juro que nunca foi tão difícil ser eu, Miley. O que tá acontecendo comigo?
 Miley se virou para Isabella.
 - Isabella, o Nick está procurando você.
 - É sério? - os olhos de Isabella brilharam. - Onde ele está?
 - Lá fora - aponta pra porta.
 Isabella se levanta e caminha rapidamente pra fora.
 - Isabella, minha massagem! - grita Selena, mas Isabella a ignora.
 - Posso? - Miley aponta para os pés de Selena. - Eu entendo um pouquinho de massagem.
 - Sério? - Selena perguntou, e Miley foi fazendo uma massagem. - Ai, Miley, que maravilha. Você é meu anjo. - ela sorriu.
 Miley riu.
 - Calma, também não exagera.
 - Miley, você vai pra sua casa? - perguntou Selly.
 - Hum, não. Eu acho que não.
 - E você? - pergunta pra Emily.
 - Ah, eu acho que não - respondeu ela. - Mas eu tenho que contar uma coisa: o Joe me disse que os pais dele saíram de viagem e tá com a casa pra ele sozinho. Ah tomara que ele me convide, né?
 - Ah, Emily - Selena riu.
 - Olha, o seu cabelo já está desembaraçado, viu? Eu vou procurar o Joezinho porque eu estou morrendo de saudade - Emily largou o pente na cama e se levantou, correndo até a porta e saindo logo em seguida.
 - Que novidade! - grita depois que Emily sai.
 - Escuta, Selena - Miley se levanta e se senta ao lado de Selly. - Eu trouxe uma coisa pra levantar um pouquinho o seu astral - ela pega a sacola verde que tinha nas mãos.
 Selena pega o objeto, maravilhada.
 - Ah não - seus olhos brilharam e ela sorriu. - Você consertou, Miley! - ela olhava o retrato. - Miley, obrigada! - dá um belo abraço em Miley.
 - Agora sim, aproveite que vai passar o fim de semana na sua casa e põe uma foto - sorriu Miley.
 Selena ficou tensa.
 - Só se for a minha, porque você sabe que eu não tenho da minha mãe.
 - Ah, desculpa - Miley suspirou. - É que a Demi me disse que isso era um pouco impossível, eu juro que eu pensei que você tava brincando comigo.
 Selena baixou os olhos.
 - O que foi? Tá chateada porque eu disse o nome da Demi?
 - Não - respondeu Selena. - Não, mas eu acho... que talvez tenha razão. É super estranho eu não ter uma foto da minha mãe.
 - Ah, relaxa. Olha só, vem cá - ela se sentou atrás de Selena. - Encosta aqui em mim que eu vou fazer uma massagem pra você dormir bem melhor, ok?
 - Acontece de tudo comigo - disse Selena, se encostando em Miley e fechando os olhos.
 - Ai, cala a boquinha. Cala a boca. Fica quietinha, ok? - as duas riram.
 Ali, com certeza, se formava uma grande amizade.

Quarto de Demi .

 - Eu entendo que estejam super contentes por terem entrado pro grupo - dizia Demi no alto da escada para todas as garotas, as quais estavam embaixo, olhando pra ela no alto.
 - Olha, Demi, a gente sempre tentou entrar, desde o 1º ano e sempre fomos rejeitadas - disse Chloe.
 - Esse é o problema, meninas! - gritou Demi.
 - Que problema? - perguntou Madison.
 - O grupo de dança é a maior enganação que existe. Vem cá, quem a Selena acha que é pra dizer quem entra e quem não entra? - Demi respondeu, nervosa. - Perdão, quem fez teste com ela? Alguém sabe?
 - Ela sempre foi diretora - Chloe.
 - É claro, porque o pai dela comprava as coisas. Mas agora tem coisas novas.
 - Tá querendo dizer o que? - Madison.
 - Vocês não tem que pertencer ao grupo das cabeças ocas. Nós podemos formar o nosso próprio grupo! - Demi sorriu.
 - Impossível - disse Natalie. - Sempre que tem festivais em outros colégios, chamam o grupo da Selena.
 - Porque é o único que tem, não é? - Chloe riu.
 - Tinha! - gritou Demi. - O que aquelas idiotas tem que nós não temos, hein? Vocês já perceberam que são boas, e vocês sabiam disso a muito tempo, só que a Selena nunca deu oportunidade. Temos que formar o nosso próprio grupo, e não vão ter que mendigar o que vocês merecem. É isso aí.
 Natalie riu.
 - Elas tem o poder.
 - Não - disse Demi firmemente. - Se vocês se unirem ao meu grupo, as coisas vão mudar. E vamos ter tanto poder quanto elas. Ou até mais. Quem topa?
 - Eu to dentro! - gritou Madison, levantando a mão.
 Só Madison também.
 - Agora que nos aceitaram, se desistirmos, a Selena não vai deixar a gente chegar perto delas - disse Natalie.
 Demi se enfureceu.
 - Vem cá, também pede permissão pra ir ao banheiro, queridinha? Qual é!
 - Meninas! - gritou Madison, fazendo todas a olharem. - Pensem. Tem um fim de semana inteiro pra isso e depois dão a resposta.
- Tudo bem - disse Chloe. - Até segunda feira - ela sorriu e as garotas saíram do quarto.
 - Não podem ser controladas por uma cabeça oca, por uma menina artificial! - gritou Demi para as garotas, que saíam. - Ta, então fiquem com a barbie sem cérebro! - ela bufou.

Corredor / Upper East Side .

 Após sair do quarto de Demi, Chloe se senta no corredor, carregando uma maleta preta suspeita. Ela se senta e espera não ter mais movimento no corredor e olha para os lados, segurando a maleta com força. Ela suspirou, mas foi interrompida por algo caindo em sua cabeça. Ela se vira e vê um aviãozinho de papel. Levanta os olhos e vê Logan, pendurado nas colunas do colégio.
 Ele sorria.
 - E aí, Chloezinha.
 - O que você está fazendo aí? - perguntou ela.
 - Nada. Você estava pensando em escrever uma das suas - ele inclina a cabeça e sussurra: - cartas anônimas?
 - Logan, você é um perfeito imbecil, eu só estava pegando um pente - ela pega um pente em um bolso. - Você não tem mais nada de interessante pra fazer?
 - Você sabe que isso é a coisa mais interessante que eu tenho pra fazer agora? - ele riu.
 Chloe o ignora e mexe em seu cabelo ruivo e liso. Logan a observava, ainda sorrindo. Mas seu sorriso aumentou depois que percebeu o simples detalhe: Chloe prendia sua franja com uma das pregadeiras que ele havia achado no corredor a pouco tempo atrás. Era idêntica a outra pregadeira, era praticamente a mesma!
 O que isso significava? Chloe também escrevia as cartas românticas a Jacob?

Entrada do Upper East Side / Estacionamento .

 - Mas você não vai me convencer - dizia Isabella, enquanto ela e Nick andavam pelos campos. - Se não sair no fim de semana, eu também não saio. Prefiro ficar com você.
 - Não, Isabella. Eu acho que é mais conveniente você ir pra sua casa.
 - Onde eu vou ficar melhor se não for ao seu lado? Talvez a gente posso tomar sol, ou então podemos ir ao cinema? - ela sorriu.
 Nick bufou. Ela realmente estava apaixonada por ele. Como ele pode deixar isso ir mais a fundo? Ele se sentia um lixo por usar Isabella.
 - Isabella - ele bufou -, temos que conversar, ok?
 - Sobre mil coisas, por isso quero ficar com você.
 - Não, eu sinto que o mais recomendável é você ir pra sua casa, e assim nós dois vamos ter tempo pra pensar.
 - Mas pensar em quê? - perguntou ela, confusa.
 - Em... Em nós dois, nesse relacionamento...
 - Qual é o problema do nosso relacionamento?
 Nick tentava encontrar as palavras.
 - Bom...
 - Isabella, Isabella! Que saudade! - uma garotinha minúsculo vinha correndo pelo campus, abraçando Isabella com toda força, pulando em seus braços.
 - Samantha, que surpresa! - Isabella sorriu. - Como vai?
 O sorriso de Isabella desapareceu quando avistou sua mãe.
 - Mãe, aconteceu alguma coisa? - perguntou Bella, tensa.
 - Não, o que podia acontecer? Viemos te buscar - respondeu a mãe. - E não me faça ceninhas, por favor.
 - Desculpa - respondeu Isabella, e voltou sua atenção para Nick. - Olha, essa é a Samantha, a caçula das minhas 4 irmãs. E ela é a minha mãe.
 - Oi - Nick sorriu, cumprimentando Samantha. - Aposto que você é a mais linda de todas.
 - Como é que você sabe? - perguntou a garotinha.
 - Porque... mais linda impossível, não é? - sorriu Nick.
 - Como se diz, Samantha? - disse a mãe de Isabella, cutucando a garotinha.
 - Obrigada - respondeu Sam.
 Nick olhou para a mãe das meninas.
 - Oi. Nick Jonas - apertou a mão da mulher.
 - Olá - disse a mulher, friamente.
 - Que surpresa ter vindo, mãe - disse Isabella. - Deve ter algum motivo.
 - Não seja grossa comigo, tive a tarde livre, só isso!
 - Diz pra ela, mamãe, diz pra ela! - gritou Samantha, puxando a saia de sua mãe.
 - Ah meu Deus, o que eu tenho que falar? Samantha, vá comprar um doce, aqui está o dinheiro, anda logo! - a mulher gritou, enfurecida, praticamente empurrando a menina.
 Mas a garotinha voltou.
 - Viemos porque Isabella disse que tinha um namorado e nem ela e nem papai acreditam! - gritou a menininha, rindo.
 Isabella desabou.
 - Samantha, querida, vá brincar lá dentro - gritou mais uma vez a mãe, empurrando a menina.
 - Vou pegar minhas coisas, me espera no carro - Isabella se apressou e correu para dentro da escola, segurando sua expressão triste.
 - Com licença - disse Nick, correndo atrás de Isabella.

Corredor / Upper East Side .

 - Isabella, isso não é pista de atletismo! - gritou Sophia ao ver Isabella correndo no corredor, indo direto para o quarto.
 Ela parecia estar... chorando?
 - Que absurdo - suspirou Sophia, voltando a colar os avisos na parede. - Quando não é uma coisa, é outra.
 - Isabella, Isabella! - gritou Nick, correndo em direção ao quarto.
 - Espera aí, espera! - gritou Sophia, fazendo Nick parar. - O que faz aqui? Você não sabe que os homens não podem circular aqui por essa área?
 - Am... Não, não sabia.
 - Não sabia? É o que todo mundo diz - ela diz irônicamente. - Mas essa é a regra número 1 desse colégio. Leia isso. Eu botei bem ali - ela aponta para o mural. - Eu renovo toda semana. Mas sempre tem uns espertinhos que arrancam.
 - Não, mas eu só queria falar...
 - Eu quero que você respeite as normas da escola. Por isso você vai ter que assinar um relatório. Vamos á diretoria - ela puxa o braço de Nick.
 - Ah, por favor...
 - Venha, vamos logo - e puxa Nick.

Continua.

Depois da Chuva - 60

“Ninguém sabe direito o que é felicidade, mas, definitivamente, não é acomodação. Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático. Muito seguro, mas que aborrecimento. É preciso um pouquinho de turbulência para a gente acordar e sentir alguma coisa, nem que seja medo.” — Martha Medeiros.
  Corredor / Upper East Side .

 - Escapou! - gritou Logan, batendo o punho no armário, repleto de ódio.
 - Cara, fica frio - disse Joe.
 - Ah, qual é o seu problema? Como que ela escapou? - perguntou Jacob, dando um leve sorriso.
 O sorriso de Jacob desapareceu.
 - Ah, não brinca, Logan, você estava atrás dela?
 - Não sou seu empregado! - gritou Logan.
 - Não grita comigo!
 - Não sou seu empregado, ok? Se você queria tanto, porque não foi atrás dela?
 - Agora estamos na mesma... - disse Joe, tentando apartar a situação.
 - Não grita, cara. Ta me deixando de mau humor - disse Jacob. - Estamos outra vez na mesma.
 - Não, a gente não tá na mesma - disse Logan, suspirando. - Porque, obviamente, a gente já sabe que essa menina deve ser muito magra, não é a Chloe, porque a Chloe é mais gostosa!
 - Ai, Logan, não brinca - bufou Jacob. - A gente nem viu direito, do que tá falando?
 - Gente, acabou. Vamos pra sala, ok? - disse Joe, bufando.
 Os dois o ignoraram e Joe encarou o chão, como não suportava aquilo. Seus olhos se apertaram para um objeto caído no chão, e ele se abaixou. Pegou um objeto brilhante - uma jóia.
 - O que é isso? - Joe se perguntou, e os garotos o olharam.
 Ele riu.
 - Legal - Joe sorriu. - Já sabemos que escreveu as cartas - ele estendeu o objeto aos amigos.
 - Quem? - indagou Jacob.
 - Nossa escritora apaixonada é dona disso aqui - ele mostrou o objeto.
 Jacob riu e pegou o objeto.
 - Até que enfim, tá vendo? Pelo menos estamos avançando. Sério, olha, isso não é muito, mas...
 Quem seria a garota misteriosa?

Sala de dança / Upper East Side .

 - Eu tenho que fazer o teste com a filha daquele vedete vulgar - reclamou Selena com Isabella, entrando na sala. - Além disso, vou ter que ver a cara dela todo dia. Isabella, eu preciso que me ajude.
 Isabella riu ironicamente.
 - Você acha que uma gorda como eu pode ajudar você em alguma coisa? - perguntou ela.
 - Há quantos anos estou tentando tirar essa ideia da sua cabeça? - suspirou Selena. - A única pessoa que se sente horrível aqui é você, não sei porque.
 - Bom, nisso você tem razão - Isabella sorriu. - Você sempre me ajudou.
 - Viu? Mas você gosta de me acusar injustamente - Selena bufou. - Isabella, você é a única pessoa nesse mundo que sabe o quanto é difícil ser eu. Ainda mais hoje! Eu não sei porque me acontecem essas coisas.
 - Mas é que eu não suporto como você trata o Nick, esse é o meu problema - Isabella parecia alarmada. - É sério, o Nick não te fez nada, e... é a primeira vez que eu me apaixono, é tão especial pra mim - a garota sorriu, no mundo da lua. - Sabe, se eu tivesse que morrer amanhã, eu não me importaria. Porque a minha felicidade seria completa sabendo que eu estive com o Nick e namorei com ele, e... desde então a minha vida passou a ter muito sentido...
 - Isabella! - interrompeu Selena, aturdida.
 Selena não suportava. Não, era demais. Demais pra ela. Isabella realmente amava Nick! Isabella falava nele tão docemente, do quanto ele era perfeito, maravilhoso, do quanto a fazia voar, de como ele a tratava, babava a cada vez que falava o nome do garoto, quando o via só faltava desmaiar... Selena não suportava isso. Ela não suportava porque sentia a mesma coisa. A mesma intensidade que Isabella sentia quando via Nick, quando pensava em Nick; parece que um choque se passava por Selena. Seu coração acelerava quando o via, ainda mais quando o tocava, mesmo sendo poucas vezes. Ela queria tê-lo. Mas ele agora tinha Isabella, e pareciam estar bem. Ele era sincero, honesto, homem e principalmente, era lindo e não suportava Selena. Na verdade, ele a desprezava. Por isso mesmo, Selena o queria. Nunca houve um sequer que rejeitasse Selena. Ela era perfeita, todos a queriam, não passava despercebida, era linda. Mas o caipira a rejeitara.
 E ela sentia tamanha vontade de estar com ele, ao lado dele, que sentia, pela primeira vez, inveja de Isabella.
 Mal sabia Selena o que o próprio Nick em relação a ela.
 - Isabella, está vendo? É isso que me preocupa - disse Selena, se recompondo de seus pensamentos. - Você não pode ficar assim por alguém que mal conhece, que nem sabe... nem sabe como é, que costumes tem.
 - Diz isso porque nunca se apaixonou - Isabella balançou a cabeça. - O amor... o amor é um sentimento que te preenche, e você não para de pensar nessa pessoa o dia todo - ela suspira. - Qualquer coisa, qualquer coisa é insignifcante, você faz por ele e pra ele.
 Selena observava Isabella, com um aperto no coração. Ela conhecia bem essa sensação. Conhecia até demais. Mas nunca deixaria que Isabella soubesse, ou desconfiasse.
 - Bom...
 - Mas você não entende nada disso - interrompeu Isabella.
 - É... eu não entendo - Selena suspirou. - Mas eu prometo que... que eu não vou me meter mais com o caipira. Mas que isso não nos separe, ok? Você e eu juramos que nunca iríamos brigar por nenhum menino.
 - Essa é a diferença, Nick não é nenhum menino - Isabella sorriu. - Nick é um homem maduro, gentil, bonito - ela suspirou. - Ele cuida de mim. Você não faz ideia, ele fala de uma maneira impressionante. Parece que ele sabe de tudo do mundo. É a única pessoa que me fez me sentir... uma princesa.
 Selena não aguentava. Ela estava com cíumes mesmo? Nunca imaginou isso em momento nenhum em sua vida. Sentir cíumes, inveja, da melhor amiga. Da própria melhor amiga. Selena tinha certeza: estava apaixonada por Nick! Queria chorar ouvindo as palavras de Isabella, queria correr até Nick e ter uma conversa de paz com ele, queria estar ao lado dele, queria senti-lo. Era tão complicado. Ela se odiava por estar apaixonada por aquele caipira bonitão. Odiava mais do que tudo.
 - Selena! - Emily gritou, interrompendo os pensamentos de Selena, entrando na sala. - Eu acabei de ver a Demi, você não tem ideia de como ela tá ridícula, e tá vindo pra cá.
 - Ah não, espera - Selena respondeu, se inclinando até a mesa e pegando sua prancheta. - Olha, vamos fazer essa seleção rápido, vamos deixá-la dançar um pouquinho, fazendo um papel ridículo e depois dizemos "Bye, Bye" - ela sorriu.
 - Beijinhos a todas e bye bye - Isabella sorriu e as três riram.
 - Mas onde está essa menina que não chega? - disse Selena.
 Sua pergunta foi respondida por Demi entrando na sala, completamente... esquisita.
 Demi havia prendido o cabelo preto e sedoso em maria-chiquinha e as garotas fizeram o mesmo. Havia amarrado fitas também. Com certeza, estavam tortos. Vestiam mini-shorts e mini-blusas e várias jóias.
 - Demi, o que é isso? - Selena perguntou, pausadamente, boquiaberta. Aquilo estava horroroso, na opinião própria de Selena.
 - São as candidatas, não está vendo? - perguntou Demi. - Então, vamos começar?
 - Não, não - respondeu Selena. - Acontece que tem um pequeno detalhe: essa seleção era pra você sozinha! Ok? Porque não chegou na hora no outro dia. Ponto! Pode levar tudo isso pro seu circo com seus palhacinhos juntos - apontou para as garotas.
 Demi riu. Na verdade, gargalhou.
 - Espera aí, projeto de Paris Hilton - disse ela. - Nós viemos pra seleção porque a professora nos chamou, ok?
 - Tudo bem. Mas nós não temos tempo, tá legal? - disse Emily, e se virou para as amigas. - E aí meninas, vamos?
 - Me dá o CD - pediu Demi a uma garota de seu grupo, que a entregou. Ela se voltou para o grupo de Selena. - Mas nós temos tempo. Então, teremos a tarde toda, eu acho. Vai, bota aí - ela entregou o CD para Isabella.
 - Vai, bota - gritou uma garota do grupo de Demi.
 Isabella encarou o CD e as garotas com nojo, e foi para o som.
 - Vamos dançar, projetos de Ciara - gritou Selena se sentando na mesa.
 - Isso aí - gritou Demi, sorrindo. - Vamos lá, galera.
 - Anda logo, eu quero ver - disse Selena, se apoiando em seus cotovelos, olhando cinicamente para Demi.
 As duas se encaravam freneticamente.

Mansão Emma Brown .

 - Eu já perdi a minha manhã toda - disse Emma ao advogado de Jayden, sentado em sua sala. - Vamos terminar cm isso.
 - Tudo bem - ele suspirou. - Bem, sabe como é, senhora. As vezes é melhor um bom acordo do que um bom processo.
 - Tem razão, Emma - disse Mia. - Esses processos são terríveis.
 - Mas eu adoro - Emma sorriu cinicamente. - Este não seria o primeiro e nem o último, mas fique sabendo que eu ganhei todos.
 - A senhora é uma pessoa inteligente - o advogado sorriu. - Sabe que é impossível ganhar este.
 - E porque? - Emma levantou as sobrancelhas. - Porque o seu cliente é um homem muito poderoso? Eu não entendo porque.
 - Porque é fácil provar que foi a senhora que provocou tudo isso - respondeu o advogado.
 - Mas não fui eu - Emma se levantou. - E tem mais, vou localizar o jornalista que deu a nota, ele é um amigo meu. Por isso ele vai testemunhar que foi esse Gumez que inventou tudo.
 - Gomez! - o advogado corrigiu.
 - Gomez - ela pronunciou com nojo -, que inventou tudo - ela bufou. - Suquinho, Benjamin. Já estou falando besteira - ela pediu ao assistente.
 - Isso não faz nenhum sentido - disse o homem. - O que meu cliente ganha sendo acusado de assédio sexual?
 - Eu não sei - respondeu ela. - Olha, talvez o sujeito seja impotente, ou seja gay... o senhor é que sabe, o senhor quem limpar a imagem dele, não é isso?
 - Por favor, senhorita...
 - Senhora! - gritou Mia.
 - Senhora! - gritou Emma.
 - Senhora - disse o homem. -, meu cliente já saiu com supermodelos e empresárias, na Europa é um dos víuvos mais cobiçados.
 - Obrigada, Benjamin - ela sorriu, quando o garoto a deu um suco, e voltou sua atenção ao advogado. - Ele é viúvo? Com certeza a mulher dele morreu de tédio ou ficou dormindo e nunca acordou - ela riu com Mia.
 - A esposa dele morreu a muitos anos. Num acidente - o homem suspirou. - Desde então ele se preocupou em não sair em jornais e revistas, manteve total discrição. Com que intenção vai querer aparecer nos jornais agora?
 - Meu filho, eu não sei, eu não tenho a menor ideia - disse Emma, nervosa.
 - Meu cliente oferece um acordo justo - insistiu o homem. - Não vai exigir da senhora nenhum centavo. Só pede que se retrate. E tem mais: se precisa de publicidade, posso botá-la em contato com as melhores agências.
 - Eu não preciso de publicidade, estou na melhor fase da minha carreira! - bravou Emma. - Publicidade eu tenho de sobra, não seja ignorante!
 - Então porque faz isso?
 - Não se faça de bobo. O senhor sabe muito bem que eu não fiz nada, e já me cansei, vai embora, por favor. Benjamin, bota pra fora! - ela gritou.
 Em 2 segundos, Benjamin - que era um brutamontes -, já estava agarrando pelos braços do advogado e o arrastando para fora.
 - Eu entendo - gritou o advogado. - Mas se não aceitar o trato, vamos ter que nos ver novamente.
 - Vai logo, por favor, Benjamin - ela gritou, ignorando completamente o advogado. - Bota pra fora!
 Emma suspirou depois de o homem ter saído.
 - Desse jeito eu não vou a nenhuma prova de figurino - ela caminhou até o quarto.
 - Eu vou te fazer um chá de camomila bem caprichado - disse Mia, indo atrás. - Respira profundamente.
 Emma se sentou na cama, com a cabeça entre as mãos, respirando fundo.
 - Agora que você está mais calma, pensa uma coisa - continuou Mia -, e se o homem não mentiu? E Gomez não quis ganhar publicidade?
 - Quem foi então? - disse Emma.
 - E se foi uma invenção do jornalista?
 Emma juntou as sobrancelhas e balançou a cabeça. Aquilo era demais.
 - Não não - ela suspirou. - Eu o conheço muito bem. Ele é um bom sujeito.
 - Talvez tenha sido obrigado. Ou uma informação errada - manifestou Mia. - Porque antes de armar um escândalo na TV, você não confirma se ele não tem culpa, sei lá?
 Emma bufou, e pareceu pensar.
 - Não, espera aí - ela suspirou. - Liga pra ele de novo, e se cair na caixa postal deixa um recado pra ele me ligar. Ou então eu chamo a polícia.
 Mia assentiu e saiu do quarto.
 Emma suspirou e se deitou.
 - Ainda bem que a Demi vai sair hoje - disse a si mesma, sorrindo involuntariamente. - Pensar que eu vou passar o fim de semana com a minha filha é a única coisa que me acalma.

Sala de dança / Upper East Side .

 Começou a seleção. E devemos dizer, estava incrível. Mas será que aos olhos das nossas júris estava. A cada garota que entrava e saía depois de um espetáculo era um múrmurio diferente. Selena, Isabella e Emily queriam avaliar uma por uma primeiro, para depois ver como todas dançavam juntas, se dançavam em um ritmo bom. Na verdade, todas as garotas estavam incríveis, dançavam em um movimento brusco e suavizante, principalmente Demi, que chamou a atenção das garotas. Depois todas tiveram que dançar juntas, e bem, foi incrível, devemos dizer.

 Dança.

 - Bueno, bueno, bueno - disse Selena, em espanhol como gostava, se levantando da cadeira depois da apresentação. - Bueno, chicas! - ela sorriu. - Esse ano encontrei um bom nível entre vocês. E apesar do meu grupo sempre ter sido super reduzido e sempre muito exlusivo, eu acho que esse ano ele vai crescer.
 Selena sorriu, o que encheu as candidatas de esperança.
 - Porque a verdade é que todas vocês se saíram muito bem - continuou Selena. - E eu tenho ótimas notícias: todas passaram! - ela sorriu.
 As garotas murmuraram, surpresas. Como assim passaram? Tentaram por anos e do nada passam? As garotas ficaram aturdidas, mal podiam pensar direito.
 Mas Demi estava achando aquilo muito estranho.
 - Todas menos uma - o sorriso de Selena desapareceu.
 O sorriso de todas desapareceu.
 - Menos você, Demi - Selena fez biquinho. Todas as garotas ficaram boquiabertas. - Sabe porquê? Olha, eu acho que você tá muito fraca, e ano que vem pode ser melhor. Excusar (desculpa).
 - Ah é? - Demi levantou as sobrancelhas. Estava explodindo em ódio - Então vai ver meu nível, estúpida!
 E a briga começou. Demi puxou o cabelo de Selena, completamente maluca de ódio. Ela havia treinado as garotas, havia feito tudo certinho, e no final seria a única que não passaria? Não. Demi Lovato não aceitaria isso.
Continua.