sábado, 26 de janeiro de 2013

Um Dia de Cada Vez - 05

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás. Então eu pego o passado, e transformo em poesia ou coisa assim." — Caio Fernando Abreu.

Dormitório de Nick, Highland Private

 Nick rapidamente saiu da cafeteria, voltando ao colégio, fazendo as malas ás pressas para ir logo á casa de Jayden. Não via a hora de chegar, pois uma perspectiva muito grande crescia dentro de si a cada dia. Cada vez mais estava mais perto dos segredos de Jayden, da intimidade dele. Isso o deixava feliz, realmente. Não estava se tornando amigo, não queria isso. Chegando ao quarto encontrou com Aiden e Josh, os dois também fazendo as malas.
— Aí, Josh, valeu mesmo por mandar o diretor pra longe da boate. — Falei enquanto arrumava minha mochila e ele abriu um sorriso. — Você foi legal.
— Mas não adiantou, não é? De qualquer maneira pegaram vocês. — Ele suspirou.
— Pois é, o diretor já está abusando. — Bufei, largando a mochila em cima da cama. — Não vamos ter tempo livre na semana, mas pelo menos não mandaram chamar os nossos pais, o que foi um alívio.
— Então correu tudo bem?
— Melhor do que esperávamos. — Ele suspirou. Nick juntou as sobrancelhas, parecendo avaliar Josh. — Escuta, porque você não fez as suas malas? — Apontou para o armário do garoto.
— Am... Eu não vou sair nesse fim de semana. Eu vou ficar... Lendo. — Ele deu um sorrisinho de canto. Nick o olhou confuso, mas logo balançou a cabeça. O estranho Josh Harris, ele já devia se acostumar.
— Eu não vejo a hora de ir embora. — Falou Nick, colocando sua mochila nas costas, dando um leve sorriso. — E você, Aiden?
— Eu vou pra minha casa. — Aiden deu de ombros enquanto organizava algumas coisas em sua mochila pequena. — Eu te convidaria, mas é que eu tinha que ter avisado. E acabei esquecendo. — Deu de ombros.
— Não, cara, não se preocupe. Eu já tenho algumas coisas pra fazer. Vamos logo? — Gesticulou pra porta.
— Deixa eu só guardar uma coisa... — Ele suspirou. — Pronto, vamos. — Fechou a mochila.
— Até logo, Josh. — Disse Nick enquanto ele e Aiden deixavam o quarto. Aiden deu um aceno para Josh e um sorrisinho antes de sair.
 Aiden saiu primeiro do que Nick, enquanto o mesmo virou-se de costas para olhar Josh. Nick nunca entendeu Josh. Não só Nick, mas todos ali. Tudo bem que Josh era meio excluído do grupo dos adolescentes, o breguinha, o fraquinho, o frutinha, mas Nick o via de modo diferente. Eram do mesmo quarto, estavam perto, mas a mente de Josh estava sempre distante. O garoto estava sentado imóvel ao pé da cama, olhando para o nada por entre seus óculos de grau. Suas calças boca-de-sino voavam enquanto ele balançava as pernas na forma de ter o que fazer.
— Ei. — Chamou Nick, fazendo Josh se virar meio sobrassaltado. — Pelo menos leva a gente até a porta.
— Ah, ok! — Respondeu Josh rapidamente, se levantando. — Vamos!
 Os garotos saíram. Não demorou 2 segundos até que o indivíduo vestido de roupa militar e com uma máscara que só via parte de seus olhos saísse de trás de algum armário. O integrante da Seita andou cautelosamente pelo quarto, procurando ver se havia mais algum movimento. Vendo que estava seguro, correu rapidamente até o armário de seu maior interesse. Abrindo-o, seus olhos lampejaram. Ele rapidamente pegou as caixas que ali haviam e as tampou no chão, causando um estrago enorme. Pegou objetos, variados, tampando-os no chão e os pisando. Estavam furiosos. Nick deveria ter saído na escola naquela sexta como prometera. Mas não saiu. E a Seita não estava nada satisfeita.

Saguão (área de lazer), Highland

— Isabella, deixa eu passar perfume em você. — Selena torceu o nariz ao olhar pra amiga, ainda com o rosto abatido pelo mau-estar. — Porque estou sentindo daqui o cheiro da coisa que você comeu ontem, amiga. — Ela deu um risinho curto.
 Isabella a olhou sem graça. Nenhum sorriso podia se formar em seu rosto naquele momento. As duas andavam pelo saguão, agora vazio, logo após a confusão com as cartas. Ninguém parecia se lembrar mais daquilo, pelo menos era o que demonstravam.
— Tem que ficar cheirosa. — Selena ainda brincava, agora que Isabella passava um de seus braços em seus ombros. — O que eu não sei é como a Emily vai fazer pra resolver esse problemão. — Ela suspirou, de repente toda a brincadeira de 1 segundos se esvaindo. Isabella bufou.
— Pra dizer a verdade, eu acho que isso não tem mais nenhum... — A garota parou no meio da frase, de repente colocando a mão na boca, seu rosto ficando verde novamente. Selena pareceu ficar em pânico, com medo de que Isabella soltasse tudo pra fora ali.
— Isabella, cuidado! — Selena quase gritou. — Espera, vem cá.

— Vocês deviam ir pra minha casa comigo. — Demi jogou as malas com brutalidade no chão enquanto terminava de descer as escadas. Seu rosto ainda não havia mudado: estava com raiva. De tudo, pensava ela. — Podemos fazer uma hidro, ou uma massagem. Podemos ver uns filminhos, ficar bem a vontade. O que acham?
— Acho que seria muito bom. — Respondeu Madison. — Mas sinceramente eu prefiro treinar.
— É verdade, muito obrigada. — Falou Miley, mexendo nas unhas, acanhada. — Mas eu sinto muita saudade da minha irmã. Eu prefiro passar uns dias por lá.
— Tudo bem, ok. — Demi deu de ombros, enquanto as três se encaminhavam para uma mesa do saguão. — Fica pra próxima então.
— Isabella! — As três olharam para ver que Selena gritava, a apenas alguns metros delas, parecendo carregar Isabella em seus ombros. — Dá pra parar um pouquinho?
— Meu Deus, ela está com gases?! — Gritou Demi, fazendo com que Selena a fuzilasse com os olhos.
— Senta aí. — Falou Selena, colocando Isabella em uma cadeira de uma mesa a 2 de Demi.
— Qual é o problema da sua amiga? — Perguntou Demi, se aproximando das duas.
— Não mexa com ela, Demi. — Selena rangeu os dentes.
— Bom... — Começou Demi, mas Selena revirou os olhos, parecendo abanar Isabella. — Ei! Selena! — Selena a olhou, com certa repulsa. Demi suspirou, encontrando as palavras. — Eu queria agradecer por você ter se apresentado ao diretor. Meio tarde né, mas se apresentou. — Deu de ombros. Selena pareceu rir sem humor.
— E além de tudo tarde. — Selena riu, ajeitando a ponta dos cabelos. — Olha, eu tenho que dizer que eu não fiz por você. Eu fiz porque era o correto, e foi o que ensinaram na minha casa. É claro que você não teve educação...
— O correto é agradecer a você, ok? E ponto final! — Demi interrompeu, começando a sentir a mesma repulsa que sempre sentira pela patricinha. Aquilo não iria mudar. Demi revirou os olhos e olhou para Madison e Miley. — Então vamos pra minha casa?
 Madison balançou a cabeça e Miley foi dar um abraço em Selena em forma de cumprimento, quando uma irrompeu entre elas, a mulher branca de cabelos castanhos e encaracolados que estavam presos em um rabo-de-cavalo.
— Meninas! — Disse a professora de dança, fazendo as garotas ali a olharem instantaneamente. — Que bom que não foram embora ainda. Acabei de falar com o diretor sobre o grupo de dança e... Ele não quer que tenham dois grupos. — Ela deu de ombros, claramente decepcionada.
 Houve um momento de silêncio. Depois, Selena sorriu.
— Ah, não tem problema! — Disse ela, mostrando seu belo sorriso. — Fica o meu grupo, que tem mais tempo. E assunto encerrado.
 Demi deu um sorriso cínico para Selena, sentindo ainda mais nojo da garota.
— Infelizmente, eu tenho más notícias pra você. — Falou á professora á Selena, que a mesma sumiu com seu sorriso.
— Como assim más notícias? — Selena foi retórica, e estava sem expressão, mas ela já previa que a resposta não iria lhe agradar.
— O diretor considerou que, com tudo o que aconteceu, você demonstrou imaturidade pra dirigir o grupo.
 A gargalhada de Demi ecoou pelo saguão.
— Imaturidade? — Selena arregalou os olhos. — Como assim? Não estou entendendo!
— Isso mesmo. — Ela deu de ombros. — Eu vou dirigir o grupo á mando da direção.
— Não não, Hannah, isso não é nada justo! Eu estou a muito tempo fazendo isso, eu levo jeito. — Selena arfou.
— Eu sinto muito. — Hannah deu de ombros. — Foi isso que o diretor decidiu.
 Selena bateu o pé, bufando. Não conseguia aceitar aquilo de jeito nenhum. Demi olhou para a garota por alguns segundos, depois se virou novamente para Hannah.
— Bom, então, Hannah, qual grupo vai ficar? O dela ou o meu? — Demi perguntou, apontando de Selena para ela.
— Vou fazer uma seleção e dali eu vou tirar um novo grupo. — Respondeu ela.
— E qualquer um pode se inscrever?
— Claro que sim. — Hannah sorriu. — Só que só vão ficar os melhores.
— Ah, então garanto que vou passar. — Falou Demi e lançou um olhar divertido para Madison, a quais começaram a rir.
 Isabella respirou fundo, se virando com dificuldade para Demi, ainda sentada na cadeira.
— Aqui, não canta vitória. — Falou ela, com a voz meio grogue. — A Selena sempre ganhou porque é uma das melhores.
— Queridinha, você não tem que ir pro hospital? — Demi a olhou com repulsa. Não iria discutir com Isabella ali, ainda mais na frente de Hannah.
— Não se preocupe, Isabella. — Selena suspirou, afagando os ombros da amiga. — Vamos ver quem ganha. — Encarou Demi ferozmente.
— Você... — Começou Demi.
— Garotas, garotas! — Falou Hannah, tomando novamente a atenção das garotas. — Não quero brigas. Vão ficar as que fizerem o maior esforço. Ouviram?
 Hannah lançou um último olhar ás garotas e se retirou do saguão, balançando seus cabelos cacheados.
— Me espera aqui, Isabella. — Selena grunhiu, se afastando da garota. — Tenho uma coisa muito importante a fazer. — Ela encarou Demi, antes de também se retirar do saguão.
— Que coisa é essa que ela vai fazer? — Comentou Demi com Madison. A mesma deu de ombros, olhando as costas de Selena enquanto a mesma se afastava.

Meio-fio, frente do Highland

 Nick se despedira dos amigos e já se encaminhava para seu próximo destino: a mansão de Gomez. A ideia o estava estimulando, a cada vez que se aproximava mais do empresário, maior seu ódio aumentava e isso era ótimo para Nick, assim sua vingança seria perfeita. Não podia negar que sempre quando pensava na filha dele isso assumia um novo lugar, ele se esquecia por alguns momentos o que estava fazendo ali, em Nova York, mas ele agora sempre se fechava quando esse sentimento tentava entrar de novo.
 Ele acenou para o segurança na entrada do Highland, dando um sorrisinho. Estava pensando em pegar um metrô mais rápido para chegar á casa de Jayden. Enquanto Nick se afastava da escola, ele não imaginava o que o esperava do lado de fora. Enquanto subia pelo meio-fio, pela calçada, ele acenou para mais um dos seguranças e supervisores da escola, dessa vez um mais idoso. O homem lhe lançou um sorriso animado e Nick continuou seu caminho.
 Nick fora atravessar para o outro lado da rua. Havia acabado de cumprimentar o segurança quando olhou para os lados e não percebeu nenhum carro. Nick atravessou a rua, de repente mexendo em seus bolsos. Talvez procurava por seu celular. Quando de repente, Nick sentiu um peso em cima de seu corpo. Quando se deu conta, Nick estava no chão e ouvia um barulho estridente de pneus.
 Nick olhou para cima e viu sua mochila a alguns metros a seu lado. Seus olhos rolaram para os lados e ele percebeu que estava no meio da rua. Piscou os olhos algumas vezes, tentando entender aquilo. Foi quando percebeu a pequena pontada que sentira. Mexeu alguma parte do corpo e percebeu que seu braço doía. Nick gemeu e se levantou.
 Seu coração bateu forte quando percebeu que o segurança velhinho, o qual tinha cumprimentado a menos de um minuto atrás estava a seu lado, arfando alto e parecia com os olhos esbugalhados. Nick o encarou, mas logo viu que os olhos dele estavam perdidos, olhando para a frente. Nick viu, mas foi de relance. O grande carro que cantara pneus estava dando meia-volta, voltando para sua direção, pretendendo tentar atropelá-lo de novo.
 Dessa vez foi Nick quem reagiu. Como um jato, pegou sua mochila ao lado e agarrou o braço do segurança, forçando-o a correr e os dois, mais rápido do que antes, pularam para o meio-fio do outro lado da rua, caindo de costas e rolando algumas vezes.
 O carro passou, e Nick pôde ouvir falhadamente alguma coisa como "Mata ele!", mas foi completamente de relance. Nick gemeu e rolou para o lado, ouvindo o velho gemer também. Antes de tentar se levantar, Nick notou que mais um segurança se aproximava dos dois, completamente estupefato. Com certeza havia presenciado a cena do quase-atropelamento. Nick se levantou com dificuldade e percebeu que o estado de seu cotovelo não era dos melhores. Mas aquilo era o de menos. Seu sangue ainda fervia com o que havia acabado de acontecer. Quando atravessara a rua, não havia visto carro nenhum, e do nada um carro descontrolado, que ele reconheceu como um Volvo reluzente, estava tentando atropelá-lo. Isso porque o carro havia dado meia-volta para tentar de novo, já que a primeira tentativa havia sido falha.
— Está machucado? — Perguntou o segurança que havia chegado depois. Ele estava arfando.
— Não, tudo bem. — Respondeu Nick, pegando sua mochila.
— Tem certeza?
— Sim, deveria ser algum bêbado passando por aí.
— Se quiser vou com você até a polícia.
— Não! — Nick interrompeu, erguendo as mãos. Polícia áquela altura? Ele estava fugindo disso. — Por favor, eu não quero que digam pra ninguém o que aconteceu.
— É só dizer que estávamos aqui...
— Não, é sério! Obrigado! — Nick arfou.
 Os seguranças desistiram e se despediram de Nick, o que o deixou feliz. Nada havia acontecido, na cabeça dele. Ele não havia se quebrado inteiro, ele ainda estava vivo. Ao ver os seguranças se afastarem de volta á escola, Nick continuou seguindo pelo meio-fio, mas ainda estava meio elétrico com relação á aquilo tudo. Quem iria querer matá-lo? Quer dizer, estava na cara que queriam matá-lo, senão teriam seguido em frente com o carro, e não dado meia-volta. E Nick sabia que quem estava no carro não era bêbado nenhum, mas não conseguia imaginar quem era.
 Sua resposta talvez foi respondida enquanto ele andava pela rua. Nick observou que uma folha de papel dançava pela rua com o vento, e Nick se aproximou. Pegando a folha de papel nas mãos, seu coração gelou e ele ficou pálido. O desenho da grande mão negra que haviam o perseguido estava ali novamente, o assombrando.
 E de repente ele entendeu tudo.
 O carro. O quase-atropelamento.
 A Seita.
 Nick arfou, deixando a folha cair de suas mãos. A Seita não estava de brincadeira. Seu coração bateu mais forte, e percebeu que sua testa estava molhada. Ele quase fora morto á segundos. Estaria Nick brincando com a sorte? Ele deveria mesmo sair do Highland? Áquela altura?

Dormitório de Joe, Highland Private

— Cadê o meu celular? — Murmurou Joe enquanto entrava em seu quarto mais uma vez, batendo nos bolsos com impaciência quando percebeu a ausência do objeto. Mal percebera Jacob ali no quarto também, que estava arrumando a mala.
— Joe. — Falou Jacob, a voz quase falhando, enquanto se aproximava do amigo que revirava sua escrivaninha. — Nós temos que conversar, cara.
— Não estou afim de falar com você! — Grunhiu Joe, nem se virando para olhar Jacob.
— Joe, pelo menos me deixa explicar! — Jacob bufou. — As coisas não são como parecem.
— Cara, dá um tempo! — Joe balançou a cabeça, e começou a seguir novamente para a porta, colocando algo nos bolsos. Havia achado o celular.
— Joe, me deixa explicar. — Jacob rapidamente se colocou na frente da porta, fazendo Joe parar e revirar os olhos.
— Olha só, você tem que me entender! Não teria rolado nada se não tivesse acontecido o...
— Jacob, eu não quero saber! — Joe rangeu os dentes. — Se você não sair, eu vou tirar você. E não me aborrece, que eu estou chateado.
— Joe, você quer bater em mim, então bate, mas... — Jacob não terminou a frase, pois Joe pegou pelos ombros do garoto e quase o tampou na parede, passando pela porta pisando forte.
— Joe! Espera! JOE!

Caminhão abandonado, próximo ao Highland, Nova York

— E aí? O que você tem? — Perguntou Madison á Samuel, que estava sentado em algum canto, com a cara fechada.
— Estou chateado. — Ele grunhiu, revirando os pequenos olhos verdes.
— Comigo? — Ela franziu o cenho. — Porque? Eu não te fiz nada.
— Com você não. — Ele suspirou. — É com a Demi.
— Com a Demi? — Ela se aproximou de Samuel, largando a lata de tinta que antes mexia nela. Madison estava mais animada com a reforma da "casa" de Samuel do que todos. — Depois de tudo o que ela trouxe? Porque?
— Ela foi embora sem se despedir! — Ele baixou os olhos, mas parecia revoltado. — Não me deu um beijo, nem nada. — Ele cruzou os braços, bufando. Madison riu.
— E você vai começar a chorar? — Ela ergueu uma sobrancelha. Samuel baixou ainda mais a cabeça, para tentar esconder as lágrimas que ele sabia que viria. Madison olhou para seu olhos. — Hein?
— Não estou chorando! — Ele bufou, passando as costas das mãos nos olhos rapidamente. Madison suspirou.
— Sabe porque está de mau-humor? De tanto ficar trancado aqui.
— É. — Ele suspirou, assentindo com a cabeça. — Isso também é uma chatice.
— Olha, não esquenta. Ryan já vai chegar. — Ela deu um sorrisinho. — Aí você vai embora com ele e vai ter uma casa de verdade. E não vai ter mais que se esconder. — Ela se mostrava animada. Samuel não mostrava um pingo de emoção, nem ao menos um sorriso mostrou. Mesmo assim, balançou a cabeça, tentando enfiar aquela ideia na cabeça. — Porque essa cara? Não estou explicando pra você? — Samuel respirou fundo. — Vai, dá um sorriso! — Ela o causou uma crise de cócegas. O garoto riu, mas logo afastou as mãos de Madison. — Olha, já te contei que pratico artes marciais? — Ela sorriu.
— Com esses bracinhos e perninhas tão finas? — Ele ergueu as sobrancelhas.
— Haha! — Ela gargalhou.
— Me ensina então! — Ele a desafiou.

To be continued!

Boa noite, meninas *-* como sempre, horário de verão me matando! Mas e então, como vocês estão? Eu tô bem e bem animada com a história. Espero que vocês também estejam. Pretendo postar a cada dia, todo dia mesmo, mas quero pelo menos uns 3 comentários. O mínimo que posso pedir, meninas, please! Quero ver se estão mesmo gostando. Então, visitem esses blogs: Top Model - Sexy - Just In Love.
Mil beijos e tchau ;*

6 comentários:

  1. Ameeei primeira a comentar ~~ Rebola ~~
    Posta logo please!

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    1. Primeiríssima *u* Vou postar velozmente rs! Beijão!

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  2. o my godd, postaaaaa ligeiroooo o/
    littlelavignerheart.blogspot.com

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    1. Postarei rs! Obrigada por comentar, diva.

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  3. Respostas
    1. Ligeiramente, waiting.. rs! Obrigada por comentar, beijão.

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Um Dia de Cada Vez - 05

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás. Então eu pego o passado, e transformo em poesia ou coisa assim." — Caio Fernando Abreu.

Dormitório de Nick, Highland Private

 Nick rapidamente saiu da cafeteria, voltando ao colégio, fazendo as malas ás pressas para ir logo á casa de Jayden. Não via a hora de chegar, pois uma perspectiva muito grande crescia dentro de si a cada dia. Cada vez mais estava mais perto dos segredos de Jayden, da intimidade dele. Isso o deixava feliz, realmente. Não estava se tornando amigo, não queria isso. Chegando ao quarto encontrou com Aiden e Josh, os dois também fazendo as malas.
— Aí, Josh, valeu mesmo por mandar o diretor pra longe da boate. — Falei enquanto arrumava minha mochila e ele abriu um sorriso. — Você foi legal.
— Mas não adiantou, não é? De qualquer maneira pegaram vocês. — Ele suspirou.
— Pois é, o diretor já está abusando. — Bufei, largando a mochila em cima da cama. — Não vamos ter tempo livre na semana, mas pelo menos não mandaram chamar os nossos pais, o que foi um alívio.
— Então correu tudo bem?
— Melhor do que esperávamos. — Ele suspirou. Nick juntou as sobrancelhas, parecendo avaliar Josh. — Escuta, porque você não fez as suas malas? — Apontou para o armário do garoto.
— Am... Eu não vou sair nesse fim de semana. Eu vou ficar... Lendo. — Ele deu um sorrisinho de canto. Nick o olhou confuso, mas logo balançou a cabeça. O estranho Josh Harris, ele já devia se acostumar.
— Eu não vejo a hora de ir embora. — Falou Nick, colocando sua mochila nas costas, dando um leve sorriso. — E você, Aiden?
— Eu vou pra minha casa. — Aiden deu de ombros enquanto organizava algumas coisas em sua mochila pequena. — Eu te convidaria, mas é que eu tinha que ter avisado. E acabei esquecendo. — Deu de ombros.
— Não, cara, não se preocupe. Eu já tenho algumas coisas pra fazer. Vamos logo? — Gesticulou pra porta.
— Deixa eu só guardar uma coisa... — Ele suspirou. — Pronto, vamos. — Fechou a mochila.
— Até logo, Josh. — Disse Nick enquanto ele e Aiden deixavam o quarto. Aiden deu um aceno para Josh e um sorrisinho antes de sair.
 Aiden saiu primeiro do que Nick, enquanto o mesmo virou-se de costas para olhar Josh. Nick nunca entendeu Josh. Não só Nick, mas todos ali. Tudo bem que Josh era meio excluído do grupo dos adolescentes, o breguinha, o fraquinho, o frutinha, mas Nick o via de modo diferente. Eram do mesmo quarto, estavam perto, mas a mente de Josh estava sempre distante. O garoto estava sentado imóvel ao pé da cama, olhando para o nada por entre seus óculos de grau. Suas calças boca-de-sino voavam enquanto ele balançava as pernas na forma de ter o que fazer.
— Ei. — Chamou Nick, fazendo Josh se virar meio sobrassaltado. — Pelo menos leva a gente até a porta.
— Ah, ok! — Respondeu Josh rapidamente, se levantando. — Vamos!
 Os garotos saíram. Não demorou 2 segundos até que o indivíduo vestido de roupa militar e com uma máscara que só via parte de seus olhos saísse de trás de algum armário. O integrante da Seita andou cautelosamente pelo quarto, procurando ver se havia mais algum movimento. Vendo que estava seguro, correu rapidamente até o armário de seu maior interesse. Abrindo-o, seus olhos lampejaram. Ele rapidamente pegou as caixas que ali haviam e as tampou no chão, causando um estrago enorme. Pegou objetos, variados, tampando-os no chão e os pisando. Estavam furiosos. Nick deveria ter saído na escola naquela sexta como prometera. Mas não saiu. E a Seita não estava nada satisfeita.

Saguão (área de lazer), Highland

— Isabella, deixa eu passar perfume em você. — Selena torceu o nariz ao olhar pra amiga, ainda com o rosto abatido pelo mau-estar. — Porque estou sentindo daqui o cheiro da coisa que você comeu ontem, amiga. — Ela deu um risinho curto.
 Isabella a olhou sem graça. Nenhum sorriso podia se formar em seu rosto naquele momento. As duas andavam pelo saguão, agora vazio, logo após a confusão com as cartas. Ninguém parecia se lembrar mais daquilo, pelo menos era o que demonstravam.
— Tem que ficar cheirosa. — Selena ainda brincava, agora que Isabella passava um de seus braços em seus ombros. — O que eu não sei é como a Emily vai fazer pra resolver esse problemão. — Ela suspirou, de repente toda a brincadeira de 1 segundos se esvaindo. Isabella bufou.
— Pra dizer a verdade, eu acho que isso não tem mais nenhum... — A garota parou no meio da frase, de repente colocando a mão na boca, seu rosto ficando verde novamente. Selena pareceu ficar em pânico, com medo de que Isabella soltasse tudo pra fora ali.
— Isabella, cuidado! — Selena quase gritou. — Espera, vem cá.

— Vocês deviam ir pra minha casa comigo. — Demi jogou as malas com brutalidade no chão enquanto terminava de descer as escadas. Seu rosto ainda não havia mudado: estava com raiva. De tudo, pensava ela. — Podemos fazer uma hidro, ou uma massagem. Podemos ver uns filminhos, ficar bem a vontade. O que acham?
— Acho que seria muito bom. — Respondeu Madison. — Mas sinceramente eu prefiro treinar.
— É verdade, muito obrigada. — Falou Miley, mexendo nas unhas, acanhada. — Mas eu sinto muita saudade da minha irmã. Eu prefiro passar uns dias por lá.
— Tudo bem, ok. — Demi deu de ombros, enquanto as três se encaminhavam para uma mesa do saguão. — Fica pra próxima então.
— Isabella! — As três olharam para ver que Selena gritava, a apenas alguns metros delas, parecendo carregar Isabella em seus ombros. — Dá pra parar um pouquinho?
— Meu Deus, ela está com gases?! — Gritou Demi, fazendo com que Selena a fuzilasse com os olhos.
— Senta aí. — Falou Selena, colocando Isabella em uma cadeira de uma mesa a 2 de Demi.
— Qual é o problema da sua amiga? — Perguntou Demi, se aproximando das duas.
— Não mexa com ela, Demi. — Selena rangeu os dentes.
— Bom... — Começou Demi, mas Selena revirou os olhos, parecendo abanar Isabella. — Ei! Selena! — Selena a olhou, com certa repulsa. Demi suspirou, encontrando as palavras. — Eu queria agradecer por você ter se apresentado ao diretor. Meio tarde né, mas se apresentou. — Deu de ombros. Selena pareceu rir sem humor.
— E além de tudo tarde. — Selena riu, ajeitando a ponta dos cabelos. — Olha, eu tenho que dizer que eu não fiz por você. Eu fiz porque era o correto, e foi o que ensinaram na minha casa. É claro que você não teve educação...
— O correto é agradecer a você, ok? E ponto final! — Demi interrompeu, começando a sentir a mesma repulsa que sempre sentira pela patricinha. Aquilo não iria mudar. Demi revirou os olhos e olhou para Madison e Miley. — Então vamos pra minha casa?
 Madison balançou a cabeça e Miley foi dar um abraço em Selena em forma de cumprimento, quando uma irrompeu entre elas, a mulher branca de cabelos castanhos e encaracolados que estavam presos em um rabo-de-cavalo.
— Meninas! — Disse a professora de dança, fazendo as garotas ali a olharem instantaneamente. — Que bom que não foram embora ainda. Acabei de falar com o diretor sobre o grupo de dança e... Ele não quer que tenham dois grupos. — Ela deu de ombros, claramente decepcionada.
 Houve um momento de silêncio. Depois, Selena sorriu.
— Ah, não tem problema! — Disse ela, mostrando seu belo sorriso. — Fica o meu grupo, que tem mais tempo. E assunto encerrado.
 Demi deu um sorriso cínico para Selena, sentindo ainda mais nojo da garota.
— Infelizmente, eu tenho más notícias pra você. — Falou á professora á Selena, que a mesma sumiu com seu sorriso.
— Como assim más notícias? — Selena foi retórica, e estava sem expressão, mas ela já previa que a resposta não iria lhe agradar.
— O diretor considerou que, com tudo o que aconteceu, você demonstrou imaturidade pra dirigir o grupo.
 A gargalhada de Demi ecoou pelo saguão.
— Imaturidade? — Selena arregalou os olhos. — Como assim? Não estou entendendo!
— Isso mesmo. — Ela deu de ombros. — Eu vou dirigir o grupo á mando da direção.
— Não não, Hannah, isso não é nada justo! Eu estou a muito tempo fazendo isso, eu levo jeito. — Selena arfou.
— Eu sinto muito. — Hannah deu de ombros. — Foi isso que o diretor decidiu.
 Selena bateu o pé, bufando. Não conseguia aceitar aquilo de jeito nenhum. Demi olhou para a garota por alguns segundos, depois se virou novamente para Hannah.
— Bom, então, Hannah, qual grupo vai ficar? O dela ou o meu? — Demi perguntou, apontando de Selena para ela.
— Vou fazer uma seleção e dali eu vou tirar um novo grupo. — Respondeu ela.
— E qualquer um pode se inscrever?
— Claro que sim. — Hannah sorriu. — Só que só vão ficar os melhores.
— Ah, então garanto que vou passar. — Falou Demi e lançou um olhar divertido para Madison, a quais começaram a rir.
 Isabella respirou fundo, se virando com dificuldade para Demi, ainda sentada na cadeira.
— Aqui, não canta vitória. — Falou ela, com a voz meio grogue. — A Selena sempre ganhou porque é uma das melhores.
— Queridinha, você não tem que ir pro hospital? — Demi a olhou com repulsa. Não iria discutir com Isabella ali, ainda mais na frente de Hannah.
— Não se preocupe, Isabella. — Selena suspirou, afagando os ombros da amiga. — Vamos ver quem ganha. — Encarou Demi ferozmente.
— Você... — Começou Demi.
— Garotas, garotas! — Falou Hannah, tomando novamente a atenção das garotas. — Não quero brigas. Vão ficar as que fizerem o maior esforço. Ouviram?
 Hannah lançou um último olhar ás garotas e se retirou do saguão, balançando seus cabelos cacheados.
— Me espera aqui, Isabella. — Selena grunhiu, se afastando da garota. — Tenho uma coisa muito importante a fazer. — Ela encarou Demi, antes de também se retirar do saguão.
— Que coisa é essa que ela vai fazer? — Comentou Demi com Madison. A mesma deu de ombros, olhando as costas de Selena enquanto a mesma se afastava.

Meio-fio, frente do Highland

 Nick se despedira dos amigos e já se encaminhava para seu próximo destino: a mansão de Gomez. A ideia o estava estimulando, a cada vez que se aproximava mais do empresário, maior seu ódio aumentava e isso era ótimo para Nick, assim sua vingança seria perfeita. Não podia negar que sempre quando pensava na filha dele isso assumia um novo lugar, ele se esquecia por alguns momentos o que estava fazendo ali, em Nova York, mas ele agora sempre se fechava quando esse sentimento tentava entrar de novo.
 Ele acenou para o segurança na entrada do Highland, dando um sorrisinho. Estava pensando em pegar um metrô mais rápido para chegar á casa de Jayden. Enquanto Nick se afastava da escola, ele não imaginava o que o esperava do lado de fora. Enquanto subia pelo meio-fio, pela calçada, ele acenou para mais um dos seguranças e supervisores da escola, dessa vez um mais idoso. O homem lhe lançou um sorriso animado e Nick continuou seu caminho.
 Nick fora atravessar para o outro lado da rua. Havia acabado de cumprimentar o segurança quando olhou para os lados e não percebeu nenhum carro. Nick atravessou a rua, de repente mexendo em seus bolsos. Talvez procurava por seu celular. Quando de repente, Nick sentiu um peso em cima de seu corpo. Quando se deu conta, Nick estava no chão e ouvia um barulho estridente de pneus.
 Nick olhou para cima e viu sua mochila a alguns metros a seu lado. Seus olhos rolaram para os lados e ele percebeu que estava no meio da rua. Piscou os olhos algumas vezes, tentando entender aquilo. Foi quando percebeu a pequena pontada que sentira. Mexeu alguma parte do corpo e percebeu que seu braço doía. Nick gemeu e se levantou.
 Seu coração bateu forte quando percebeu que o segurança velhinho, o qual tinha cumprimentado a menos de um minuto atrás estava a seu lado, arfando alto e parecia com os olhos esbugalhados. Nick o encarou, mas logo viu que os olhos dele estavam perdidos, olhando para a frente. Nick viu, mas foi de relance. O grande carro que cantara pneus estava dando meia-volta, voltando para sua direção, pretendendo tentar atropelá-lo de novo.
 Dessa vez foi Nick quem reagiu. Como um jato, pegou sua mochila ao lado e agarrou o braço do segurança, forçando-o a correr e os dois, mais rápido do que antes, pularam para o meio-fio do outro lado da rua, caindo de costas e rolando algumas vezes.
 O carro passou, e Nick pôde ouvir falhadamente alguma coisa como "Mata ele!", mas foi completamente de relance. Nick gemeu e rolou para o lado, ouvindo o velho gemer também. Antes de tentar se levantar, Nick notou que mais um segurança se aproximava dos dois, completamente estupefato. Com certeza havia presenciado a cena do quase-atropelamento. Nick se levantou com dificuldade e percebeu que o estado de seu cotovelo não era dos melhores. Mas aquilo era o de menos. Seu sangue ainda fervia com o que havia acabado de acontecer. Quando atravessara a rua, não havia visto carro nenhum, e do nada um carro descontrolado, que ele reconheceu como um Volvo reluzente, estava tentando atropelá-lo. Isso porque o carro havia dado meia-volta para tentar de novo, já que a primeira tentativa havia sido falha.
— Está machucado? — Perguntou o segurança que havia chegado depois. Ele estava arfando.
— Não, tudo bem. — Respondeu Nick, pegando sua mochila.
— Tem certeza?
— Sim, deveria ser algum bêbado passando por aí.
— Se quiser vou com você até a polícia.
— Não! — Nick interrompeu, erguendo as mãos. Polícia áquela altura? Ele estava fugindo disso. — Por favor, eu não quero que digam pra ninguém o que aconteceu.
— É só dizer que estávamos aqui...
— Não, é sério! Obrigado! — Nick arfou.
 Os seguranças desistiram e se despediram de Nick, o que o deixou feliz. Nada havia acontecido, na cabeça dele. Ele não havia se quebrado inteiro, ele ainda estava vivo. Ao ver os seguranças se afastarem de volta á escola, Nick continuou seguindo pelo meio-fio, mas ainda estava meio elétrico com relação á aquilo tudo. Quem iria querer matá-lo? Quer dizer, estava na cara que queriam matá-lo, senão teriam seguido em frente com o carro, e não dado meia-volta. E Nick sabia que quem estava no carro não era bêbado nenhum, mas não conseguia imaginar quem era.
 Sua resposta talvez foi respondida enquanto ele andava pela rua. Nick observou que uma folha de papel dançava pela rua com o vento, e Nick se aproximou. Pegando a folha de papel nas mãos, seu coração gelou e ele ficou pálido. O desenho da grande mão negra que haviam o perseguido estava ali novamente, o assombrando.
 E de repente ele entendeu tudo.
 O carro. O quase-atropelamento.
 A Seita.
 Nick arfou, deixando a folha cair de suas mãos. A Seita não estava de brincadeira. Seu coração bateu mais forte, e percebeu que sua testa estava molhada. Ele quase fora morto á segundos. Estaria Nick brincando com a sorte? Ele deveria mesmo sair do Highland? Áquela altura?

Dormitório de Joe, Highland Private

— Cadê o meu celular? — Murmurou Joe enquanto entrava em seu quarto mais uma vez, batendo nos bolsos com impaciência quando percebeu a ausência do objeto. Mal percebera Jacob ali no quarto também, que estava arrumando a mala.
— Joe. — Falou Jacob, a voz quase falhando, enquanto se aproximava do amigo que revirava sua escrivaninha. — Nós temos que conversar, cara.
— Não estou afim de falar com você! — Grunhiu Joe, nem se virando para olhar Jacob.
— Joe, pelo menos me deixa explicar! — Jacob bufou. — As coisas não são como parecem.
— Cara, dá um tempo! — Joe balançou a cabeça, e começou a seguir novamente para a porta, colocando algo nos bolsos. Havia achado o celular.
— Joe, me deixa explicar. — Jacob rapidamente se colocou na frente da porta, fazendo Joe parar e revirar os olhos.
— Olha só, você tem que me entender! Não teria rolado nada se não tivesse acontecido o...
— Jacob, eu não quero saber! — Joe rangeu os dentes. — Se você não sair, eu vou tirar você. E não me aborrece, que eu estou chateado.
— Joe, você quer bater em mim, então bate, mas... — Jacob não terminou a frase, pois Joe pegou pelos ombros do garoto e quase o tampou na parede, passando pela porta pisando forte.
— Joe! Espera! JOE!

Caminhão abandonado, próximo ao Highland, Nova York

— E aí? O que você tem? — Perguntou Madison á Samuel, que estava sentado em algum canto, com a cara fechada.
— Estou chateado. — Ele grunhiu, revirando os pequenos olhos verdes.
— Comigo? — Ela franziu o cenho. — Porque? Eu não te fiz nada.
— Com você não. — Ele suspirou. — É com a Demi.
— Com a Demi? — Ela se aproximou de Samuel, largando a lata de tinta que antes mexia nela. Madison estava mais animada com a reforma da "casa" de Samuel do que todos. — Depois de tudo o que ela trouxe? Porque?
— Ela foi embora sem se despedir! — Ele baixou os olhos, mas parecia revoltado. — Não me deu um beijo, nem nada. — Ele cruzou os braços, bufando. Madison riu.
— E você vai começar a chorar? — Ela ergueu uma sobrancelha. Samuel baixou ainda mais a cabeça, para tentar esconder as lágrimas que ele sabia que viria. Madison olhou para seu olhos. — Hein?
— Não estou chorando! — Ele bufou, passando as costas das mãos nos olhos rapidamente. Madison suspirou.
— Sabe porque está de mau-humor? De tanto ficar trancado aqui.
— É. — Ele suspirou, assentindo com a cabeça. — Isso também é uma chatice.
— Olha, não esquenta. Ryan já vai chegar. — Ela deu um sorrisinho. — Aí você vai embora com ele e vai ter uma casa de verdade. E não vai ter mais que se esconder. — Ela se mostrava animada. Samuel não mostrava um pingo de emoção, nem ao menos um sorriso mostrou. Mesmo assim, balançou a cabeça, tentando enfiar aquela ideia na cabeça. — Porque essa cara? Não estou explicando pra você? — Samuel respirou fundo. — Vai, dá um sorriso! — Ela o causou uma crise de cócegas. O garoto riu, mas logo afastou as mãos de Madison. — Olha, já te contei que pratico artes marciais? — Ela sorriu.
— Com esses bracinhos e perninhas tão finas? — Ele ergueu as sobrancelhas.
— Haha! — Ela gargalhou.
— Me ensina então! — Ele a desafiou.

To be continued!

Boa noite, meninas *-* como sempre, horário de verão me matando! Mas e então, como vocês estão? Eu tô bem e bem animada com a história. Espero que vocês também estejam. Pretendo postar a cada dia, todo dia mesmo, mas quero pelo menos uns 3 comentários. O mínimo que posso pedir, meninas, please! Quero ver se estão mesmo gostando. Então, visitem esses blogs: Top Model - Sexy - Just In Love.
Mil beijos e tchau ;*

6 comentários:

  1. Ameeei primeira a comentar ~~ Rebola ~~
    Posta logo please!

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    1. Primeiríssima *u* Vou postar velozmente rs! Beijão!

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  2. o my godd, postaaaaa ligeiroooo o/
    littlelavignerheart.blogspot.com

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    1. Postarei rs! Obrigada por comentar, diva.

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  3. Respostas
    1. Ligeiramente, waiting.. rs! Obrigada por comentar, beijão.

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